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A BOCA DO POETA

Deus parece que se manifesta pela boca de quem quer saudar o mistério do outro.

Não só pra falar da Beleza do mundo, mas pra dizer verdades insólitas, que nem sempre são bem entendidas.

Recados havidos assim são sementes espargidas com a bênção sempre amorosa  de quem sabe que a caminhada pelo plano terreno não é fácil.

São as pedras do caminho de que nos fala Drummond de Andrade, desde 1928, no seu famigerado poema NO MEIO DO CAMINHO.

Acumular méritos não basta. É necessário sujar-se de temores e medos, enlamear-se do coletivo pra poder vislumbrar o irmão. Crianças, quase sempre, são instrumentos perfeitos para a concórdia entre pais e filhos.

Resta apreender como o Altíssimo se manifesta, se faz verdade tão humana, que pode vir a ser compreendido.

É necessário saudar e louvar o Onipotente que se expressa no poema, porque ele nunca é sacrílego, por mais amarga que seja a sua lavratura.

A boca do poeta é o conchavo entre o vinho e o mosto. Para vir a ser doce bebida dos deuses, transpira no amargor do fel.

– Do livro CONFESSIONÁRIO - Diálogos entre a Prosa e a Poesia, 2006.
http://www.recantodasletras.com.br/mensagens/231756
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 03/09/2006
Reeditado em 23/05/2008
Código do texto: T231756
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 70 anos
2581 textos (709739 leituras)
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Joaquim Moncks