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Versos e Nostalgia

Eu passeio pelos bosques e parques de minha infância
Naquela lembrança de quando ainda era bonito se lembrar
Oras, todo mundo sabe que de nada adianta
Ir andando para trás para que se possa avançar
E eu estou preso a essa coisa do passado
Que não passa para frente
E tudo o que ela diz sobre mim está errado
Ainda sou um bom moço carente...

E todo mundo sabe que amo aquela menina
Que de senhora, usa um disfarce que me fascina
E que de moça, usa pouca roupa e muita mentira
Ternura de mulher e jeito de menina
Todo mundo sabe que de nada adianta essa patética poesia

Mas eu ainda acredito na virtude do bom moço
Que se compõem em gestos e outros traços
Oras, todo mundo se acha muito novo
Mas é na ilusão que conhecemos o verdadeiro quadro
E estou preso a essa imagem
Que de reflexo só há o espelho
E tudo o que ela entende de minha mensagem
Volta para mim como um receio

E todo mundo sabe que amo aquela menina
Que de senhora, usa um disfarce que me fascina
E que de moça, usa pouca roupa e muita mentira
Ternura de mulher e jeito de menina
Todo mundo sabe que de nada adianta essa patética poesia

Talvez não possa falar de mim para conquistar ela
Pois eu já sei do fim, antes de começar uma conversa
E do que adianta então eu falar?
Se mesmo na composição não consigo agradar?
Estou oscilando entre lembranças e sentimentos
Buscando no começo daquela infância um motivo para o momento
E o que me resta são versos e nostalgia
Meu amor é tão patético quanto qualquer outra poesia.
Maycon Batestin
Enviado por Maycon Batestin em 05/11/2007
Código do texto: T724568
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Maycon Batestin
São Paulo - São Paulo - Brasil, 32 anos
2643 textos (108022 leituras)
3 e-livros (207 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 24/10/17 04:38)
Maycon Batestin