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Trem da vida

Segue como a semente destemida, que não se detém ante a cova escura e desconhecida, nem se atemoriza diante dos vermes e das daninhas ervas, que lhe tentam furtar o vigor; segue perseguindo seu destino de ser arvore fértil e frondosa.
Observa a pedra bruta, que sem se acovardar perante a dor da lapidação, se permite a preciosidade da jóia rara.
O sol sem o menor receio, rasga a mortalha da noite, com a convicção de quem acredita em sua missão de iluminar, recriando um dia novo a cada novo dia.
O rio circunda as pedras que lhe obstam o curso, ou salta por  sobre elas com a certeza do caminho a ser seguido para alcançar seu objetivo, encontrar o mar.
Mais que a semente, a pedra, o sol e o rio, somos gestores de nosso existir, artífices na concepção do nosso desiderato; o tempo pode ser a mola propulsora que nos arremessa para o futuro que ora construímos, ou pode ser a pá para sepultar nossas possibilidades na cova estéril do passado. Hoje é o dia, a hora é agora, esse é o momento; Protelar soluções, é inflacionar problemas na economia da vida exigindo um dispêndio maior de recursos para sanar os males advindos da estagnação da espera.
Felicidade não se improvisa, nem cai do céu como dádiva divina, por vezes exige esforço, luta árdua e sofrida, não raramente os sorrisos são fruto de abundantes e doloridas lágrimas, que lavam a alma dos miasmas do pretérito para que a felicidade possa florescer sem nódoas. No campo da evolução não existe improviso nem toque de mágica, mas trabalho de transformação para o seu melhor, o impossível é aquilo que você não tomou a efetiva resolução de fazer, o difícil é um simples rótulo que o medo coloca naquilo que ainda não tivemos a coragem de realizar.
Acorda, o trem da vida não tarda na estação da espera, segue célere sem detença, levando aqueles que deixaram para trás o que passou, aproveitando os trilhos do hoje, para alcançar a estação do amanhã.

Antonio Pereira (Apon)
http://www.aponarte.com.br
Antonio Pereira APON
Enviado por Antonio Pereira APON em 24/10/2006
Reeditado em 14/07/2010
Código do texto: T272157

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Sobre o autor
Antonio Pereira APON
Salvador - Bahia - Brasil, 52 anos
158 textos (34000 leituras)
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Antonio Pereira APON