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A intimidade

A intimidade é uma de muitas coisas que não pode ser conquistada pela força, só pode ser dada e, como tal, aceite. Eu estou habituado a procurar as “belas palavras”, gosto de pensar usá-las como os índios Guarani fazem seus cânticos.
Escrevo para procurar a tua intimidade, para te seduzir como já uma vez disse, escrevendo. Não que tu sejas a minha índia Guarani, muito menos uma guri. Esquece, nem lembres a hipótese de ser uma brincadeira. O que torna as palavras, os actos - uma coisa séria, é que podem inclusive matar.
Neste momento sei a quem escrevo e esqueço a quem escrevo, estas palavras tão sérias podiam ser fatais! Sendo no entanto fruto do meu espanto perante a vida: o amor.
Amor, escrevi um poema: «Amor// ...», não fui eu que o escrevi, dei-o como sendo Assim Mesmo. Sou pois um intérprete de palavras escritas, mas fico... mudo.
Faço também esta confissão em público, público a matéria do dizer: este verbo transitivo!... Fatal como o destino apanhar de surpresa alguém, alguém muito especial: ninguém? Ninguém é muita gente!..., contabilizando ninguém como sendo a possibilidade de haver não-ninguém, alguém.
Quem não se espanta com a verdade quando ela entra pelos olhos dentro?, quando ela é real, verdadeira e desconhecida, impalpável, contudo: completa_mente sensível.
Não te amo por palavras, essa é a minha realidade, nu entanto - quero-as!.. Deixo-as à tua espera, para as encontrares junto do telefone à entrada, no hall de entrada. Deixo-as lá, de saída...

Vou traçar um roteiro dos textos, conhecerás alguns, não todos por certo? Desenho o sinal da interrogação, quando poderia ter posto uma exclamação!? Uma dúvida relativa, pequena, insignificante.
Começarei pelo dia de hoje com “as palavras, os actos”.
Pessoa escreveu “Mensagem” com personagens da História,  eu vou escrevendo mensagens, personagem da minha história...
(“falar” é um verbo intransitivo, deixo “nota”... com o seu sentido - do significado - a condizer; uma “nota” meio críptica por não a conseguir fazer nota perfeita_mente explicita, fica feita a nota; nota perfeitamente... implícita, dizer: falar é um verbo intransitivo...)

cada um sabe o que pensa
quando está a pensar
eu não penso

escrevo
identificando
como verso um verso

o poema é um resultado nu

despido dizer
Assim Mesmo

Francisco Coimbra
Enviado por Francisco Coimbra em 07/05/2005
Reeditado em 07/05/2005
Código do texto: T15310
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Sobre o autor
Francisco Coimbra
Portugal
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