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CONDENAÇÃO

A maturidade aprisiona a pessoa, a impede de arriscar, a faz utilizar a razão, o que deprecia a espontaneidade, o instinto.
O jovem arroja muito mais, ele ousa e coloca seus ideais acima de qualquer outra coisa, com isso, conquista além da liberdade, a realização de objetivos, enfrentando com naturalidade desafios e se desenvolvendo com situações do cotidiano. Ele não se preocupa em errar, aliás é com muitos erros que aprende e cresce.
Com o tempo vai ganhando experiências profissionais, pessoais, da vida. Daí vem a recompensa pelo seu trabalho, casa-se, tem filhos, se forma em todos os sentidos.
Todas as suas ações acumulam responsabilidade e aos poucos, sem perceber, a fase adulta que o fez crescer, o acovarda em continuar a busca pelos seus novos projetos.
Nessa fase a pessoa confunde projeto com sonho e geralmente se auto ilude em aceitar esse fato como utopia, desistindo e mantendo a sua rotina do dia a dia, mesmo que isso lhe faça infeliz.
Quando atinge esse estágio o fim é o fim mesmo, se espera a tão sonhada aposentadoria pensando que só assim será novamente feliz.
Quanta experiência acumulada, que bagagem, quanta coisa boa essa pessoa ainda poderia fazer para melhorar nosso mundo. Contudo, as leis que regem nossa sociedade, as instituições, as pessoas, discriminam o idoso, principalmente se não tiver posses. E o idoso para nós são pessoas com pouco mais de 40 anos, na idade mais produtiva.
E aí, como saímos dessa? A sociedade não pode continuar condenando o cidadão que quer simplesmente viver feliz.
Vladis
Enviado por Vladis em 30/01/2006
Código do texto: T106236
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Sobre o autor
Vladis
Matão - São Paulo - Brasil, 57 anos
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