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Encontro com o DESTINO

Certa tarde, o DESTINO andava, calmamente, pelas ruas de uma pequena cidade. Olhava todas as pessoas que por ali passavam, mas não podia ser visto por nenhuma delas. Orgulhava-se de ser uma das mais poderosas forças do UNIVERSO. Agia de acordo com as vontades de DEUS e da VIDA. Mudava as pessoas, de forma que pudesse caminhar novamente rumo à felicidade.
Seu único descontentamento, no entanto, era que as pessoas não entendiam todas as suas mudanças. Quando tinha de causar um acidente, porque a vida de alguém chegava ao fim, ou quando tinha de levar a doença até algumas pessoas, para que as mesmas olhassem novamente para a VIDA, ou quando separava casais porque já não mais havia ali entre eles a força harmoniosa do AMOR. As pessoas o culpavam por essas mudanças, o julgavam, o condenavam. “Isso é culpa do DESTINO”, pensavam essas pessoas. Sempre era sua culpa, ninguém percebia que não passava de uma força invisível, que caminhava pela terra trazendo às vontades de outras forças. Era uma força de mudança. E mudanças nem sempre são bem vindas, disso sempre teve certeza, mas se sentia chateado porque era sempre visto com desgosto pelas pessoas.
Já pensava em ir embora, quando viu uma jovem apaixonada escrevendo uma carta para seu grande amor. Era uma força de mudança, mas estava sempre em harmonia com as outras forças, e podia sentir que ali a força do AMOR era grande e forte. Resolveu aproximar-se da garota, para ver o que escrevia, e se espantou com o que via ali escrito: “O destino nada me perguntou sobre colocar você em minha vida, mas caso você encontre com ele, por favor, agradeça em meu nome a sua existência...”.
Sentiu-se feliz novamente, alguém ainda acreditava nele, em sua força, em seu poder. Mas não passava de uma força de mudanças, e, como tal, não podia deixar que algo errado, mesmo que um pensamento apaixonado, continuasse como estava. Então, utilizando-se de seu poder, adiantou-se no tempo, até o momento em que o namorado da havia lido a carta, e, pedindo ajuda à INSPIRAÇÃO, um dos dons que DEUS concede às pessoas, soprou o recado que deveria ser passado à sua namorada.

Encontrei-me por acaso com o destino, e ele disse que todas as coisas, mesmo que pareçam simples e insignificantes, tem seu papel na roda do mundo. Dei seu recado e também agradeci a ele por você estar na minha vida e ele me disse: "não agradeça sempre pelas dádivas que recebe, ou pelas pessoas que conhece. Melhor que agradecer, é cultivar aquilo que foi lhe dado, para que a vida continue generosa com você todos os dias".
Percebi então, como fui bobo em agradecer pelo presente, quando agradecimento melhor é tratá-lo com todo o carinho e admiração que ele merece!
Portanto, ao invés de agradecer ao destino por te colocar na minha vida, agradeço a você por continuar fazendo parte dela, por permitir que o amor ainda toque nossos corações, e que a felicidade ainda seja nossa companheira de caminhada!

O DESTINO era apenas uma força, não negava isto, mas estava feliz, porque havia ainda no mundo pessoas que entendiam que todas as mudanças são obras de DEUS, realizadas por ele para que a beleza de todas as outras forças possa ser sentida dentro de todas as pessoas. Estava descontente, mas novamente havia encontrado às forças que são suas amigas, e nem mesmo havia se dado conta de que, ao mudar a vida do jovem casal, havia também mudado a sua própria.
Eduardo Setzer Henrique
Enviado por Eduardo Setzer Henrique em 21/09/2006
Código do texto: T245845
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Sobre o autor
Eduardo Setzer Henrique
São João Del Rei - Minas Gerais - Brasil, 32 anos
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Eduardo Setzer Henrique