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Neuf.LIGNES.

As tintas invisíveis das possibilidades..prolongamentos de movimentos atados aos pensamentos...senis de recordações....embaçados, emparelhados....tingidos que não cortaram os passos....atalhos? retalhos?empalhados pelos ventos que não foram escritos....nem levantaram os porões dos sentimentos ainda que pagãos....sobrevivo...pelo...VER...sobre o vivo de não saber...."para quem ainda não nasci"....para quem ainda não vivi.....para quem ainda que exale o corte...da palavra que não soube traduzir....Carrego-me de tintas invisíveis mas que pelos caminhos dos olhos buscam trilhas de retornos.....em algum  lugar desse ausente de chegar em qualquer lugar....ou ainda o lugar que defina ou desfie a amplitude de todas as marcas....sim necessárias....mesmo para quem ainda não nascemos...mesmo para quem ainda não vivemos as dores e as delícias de existirmos....em algum lugar um estradioto sonha....sem olhos ou cem olhos sangram.... e bebemos os doces licores de desejos de lugares seguros...ainda que suspensos quando ao acordarmos não nos lembremos...o coração e sua concupisciência vocabular...não burla memórias de lágrimas que são como rios....Só...rio...solidão poderia ser um grande livro lido... e mesmo que tudo seja talvez algum dia....ele do alto de sua torre de sofreguidão sabe que a descoberta é colhida mesmo que de flores mal vestidas....ainda penso naquelas tintas que borramos nossos dedos de incriveís descobertas....não penso em fronteiras...não penso em competições....sábios são os desejos que se alargam...que se esticam....e que pela própria expressividade de não tentarem controlar o mundo através de "porques" permitem a estratégia mágica e jamais indeCOROSA  do sentir....sim....em algum lugar alguém cala...ou fala...ou lamenta....em algum lugar alguém assume...contempla...ou apenas necessita romper cordões umbilicais ou retornarem a posições fetais.... que sejam tais riscos ou vestígios em cantos de  olhos ou de máscaras...ou de rostos limpos e repletos de sinais....escritos ainda que jamais lidos ou proferidos agigantam mundos distantes mesmo que vistos à distância....anéis com marcas de sóis....mesmo que os percamos mediante aquele imenso oceano que nos cobre e ao mesmo tempo "Nus" descortina....ainda assim pelos sonhos curtidos valem milhares de desatinos....as luzes sempre revistam e revisitam o que esquecemos de deletar das cores amplificadas de nossas mãos...elas também sonham... e despertam pulsações para quem se permite olhares sensíveis de transparências....estou aprendendo sobre circunferências....um dia desenharei quem sabe por onde a vida jorra sem tantas nódoas...ainda tenho um pensamento infantil de varais com grandes asas.... de roupas balançando sem tantos pregadores...e de casas de esquinas...com grandes janelas abertas... e lá do alto eu sinto que elas me abraçam....e isso é tudo que no momento eu preciso saber....o mundo tem grandes olhos....e eu apenas minha memória e uma bela caixa de lápis de cor....
Izabella Gamellas
Enviado por Izabella Gamellas em 11/09/2006
Reeditado em 11/09/2006
Código do texto: T237346
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Sobre a autora
Izabella Gamellas
São Luís - Maranhão - Brasil
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Izabella Gamellas