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intimidades

antes-de-ontem, do caderno:
(1)
se tivesse escrito antes de levantar: 'espero as palavras'
 
des_espero as palavras, deixo-as ficar deixadas...

{Posso jurar ter sido a primeira coisa que pensei hoje?
Primeira coisa, pensei escrever...
Depois... uma palavra em mim tão recorrente, comi a fatia de bolo por ti deixada.
Intersecto Mim contigo, nesta "Hora Oblíqua" onde acordo sozinho, depois… de teres saído.}
(2)
se tivesse escrito depois de deitar: 'três cartões'

Há, na rua onde moro, uma placa curiosa. Já existe, vai fazer amanhã dois dias. Escrevi num cartão que preguei na porta:

INTERROGO
qual é a duração
para um poema:
e_terna_idade?

Se amanhã ainda lá estiver, como prevejo esteja, poderei começar a pensar num limite temporal: uma semana? Uma semana depois, substituo o poema e escrevo:

EXCLAMO
basta um sinal:
começa ou acaba
a nossa ignorância!

Se durar uma semana, experimento o ponto final:

PONTO FINAL
sem reticências...
depois de dois pontos
faço: ponto final.

Ficará do lado de dentro da porta com/o os outros dois

A
Francisco Coimbra
Enviado por Francisco Coimbra em 15/02/2006
Código do texto: T112250
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Sobre o autor
Francisco Coimbra
Portugal
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