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             Nau errante

  És bela, és forte, impávido colosso,

  teus filhos já não sentem a grandeza,

  há muito que sofrem, que clamam,

  com tristeza,

  por justiça,

  por comida,

  por moradia,

  por educação,

  por digna vida,

  decência,

  novos horizontes.

 Um povo heróico, o brado, não ouvido,

 só gemidos,

 no calar da noite.

 Verás que um filho teu não foge à luta,

 mas se já nascem derrotados ?

 pobres coitados...

 O teu formoso céu risonho e límpido,

 se derrama em lágrimas,

 pela canalhice,

 a bandidagem,

  a mesmice,

  a roubalheira,

  a violência,

  a injustiça,

  a indiferença...

  Já não há mais crença,

  nos comandantes da pátria,

  poderosos comerciantes,

  vendilhões deste rincão.

  Traficantes,

  assassinos,

  assaltantes,

  poltrões...

  Pobre povo varonil,

 pátria desolada,

 conspurcada,

 abandonada,

 B R A S I L  !



  
 

  

 
Maurélio Machado
Enviado por Maurélio Machado em 18/05/2006
Código do texto: T158499
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Maurélio Machado
São Bento do Sul - Santa Catarina - Brasil
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