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Somos Marta ou Paula???

Marta e Paula eram coordenadoras de duas equipes de vendas de uma mesma empresa.
A equipe de Marta  sempre atendia as expectativas da corporação,  contudo, Marta era autocrática, seus colegas temiam-na em vez de respeitá-la. Intransigente,  não aceitava opiniões, em realidade era insegura e  todas as decisões estratégicas que a equipe iria utilizar eram idéias exclusivamente sua, seus colegas chamavam-na de “Faz Tudo” pelo motivo de não gostar de dividir nada, nem criticas, nem elogios, para ela, seus colegas de equipe não passavam de coadjuvantes que lhe davam pequeno apoio para que os objetivos fossem conquistados.
A equipe de Paula também atendia as expectativas da empresa, contudo, ela era  o contrário de Marta , democrática, tomava decisões baseadas em conversas com todos, primava pela amizade e deixava claro para que o grupo se manifestasse expondo idéias. As discussões eram sanadas através da sinceridade e o campo estava aberto para que todos participassem e colocassem seu talento em prol do progresso da equipe.
Certa vez, em viagem de negociações, Marta e Paula morreram em grave acidente automobilístico.
A equipe de Marta  morreu com ela, sem iniciativa, sabiam apenas cumprir ordens e estavam incapazes de resolver as questões mais ínfimas, porquanto, Marta sempre centralizara tudo inibindo a manifestação de todos.
A equipe de Paula  continuou no mesmo passo de antes, Paula havia preparado o caminho para que dessem continuidade quando ela não mais estivesse ali. Organizados, cientes de que o trabalho era feito em grupo, seguiram sua marcha rumo a ascensão.
Estamos nas corporações, na vida das pessoas, nas instituições religiosas,  apenas de passagem, se faz imperioso que nosso trânsito seja positivo, sempre abrindo horizontes e espalhando esperança.
Os bons pais, o bom dirigente de instituição religiosa, o bom administrador,  prepara o caminho para que as pessoas se descubram e desabrochem seus talentos podendo dar continuidade quando estes não mais estiverem presentes.
Devem deixar as portas abertas para que se criem lideres, pessoas com iniciativas e dispostas a quebrar as algemas que inibem a criatividade.
Para tanto, compartilham idéias e plantam a semente para que as pessoas acreditem nelas mesmas.
De que adianta evoluir sozinho?
De que adianta ceifar iniciativas e fazer murchar idéias?
Paula era assim, usina de energia, pensava sempre com entusiasmo e confiança.
Contudo, sua colega Marta , trazia consigo o egoísmo de ser o centro das atenções.
Ah! O egoísmo! Quem por ele se orienta não admite dividir os louros da fama e quer apenas para si.
Gosta de andar à frente para que todos notem suas qualidades,  e jamais concebe que outras pessoas sejam tão capazes quanto ele.
O egoísmo nada compartilha, sepulta sonhos e esconde conhecimentos.
Façamos uma reflexão do papel que representamos em todos os ângulos de ação da vida:
Somos Marta a impedir o florescer de novos talentos???
Ou:
Somos Paula a preparar caminhos para que o semelhante descubra seu potencial?


Pensemos nisso!




Wellington Balbo
Enviado por Wellington Balbo em 23/05/2006
Código do texto: T161315
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Sobre o autor
Wellington Balbo
Bauru - São Paulo - Brasil, 41 anos
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