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Pergunte...

Ei...
Pergunte a Papei Noel se nesse próximo ano as coisas vão ser melhores?

Pergunte se teremos mais abraços nos dias tristes...

Pergunte se teremos mais amigos nos dias seguintes, nos meses seguintes, nos minutos seguintes...

Pergunte se sorriremos mais, mesmo durantes as dores, nas desilusões, nos desamores...

Pergunte também se é possível saber se nos dias de tribulações conseguiremos ser fortes e enfrentar os piores problemas sem cair, sem sucumbir e esmorecer...

Pergunte se iremos compreender quando alguém que amamos nos magoar profundamente...

Pergunte se poderemos olhar em nossa volta sem sentir pena do que veremos, sem nos chocar com a realidade, sem nos perguntar de quem é a culpa...

Pergunte agora e sem demora para o bom velhinho, se outros assim como ele continuarão a sofrer na fila do INSS, nos hospitais públicos, nos bancos das ruas, na esquina, na porta de alguém pedindo ajuda ou , simplesmente, diante você mesmo...

Pergunte se nossas crianças , filhas do solo, serão apresentadas à infância, aos brinquedos, ao tempo de correr, a bola, a boneca...

Mas quando for perguntar isso, faça com jeito para que o bom velhinho não se desmanche em lágrimas, porque ele sabe que muitas crianças não conhecem o sentido do Natal, nunca viram o brilho das árvores cheias de presentes em volta, da mesa farta, da porta da casa enfeitada, da meia vermelha estendida na janela, da alegria de receber presentes, do abraço, da música...e sabe por quê? Porque elas nasceram da falta de condição, nasceram do descaso, da falta de informação e foram jogadas em um mundo de pés no chão, sem roupa, sem sonhos, sem infância...

Pergunte se as pessoas serão mais generosas, mas amigas, mas humanas...

Pergunte se um dia abriremos os olhos para o que nos machuca a alma, o coração...

Pergunte se nesse novo ano abriremos as portas de nossa casa quando alguém pedir ajuda...

Pergunte se daremos mais atenção aos amigos que sempre nos procuram e que de alguma forma o corre-corre da vida nos impede...

Pergunte se olharemos com mais carinho quem está ao nosso lado...

Pergunte o que faremos para não esquecer que nossa família é a base de tudo...

Pergunte se abraçaremos mais nossos pais, nossos irmãos, nossos amigos como se fosse sempre o último dia...
Pergunte se amaremos sempre com intensidade, mesmo nos dias tristes, de mau humor...

Nossa! Que lista grande, talvez Papai Noel não tenha todas as respostas, talvez nem ele mesmo entenda o porquê de tantos questionamentos..

E sabe por quê?

Porque todas as respostas por mais duras e tristes que pareçam estão dentro de nós mesmo, porque podemos de alguma forma mudar o rumo de nossas vidas e das coisas ao nosso redor. Não é tão difícil acreditar, criar e brigar por nossas idéias e se isso acontecer, sinta-se um ser imortal.

Mensagem escrita para o ano de 2006.
Ana Clea Bezerra de Abreu
Enviado por Ana Clea Bezerra de Abreu em 29/03/2006
Reeditado em 31/03/2006
Código do texto: T130349
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Sobre a autora
Ana Clea Bezerra de Abreu
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil, 39 anos
49 textos (3783 leituras)
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Ana Clea Bezerra de Abreu