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Enquanto alguns produzem, outros atiram pedras!

Enquanto alguns produzem, outros atiram pedras!


Albino chegara em respeitável instituição religiosa com força total.

Ativo, solícito, trabalhador, tinha iniciativas e boas idéias, vinha com intenção de somar, agregar, multiplicar...

Instituiu reunião de estudos, organizou palestras, arrumou a biblioteca, acertou turmas para limpeza...

Pintou, modificou, transformou, melhorou...

Porém, despertou ciúme e inveja de antigos e acomodados “colaboradores”, que julgavam-se “donos do pedaço”.

Bradavam alguns:

- Onde já se viu, ele só pode querer aparecer, acabou de chegar e quer cuidar até da limpeza??

Era mais uma vez o velho egoísmo a tentar barrar  o progresso.

A turma da inércia passou a isolar Albino, que por sua vez, começou a sentir-se  como uma pedra que atrapalha o bom ambiente.

Chateado, desabafou com um amigo; que após escutar calmamente o relato de Albino, obtemperou:

 - Tenho certeza que onde estas tem também a turma do trabalho, que se importa  apenas em ver triunfar o conjunto.

 - É neles que deve se focar, creia meu amigo, em todos os campos da atuação humana, verás criaturas trabalhando e outras atirando pedras, algumas produzindo e outras no lodaçal do comodismo.

 - Quem faz incomoda alguns, porém, obtém a simpatia de muitos.

 - Não deixe de fazer porque a turma da inércia irá lhe julgar conforme a parca visão que têm da vida.

- Prossiga com tua missão, expanda teus esforços em torno do bem coletivo e não abandone seus ideais porque algumas criaturas deixam de compreender teus nobres propósitos, lute pela consciência tranqüila e não pela unanimidade, porquanto, a unanimidade pode  nos algemar, mas a consciência tranqüila do dever cumprido, essa pode desagradar à alguns, todavia,   nos liberta.

- No mais, sejas feliz e faça amigos por onde passar!

Albino agora mais animado pelos conselhos do amigo, agradeceu e partiu, pondo-se a refletir no que poderia fazer para continuar semeando o Bem!


Wellington Balbo
Enviado por Wellington Balbo em 06/03/2006
Código do texto: T119593
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Sobre o autor
Wellington Balbo
Bauru - São Paulo - Brasil, 41 anos
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