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Seres humanos

A vida passa sem que possamos fazer tudo a que viemos,
sempre deixaremos algo de lado, ou não teremos tempo para tudo.
Na luta pela sobrevivência não nos importam os meios que utilizamos para vencer, somos animais irracionais, predadores de nossos semelhantes.
Muitas vezes deixamos de cuidar dos que nos cercam e nos protegem, dos que fazem parte da nossa tribo, nossa  família,, nossos donos, nossos escravos,
correndo sempre atrás dos bens materiais,  poder, conforto, luxo  e status.
Vivemos numa constante prisão temendo a tudo e a todos, sempre com medo, isolados em meio a multidão, abandonados entre os que nos amam e amamos.
Mas como somos  guerreiros, lutadores, heróis de nós mesmos, não podemos nos deixar abater e seguimos as regras deste jogo do mundo.
Porém, esquecemos os mais importantes valores, os mais sábios conselhos, a maneira certa que deveríamos usar para chegarmos ao topo, ao sucesso.
Nos achamos sempre superiores aos demais, capazes de fazer tudo sózinhos, que jamais precisaremos de alguém, que somos auto-suficientes em tudo.
Usamos as pessoas como objetos, as tratamos como se fossem uma propriedade nossa, como se pudéssemos ser donos de seus destinos, seus sentimentos, suas verdades, suas vidas.
Sentimos que somos mais que qualquer outro ser humano comum, somos semi deuses, donos da verdade, únicos possuidores de inteligência, capazes de dominar o mundo todo.
Mas o tempo passa, percebemos então que somos efêmeros, passageiros, vulneráveis, que aqueles a quem pisamos em sua maioria continuam, ali sendo pisados por outros,
porquê eles também se julgaram invencíveis, imortais, e assim como nós  eles também que pisaram em outras pessoas estão sendo subjugados, dominados, mantidos reféns
no mundo dos superiores, novos dominadores, que  agora nos dominam e não temos mais a astúcia e a estratégia para  lutarmos, fomos derrotados pela nossa arrogância,
nossa prepotência e orgulho, e assim cabisbaixos compreendemos finalmente que quando no auge de nossas vidas, quando ainda respirávamos juventude, esquecemos
o mais importante de tudo, que um dia envelheceríamos e outros ocupariam nosso lugar.
Assim nossa vida passou em branco, não fizemos nada que gostaríamos de ter feito,
Mas é tarde, não adianta sentir arrependimento, remorsos, temos que apesar da nossa  fragilidade física tentar  mostrar ao novos dominadores os nossos erros para que eles ainda tenham uma  chanche  de passar por este mundo, por esta vida, vivendo.
Fomos apenas mortos-vivos, que passamos nossas vidas aqui sem nunca ter vivido,
e agora é tarde demais para recomeçar.

Adelaide Wlodkovski
18/11/03
Ade Wlod
Enviado por Ade Wlod em 20/02/2006
Reeditado em 19/06/2009
Código do texto: T114022

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Sobre a autora
Ade Wlod
São José dos Pinhais - Paraná - Brasil, 55 anos
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