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A felicidade tem rosto sabia?



Como a felicidade é invisível,

Se posso vê-la estampada,

Nos olhos daqueles que digo que amo?

Como posso enxerga-la  tão nítida,

Quando pego roupas, sapatos, brinquedos,

Enfim, o que para mim, já não tem tanta valia,

E doou, aos meus mais próximo que não tem nada?

Como não se pode enxergar a cara de felicidade,

Quando posso, durante o ano todo,

Doar um pouco do meu tempo,

Para servir aos meus semelhantes,

Quer cozinhando, quer ensinado a ler, a escrever a contar,

Doar um pouco da minha vida e ver sim,

A felicidade, nos olhos dessas pessoas brilhar?

Posso sim, ver-lhe o rosto,

Se quando num restaurante,

Posso dar um prato de comida

A quem está na rua sem nada para comer?

Como não tem face,

Se toma forma no rosto de um ancião,

Quando, por obra do Espírito de Deus,

Sou  levada a visitar num asilo,

Pessoas que nunca vi,

E que também nunca recebem visitas,

Pois foram abandonadas,

Por suas próprias famílias?

Como pode não ser palpável a felicidade,

Quando ela está tão presente num gesto de afeto,

Por uma criança, pobre, sem perspectiva de um lar,

De um carinho dispensado,

Quando este mesmo Espírito me leva ao orfanato.

A felicidade tem rosto sim!

Rosto, corpo e alma.

Que pode ser, meu, seu, nosso...

Basta a vontade de se doar,

Principalmente a doação de nós mesmos.

Tenho uma prece no coração,

Que Deus na sua infinita misericórdia,

Possa fazer de nós, mensageiros seus.
 
Que neste natal,

Possamos desejar de presente,

Enxergar a felicidade cara a cara.

Feliz Natal meu amigos do recanto!
Observadora
Enviado por Observadora em 05/12/2005
Código do texto: T81260
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Sobre a autora
Observadora
Salvador - Bahia - Brasil, 50 anos
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