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Nada demais, apenas fofocas!

Fora acusado de mau caráter por uma parte dos diretores da instituição religiosa de que fazia parte.
Pediram seu afastamento das atividades da casa, alegaram que seu comportamento era incompatível com a seriedade da instituição.

O presidente da entidade perguntou à todos:

 - O que fez de tão grave nosso irmão?

 - Ah, bem, olha, veja só...

Respostas infundadas, porém, nada de concreto.

O presidente obtemperou:

Ok, iremos afastar nosso irmão, todavia, necessitamos com urgência de alguém que assuma com responsabilidade as tarefas que nosso colega tão bem vem executando.
Precisamos de alguém para lavar os banheiros aos domingos.
Precisamos de alguém para colaborar aos sábados no albergue noturno.
Precisamos de alguém para auxiliar as terças feiras na sopa fraterna.

Ah, ia me esquecendo, nosso companheiro também costuma  colaborar com a limpeza as quartas feiras.

Amigos, necessito de pessoas para assumirem essas atribuições, porquanto, não mais contaremos com o precioso concurso de nosso irmão que está sendo acusado de mau caráter e por conseqüência disso está sendo afastado; alguém se habilita?

O silêncio se fez presente no recinto.

O presidente voltou a perguntar:

Amigos, necessitamos de voluntários que estejam dispostos a arregaçar as mangas, alguém se habilita?

Como o silêncio permanecia no recinto, o presidente questionou:

- Qual o motivo mesmo pelo qual querem que nosso irmão se afaste das atividades?

Como todos continuavam calados, o presidente considerou:

- Deixemos de lado as acusações e sigamos em frente, afinal, pelo que vejo,  eram apenas fofocas!

Amigo leitor, muitos colaboradores do Cristo trazem o coração em lágrimas pelos embates da vida, todavia, alguns apressados tratam de julgá-los sem caráter e indignos de abraçar a causa cristã.

Porém, se faz mister que lembremos da afirmação do Cristo:

 - Não são os que gozam saúde que precisam de médico. (S. MATEUS, cap. IX, vv. 10 a 12.)

E nesse particular o trabalho edificante é abençoado lenitivo, precioso doutor para a alma daquele que traz o coração carcomido pelos enganos que cometeu.

Porquanto, o trabalho em torno de nobres ideais ocupa nossa mente com idéias otimistas.
Afasta as más influências espirituais.
Nos mostra que podemos fazer o bem e ser útil a nós e ao semelhante.
Aproxima-nos das pessoas nos fazendo sentir mais calor humano.

Afastá-los dos trabalhos que tão bem lhes fazem é atirá-los ao abismo!

Exigíssemos perfeição de todas as criaturas que se aventuram em trabalhos voluntários e teríamos instituições vazias, sem um mero colaborador.

Obviamente que não louvamos os erros, as atitudes desregradas, os vícios, incentivamos sim, a oportunidade do ser humano se redimir e levantar-se, caminhando a largos passos para o equilíbrio que tanto procura.

E um dos melhores auxílios que podemos oferecer a quem se equivocou é fazê-lo sentir-se útil , deixando-lhe as portas do trabalho abertas para que continue sua tarefa.

Acrescentando ainda, que muito do que fala-se e especula-se das pessoas não se passa de pura fofoca, maldade de quem não encontra algo útil para fazer.

Bom senso, eis o que devemos cultivar, bom senso para que não execremos colegas por fatos que muitas vezes não correspondem à realidade.

Pensemos nisso!


Wellington Balbo
Enviado por Wellington Balbo em 17/04/2006
Código do texto: T140471
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Sobre o autor
Wellington Balbo
Bauru - São Paulo - Brasil, 41 anos
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