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PAI! SAUDADES DE VOCÊ


Hoje, depois de oito anos, o que restam são as boas lembranças de um homem que conheci muito pouco. Por ter sido um pouco austero, não me sentia muito de aproximar-me com muita intimidade e afetividade do meu pai.

Fruto de sua época, hoje vejo que em meus irmãos e também em mim, que aquilo que criticamos nele, fazemos o mesmo, ainda que de forma moderna. Mesmo austero, sei que em seu coração todos éramos amados, queridos. Nunca deixou nos faltar nada em casa. Queria e sonhava que todos os seus filhos encaminhassem bem em sua vida. Deu o melhor que pode. Sempre lutou, trabalhou para não faltar o pão de cada dia na mesa da família.

Já fazem oito anos que seus olhos se fecharam para a nossa existência, mas contemplas a luz de Deus. Lembro do que na sua humildade e sabedoria ele dizia: “Quando eu nasci, muitos riam de alegria enquanto eu chorava no meu berço. Quando eu morrer vou sorrir por estar junto de Deus e vocês vão chorar por mim!” É a vida que nos surpreende. É o seu mistério.

Lendo o Diário de Henri J. M. Nouwen, que fala de seu pai de 93 anos, com sua beleza, sabedoria, elegância, sinto saudades do meu que partiu tão cedo, aos 63 anos. Infelizmente nos damos conta de tudo isso quando as pessoas partem e percebemos que não vivemos tudo o que gostaríamos de ter vivido.

Por tudo o que viveu na sua vida, não quero, que ele caia no esquecimento, pois para nós, seus filhos, ele foi e sempre será nosso pai terreno, nosso herói, ainda que com suas debilidades, que todo ser humano tem. Mais um dia dos pais sem poder abraçá-lo, sem podermos conversar, dar presentes, enviar cartões. Mais um dia para pensar mais na vida, nos amigos, amar as pessoas que me cercam e viver feliz cada dia como único e como se fosse o último.

Depois de um certo tempo, havendo compreendido melhor meu pai, eu hoje louvo a Deus por tudo o que ele foi para mim, para minha família. Talvez não tenha sido o pai dos meus sonhos, mas foi meu pai, como sempre nos lembra a querida mamãe. Foi pai e isso ninguém poderá nos tirar. Que bom.

Mais que o túmulo frio, lembro os abraços que ele me deu. As lições que me ensinou, o caminho com que me cuidou, educou, criou.


**********

Partilho com vocês amigos e amigas mais um pouco da minha vida na pobreza que sou. Nada seria sem a graça de Deus que me sustenta.

Louvores a Deus que é Pai, que nos sustenta, ama, protege, guia.
Gratos pelos pais vivos e pelos que partiram.

Hermes José Novakoski
Farroupilha, agosto de 2006
Hermes José Novakoski
Enviado por Hermes José Novakoski em 11/08/2006
Código do texto: T214237
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Hermes José Novakoski
Marituba - Pará - Brasil, 35 anos
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