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A SOMBRA CRÍTICA

— Segue o meu humilde verso, diz-lhe o metido a poeta...

Parabéns! Não apenas verso, é um formoso poema, rítmico, bem urdido, boas metáforas, temática interessante... Diz-lhe o interlocutor escriba.

Perdão por discordar do qualificativo. Não existe humilde poema – nem vale a metáfora – porque humildade é falsa modéstia de autor, e não de obra...

Um poema é bom quando propõe a transcendência, fica batendo na cuca como um sino louco... E o que é humilde pode ser mísero, denuncia a inexistência... Respeito, reverência, submissão, é qualidade de poeta e não de poema.

Este sim, o indigente, continua “ferido de mortal beleza”, disse uma vez o mestre Quintana.

— Sempre condenado ao alumbramento, diz-lhe a sombra crítica.

– Do livro CONFESSIONÁRIO – Diálogos entre a Prosa e Poesia, 2006/ 2007.
http://www.recantodasletras.com.br/mensagens/222504
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 22/08/2006
Reeditado em 25/05/2008
Código do texto: T222504
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 70 anos
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Joaquim Moncks