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Para refletir...

[...] O nascimento do poeta
Muitas pessoas pensam nos poetas como criaturas diferentes, uma espécie de extraterrestres, que vivem em uma outra realidade e não se preocupam com coisas como comer, ir ao banheiro, vestir-se, trabalhar. Mas isso é um engano.
Poetas (e escritores, e artistas) são seres humanos iguais a qualquer outro ser humano. Para começar, poetas não descem das alturas, não vêm do espaço sideral. Poetas, como todos os seres vivos, nascem. Nascem na cidade ou nascem no campo, nascem no hospital ou nascem em casa, nascem de dia ou nascem de noite – mas nascem. São bebês que, como todos os bebês, abrem os olhinhos e vêem o mundo, estranho e fascinante mundo. Respiram – coisa que não tinham feito no útero materno. O ar lhes invade os pulmõezinhos. Essa primeira inspiração é um choque. E aí choram, claro: é a linguagem dos recém-nascidos, o choro. Crescem, aprendem a falar, aprendem a ler, aprendem a escrever; aprendem a admirar e a amar a poesia, aprendem a buscar em si próprios inspiração e escrevem poemas – sobre este nosso mundo, o mundo que eles continuam a olhar de modo diferente, um pouco como os bebês. Tal olhar, transformado em palavras, é que nos encanta, e que nos faz viver melhor.
Quando a gente quer dizer que alguém é sonhador, que não sabe lidar com as coisas práticas, dizemos que se trata de um poeta. É uma injustiça. Um bom poema nos ajuda a viver, e portanto a fazer coisas práticas que temos de fazer todos os dias – e ainda bem que todos os dias nascem poetas, e ainda bem que os poetas escrevem poemas. [...]

Extraído do livro ‘O Amigo de Castro Alves’, de Moacyr Scliar.

Comecei a ler esse livro ontem e fiquei encantada. Lágrimas  banharam meu rosto quando li esse trecho, por isso resolvi publicá-lo aqui no Recanto, compartilhando-o com todos os meus amigos poetas, e também como uma forma de homenagem, especialmente ao meu amigo Volnei Rijo Braga, o meu querido ‘vovô’, que mesmo morando distante, tem me ajudado muito com os seus poemas e palavras carinhosas, conforto para o meu coração. Quero pedir desculpas por estar sem publicar um texto meu durante tanto tempo, é que eu estou passando por uma fase meio complicada, mas ando refletindo muito, estou buscando inspiração para escrever novas poesias.
Desejo que Deus abençoe a todos vocês e que a poesia continue iluminando as nossas vidas, sempre, porque ela ameniza dores e traz paz, mesmo diante das adversidades.
Joyce Amorim
Enviado por Joyce Amorim em 30/03/2006
Reeditado em 03/01/2012
Código do texto: T131180
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Joyce Amorim
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 27 anos
141 textos (15415 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 13:27)
Joyce Amorim