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Questão de sintonia!

Embora casado,  não cansava-se de vangloriar suas habilidades na conquista amorosa.

Exibia com orgulho aos amigos seu currículo de sedutor;  seu forte era mulher casada.

Bastava um olhar do “tipo 43”, para hipnotizar suas caças – era assim que se referia às mulheres.

Muitas deixaram se envolver  e pagaram um alto preço por isso; dor, aflições, ciúme, incerteza...

Certa vez, disse à um colega:

- Sou mesmo exímio na arte da sedução, muitas mulheres, mesmo casadas, já sucumbiram a meus encantos.

O colega apenas falou-lhe:

- Meu amigo, é tudo questão de sintonia, como tens a irresponsabilidade e a infidelidade a nortear sua conduta, natural que mulheres com essa mesma aptidão sintonizem-se com você. Elas acabam por captar seus pensamentos e vibrando na mesma freqüência certamente não resistirão a seus encantos.

O garanhão, apenas abaixou a cabeça e pôs-se a refletir nas ponderações do colega.

Subordinados a Lei da afinidade somos imã a  atrair criaturas.

Se cogitamos do Bem,  empenhando-nos por superar más inclinações e tendo no coração e na mente nobres ideais, fatalmente,  atrairemos para nosso convívio pessoas que guardem afinidade com essas disposições.

Contudo, se nossas idéias estão calcadas na irresponsabilidade atrelada a interesses escusos, certamente,  sintonizarão conosco criaturas com essas inclinações.

Muitos exclamam:

- Coitado! Perdeu-se na vida, sei que é boa pessoa, o que lhe atrapalha são as companhias!

Ledo engano!

As chamadas más companhias à ele se consorciaram pela extrema semelhança em suas maneiras de agir e pensar.

Portanto, se queremos atrair à nossa vida pessoas que nos agreguem e enriqueçam, comecemos por observar os propósitos que cogitamos,  para que depois não venhamos a lastimar nossos equívocos colocando a responsabilidade de nossas atitudes nos companheiros que escolhemos para caminhar conosco por guardarem afinidades com nosso modo de proceder.











Wellington Balbo
Enviado por Wellington Balbo em 18/02/2006
Código do texto: T113584
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Sobre o autor
Wellington Balbo
Bauru - São Paulo - Brasil, 41 anos
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