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Palavras perdidas !!!

Ele sempre propagou a paz, seu verbo exaltava que não há nada melhor do que o contato com o ser humano, cantava em prosa e verso que a interação entre as pessoas e  o diálogo,  tornariam o mundo mais solidário e fraterno.

Discursava sobre a união, falava sobre o respeito entre  as criaturas, pedia insistentemente para que se valorizasse os amigos, os familiares...

Não obstante a toda essa riqueza teórica, vivia na indigência na hora de colocar em prática seus conceitos.

Afastado dos amigos, distante da família,  a beleza das suas  palavras se perdiam no vento da indiferença.

Enquanto sua voz entoava cânticos de louvor a vida, suas atitudes se dilaceravam no dorido egoísmo.

Aconselhava a estrada do bem, no entanto,  peregrinava pelo  despenhadeiro das trevas.

Quando advertido pela sua conduta que não condizia com o que apregoava, julgava-se injustiçado, incompreendido...

Até quando agiria assim?

Certo dia porém,  começou a colher seu plantio.

A dor, essa grande professora,  veio lhe ensinar a necessidade de vivenciar os princípios que defendia mas não exercitava.

Aprendeu da forma mais dolorida a valorizar a vida, a não brincar com o sentimento alheio...

Hoje, calejado pelas tribulações pedagógicas que sofreu, fala menos, age mais.

Cobra menos, ama mais.

Pede menos, agradece mais.

Deixou de julgar-se acima do bem e do mal, encontrou-se, coloca-se na posição de operário do amor  e   luta a todos os instantes por depurar suas mazelas.

Admiramos o amor, a benevolência a paz, porém, não raro, agimos de maneira diferente da qual somos fãs confessos.

Aconselhamos o perdão, entretanto, comumente nos perdemos nos abismos da mágoa.

Pedimos liberdade, no entanto, escravizamos a nós e a nossos companheiros com cobranças descabidas e que fogem a realidade.

Eis uma grande tarefa ,aproximar teoria e  prática!








Wellington Balbo
Enviado por Wellington Balbo em 16/03/2006
Código do texto: T124120
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Sobre o autor
Wellington Balbo
Bauru - São Paulo - Brasil, 41 anos
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