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O valor da felicidade...

A onde se esconde a verdadeira felicidade?
A visão do mundo para a verdadeira felicidade é bem diversificada, depende do ponto de vista daquele que a olha. Quantos são os que a buscam, nas bebidas, nas drogas, na prostituição?. São pessoas que procuram se refugiar em um mundo que julgam perfeito esquecendo assim os problemas, dificuldades e as preocupações da vida cotidiana, mas a felicidade que encontram é falsa e enganativa afinal depões que passa o efeito do da bebida tudo volta o que era antes, as vezes em uma situação ate bem pior, pois nem um dos problemas foram solucionados e ai a tal depressão começa entrar em ação. Situações assim podem levar um ser humano perfeito al fundo do poso. Como sair dessa?
Tal pergunta vaga na cabeça de milhares de jovens espalhados pelo mundo.
Conheça a historia de Ana Paula Batista uma jovem com problemas comuns tais como os seus, mas que si viu em uma verdadeira encruzilhada.
Leia e reflita.


09h25m de Segunda-feira, mas um dia em que Ana Paula perde o horário e novamente falta al trabalho.
- Ana acorda, acorda filha – diz a mãe dona Lucélia uma senhora batalhadora que desde a morte do marido lutou muito pra criar a filha.
- Ah mãe me deixa dormir um pouco, mas - resmunga a filha, dona Lucélia por alguns segundos fita a filha tentando imaginar o que se passou na noite anterior, logo desiste e se retira. Minutos se passam Ana Paula sem a mínima preocupação se desaperta lentamente, mas permanece deitada recordando da maravilhosa noite de domingo, apesar de passarem à manha juntas Ana não se anima em contar para a mãe sobre suas aventuras.
- Ana será que é difícil de você falar com o seu chefe e ver se consegue um aumento? Nossas dividas estão acumulando, - diz dona Lucélia já cansada.
- Mãe não se preocupe tentarei hoje falar com o doutor Paulo lá na fabrica, e juro que vou ver se consigo alguma coisa - mas Ana sabe que não será nada fácil afinal ultimamente não esta se dedicando tanto.
Al preparar a mesa para o almoço Ana deixa um prato cair e espatifar no piso bruto de sua casa, dona Lucélia não diz nada no momento, mas sabe que a algo de errado na filha, espera assim o momento oportuno para tentar fazer com que Ana se abra.
– Filha você se machuco?
- Estou bem, mãe não se preocupe. Vamos almoçar? - dona Lucélia aceita o convite.
- Filha como esta seu namoro com o Marcos?
- Esta bem- diz Ana sorrindo.
- Você sabe que pode contar comigo para tudo, se precisar falar com sua mãe estou aqui, você sabe que eu te amo, - mas Ana sabe o quanto é difícil de se abrir, por mais que ela queira. – Ta bom minha mãe querida- diz Ana com um sorriso displicente – já vou para o trabalho.
- Ta filha, se cuida eu te amo - dona Lucélia beija a filha.


- Oi Cristina, tudo bem?
- Tudo Paulinha. O que aconteceu que você não veio hoje pela manha?
- Eu não estava muito bem, mas vamos trabalhar - diz Ana afim de cortar o assunto.
- Depões de algumas horas de trabalho, ela e procurada por seu chefe o “Doutor Paulo”,- Ana Paula Batista, daqui dez minutos quero você na minha sala, por favor - aquela voz era tudo o que Ana não queria ouvir neste dia, o medo começou invadi-la por inteiro e um mau presentemente falava alto. O que me espera? Perguntava para si mesma, al passar os dez minutos mesmo tremula ela dirige-se ate a sala do doutor Paulo.
- Senti-se - diz ele com uma voz atônita, Ana se acomoda e de cabeça baixa não se encoraja em olhar para os olhos do chefe. Por alguns segundos o silencio predomina na sala, um presentemente perturbador paira pelo ar deixando assim muito mais temor no coração da pobre jovem, Paulo a examina com cautela buscando as melhores palavras para assim poder evitar tamanha dor que ele já vê nos belos olhos castanhos de Ana.
- Ana Paula Batista, já mais imaginei ter essa conversa com você acredite, já fazem 9 meses que esta prestando serviços para nossa fabrica foi uma funcionaria exemplar mas de um tempo para cá as coisas começaram a tomar um rumo completamente diferente seu interesse não é mas o mesmo desde os últimos três meses, acreditávamos em você e que fosse uma fase passageira, mas infelizmente não passou, você já conhece nossa política, e o quanto ela é rígida, sendo assim lamento delir que desde agora você esta demitia - fazendo assim que o mundo de Ana Paula desabasse, afinal ela e a mãe dependiam exclusivamente do salário que Ana recebia.
- O que farei agora? - pergunta Ana para si mesma al despedir-se dos amigos e ex companheiros de trabalho, um mundo novo cheio de dificuldades a espera fora do portão que ela esta preste a cruzar aonde acredita que não voltara jamais. Ana completamente sem rumo anda pela rua tentando imaginar o que será da sua vida, o seu futuro, ela sabe perfeitamente que sem trabalho as dividas irão sufocar ela e a mãe, e que muito provavelmente poderão ser despejadas da casa aonde vivem por atraso de pagamento, Ana sente uma dor absurda que aperta por dentro, parece que a cada respiro dói mais, assim Ana chega a casa com os olhos cheios de lagrimas, dona Lucélia abandona os afazeres e corre de encontro à filha que cai em seus braços, derramando em pranto.
- O que foi filha - Pergunta dona Lucélia toda preocupada com o estado de Ana, mas a jovem só tem forças para chorar. A preocupação e tanta que a mãe se vê perdida, sem saber o que fazer para acalmar os ânimos de Ana.
- Filhinha deita um pouco vou prepara um chã, para que você possa se acalmar – Dona Lucélia prepara o chã com todo o carinho, mas sua preocupação ha. deixa muito mais doente, e ela sabe que neste momento o importante é a filha. – O que será que ouve com a minha Aninha meu Deus? – Pergunta dona Lucélia, com o coração todo dolorido.
Dona Lucélia serve o chá, Ana apanha o copo e com as mãos tremulas começa a tomar.
- Filinha o que ouve com você? Porque esta assim? – Dona Lucélia pergunta segurando as mãos da filha, Ana, mas calma enfim consegue falar.
- Mãe eu fui demitida – mas logo a jovem volta novamente a lagrimar e a emoção fala mais alto.
- Calma filha – Diz a mãe tentando acalmar-la, - Aninha eu vou preparar alguma coisa pra você comer depois agente conversa – Analisa a mãe beijando a testa da filha.
Depões de comer e descalçar Ana decide ir à aula.
- Mãe eu vou ir ao colégio –
- Filha você não esta nada bem, melhor que fique em casa hoje – Dona Lucélia raciocina e logo emenda, - Bom, mas si quer ir eu entendo assim você se distrai.


Enfim Ana vai ate o colégio, mas suas inconveniências fazem com que ela se atrase al entrar na sala já ouve as broncas da professora de Ciências, mas seu dia foi tão turbulento que Ana não da a mínima para os comentários afiados da professora, ignorando-a sem o mínimo respeito, dirigindo-se ate o fundo da sala o que não é nada normal no comportamento da jovem, que se senta e definitivamente se desliga do mundo, vagando em pensamentos, analisando todos os seus passos tentando assim descobrir aonde foi que ela errou. De repente o silencio é cortado. – o que foi? - Pergunta Ana com uma voz grossera, e indelicada.
- Ana o que ouve com você? Não parece estar nada bem – Pergunta Bruna uma das fieis amigas de Ana.
- Não sei o que eu fiz pra merecer isso, acredito que é um castigo de Deus não a outra explicação só pode ser isso – Retruca Ana com uma voz melancólica, mas não imagina ela que o pior ainda esta por vir.
- Mas o Marcos tem alguma coisa haver com isso?
- Não, claro que não! Porque esta me perguntando isso?
- Tem falado com ele ultimamente?
- Claro ontem estávamos juntos na festa da Luciana. Porque, por acaso esta insinuando alguma coisa? – Pergunta ela já meio enraivessida.
- Senhoritas. – Grita a professora interrompendo o assunto. - Si não querem participar na aula aumenos respeitem seus colegas.
-Depões eu termino – Cochicha Bruna no ouvido de Ana Paula.
Assim, mãos pensamentos vagam na cabeça de Ana, si ela não estava nada bem, agora com os comentários de Bruna as coisas começaram a piorar.
-Oque será que a Bruna quis-me disser?- Diz Ana baixinho. –Meu Deus será que este sofrimento não vai acabar?
Al tocar o sinal, para o recesso todos se retiram da sala com exceção a Bruna e Ana.
- Bruna bom agora se abra você esta me escondendo alguma coisa?- Pergunta para a amiga.
-Bom Ana na verdade eu não queria falar nada ainda mais que você não esta nada bem.
-Pode falar sim, agora que começou termine - ordena Ana Paula.
-ok, vou falar - respira fundo e emenda. –Ana tudo começou há alguns dias eu estava sentada em um dos bancos do calçadão quando de repente apareceram-
-Quem apareceu - pergunta Ana já bem curiosa.
-O Marcos e o Adriano Luis.
-Marcos meu namorado?
-Sim, ele mesmo.
-Mas o que aconteceu porque este mistério?
-Bom você é minha amiga tem que saber de toda a verdade.
-Que verdade?
-Eles estavam falando de alguém não tive como ouvir, mas sabia que tinha mulher no meio e pra ter certeza do que eu estava pensando falei com o meu primo o Adriano Luis, ele não queria me falar nada, já que ele é bem amigo do Marcos.
-Mas fala logo esta me matando - dis a jovem toda agoniada.
-De tanto eu apertarlo contra a parede consegui fazer com que o Adriano falasse, dai então ele falou - Por uns segundos o silencio falou alto na sala, logo Bruna terminou.
-Ele disse que o seu namorado, o Marcos esta com você e com outra al mesmo tempo.
-Oqué?- Grita Ana.
-Verdade amiga, eu não queria te ver assim, mas também não teria como esconder de você toda a verdade.
-Porque isso tem que acontecer comigo?- diz Ana al ser abrasada por Bruna.
-Quem é? Onde mora?
-Isso eu não sei, o que sei é que o Marcos irá se encontrar com ela outra vez hoje.
-Você tem idéia de onde é?
-Pelo que o Adriano disse é em uma sorveteria al lado do Center Soping Luisa
-Me deixa ver onde fica, ah sei onde é vamos ate la - dis Ana já se levantando.
-Mas amiga acho que não é uma boa idéia, afinal e do outro lado da cidade, e não podemos sair no meio da aula assim.
-Não importa, damos um jeito, afinal quero pegar esse cachorro e aquela cadela.
-Então vamos...



Minutos mais tarde.
- Ai querido adorei a noite de hoje como você e especial- diz umas das outras ou a principal, afinal nem mesmo Marcos sabe de todas qual é a verdadeira.
- Obvio você merece tudo isso e muito mais,- repetindo o mesmo discurso com todas. De repente entra no estabelecimento uma mulher toda enraivecida e se aproxima da mesa aonde se encontra Marcos e a outra.
- Seu cachorro!- exclama Ana, - no que a outra tenta entender o que acontece, ouve Ana insulta-la, al tentar defender-se verbalmente, é agredida, logo estão as duas rolam pelo chão, fazendo o maior escândalo, no entanto Marcos e um garçom da sorveteria as intervem, separando-as e a gritaria começa pra vale aonde trocam ofensas. Logo são retiradas e apartadas, juntamente com Bruna busca se afastar do local, mas, nem andam 180 metros quando alguém a chama pelo nome.
- Ana espere - repete ele, a jovem para, mas não olha para trás, pois sabe que se trata de Marcos, - Ana me escute por favor- roga ele.
- Nós não temos nada pra falar, O que é que você vai-me dizer?- ele pensa. Ela emenda, - achou que eu nunca iria descobrir seu canalha jamais quero olhar em tua cara, eu te amava, porque é que você fez isso comigo? Jamais te perdoarei.
- Ana escute.
- Adeus, - diz ela e se retira.
- Ana para onde nós vamos? - pergunta Bruna.
Ana meio que em lagrimas responde – bom agora estou solteira vou viver minha vida e me divertir.
- Mas Ana eu não posso ficar ate tarde fora de casa.
- Bom si você não quiser me acompanhar vou sozinha – diz ela respondendo o questionamento da amiga.
- Ok eu te acompanho – diz Bruna afim de não deixar a amiga sozinha.






- 02h25m oque será que ouve meu Deus que Ana não voltou?. Será que aconteceu alguma coisa com ela? – Pergunta a mãe para si mesma toda preocupada, a hora não passa e a preocupação aumenta, quando enfim o telefone toca.
- Senhora Lucélia Lima Batista? – Pergunta alguém do outro lado da linha.
- Sim sou eu porque? Quem fala? – Pergunta ela temendo o pior.
- Sou o doutor Thiago Fernandez, e falo do hospital Nossa Senhora do Socorro – neste instante o temor a invade por inteira, deixando a pobre senhora totalmente atemorizada.
- O que aconteceu com minha filha? Eu quero minha filha – grita dona Lucélia.
- A senhora tem que se acalmar, a vossa filha, a senhorita Ana Paula Batista, esta bem, já não esta mais em situação de perigo.
- Mas o que aconteceu com minha filha?- pergunta ela.
- A sua filha, a senhorita Ana Paula Batista deu entrada aqui em nosso hospital, mas como eu disse ela passa bem, mas será necessário que ela permaneça internada por umas 24 horas para assim poder ser acompanhada.
- Mas que ouve com a minha Paulinha?.
- Senhora melhor falarmos pessoalmente.
- Ta bom estou indo para la.
22 minutos mais tarde, - Senhora posso ajudar?- pergunta a recepcionista.
- Eu procuro minha filha.
- Como ela se chama?
- Ela se chama Ana Paula Batista, como ela esta posso ver-la?- interroga ela toda nervosa.
- Senhora tente se acalmar, eu vou verificar aqui se a filha da senhora esta neste Hospital.- em quanto ela procura no computador, as mais terríveis idéias vagam na cabeça de dona Lucélia.
- A senhora terá que aguardar alguns minutos já entrei em contacto com o doutor Fernandes, ele já esta vindo, é melhor a senhora sentar assim posso servir um calmante para senhora.
- Dona Lucélia? – alguém pergunta.
- Sim sou eu.
- Eu sou o doutor Fernandes, Thiago Fernandes, será que a senhora pode me acompanhar ate minha sala?.
- Sim doutor.
- Senhora, aqui esta o calmante.
- Obrigada – agradece ela al devolver o copo para a recepcionista.
- Senhora pode entrar aqui, senti-se – diz ele.
- Doutor me responda logo o que esta acontecendo – roga ela toda agoniada.
- Bom dona Lucélia eu tenho duas noticias para dar para a senhora, mas antes quero lhe fazer algumas perguntas, ok? – pergunta ele.
- Claro doutor.
- Bom a filha da senhora, a senhorita Ana Paula costuma beber, tem vícios ou consume alguma droga?
- Não, claro que não – responde ela toda assustada e sem entender o motivo da pergunta.
- A primeira noticia é a seguinte, a filha da senhora nesta noite consumiu uma grande quantidade de álcool.
- Meu Deus – sussura ela, - E qual e a segunda doutor?
- A segunda e a seguinte, a filha da senhora, a senhorita Ana Paula Batista esta grávida,
- Não pode ser – exclama ela com os olhos cheios de água.
- Bom minha senhora temos que fazer alguns exames para constatar se essa grande concentração de álcool pode ter afetado o bebe, e neste momento a jovem precisa mais do que nunca a família do seu lado.
- Se a senhora quiser posso acompanha-la ate o quarto a onde se encontra vossa filha.
- Sim senhor eu gostaria.
- Ok vamos – assim eles dirigem-se ate o quarto aonde encontra-se a jovem.
- Ela esta dormindo vou deixa-la sozinha com ela.
- Ta bom doutor – agradece a senhora. Assim o doutor se retira fechando a porta deixando dona Lucélia aços com a filha, que em meio a prantos a observa com carinho.
- Oque você fez minha filha? – sussurra ela baixinho segurando as mãos de Ana.
Por vários minutos dona Lucélia fita a filha em quanto ela dorme, e dentro de si vagam pensamentos de culpa, fazendo assim doer o seu velho e cansado coração.



Ana Paula desperta lentamente, sem saber o que esta acontecendo ela se depara com um leito branco, com clima de paz, a sua direita uma grande janela por onde entram os primeiros raios de sol, indicando ser um lindo dia, e impe parada olhando pela vidraça, Ana vê sua mãe.
- Mãe oque aconteceu? – pergunta a jovem. Dona Lucélia vira-se lentamente e por alguns segundos permanece em silencio como se pensasse no que iria falar, medindo as palavras.
- Mãe o quê estou fazendo aqui? – Ana al terminar de perguntar e abraçada por sua mãe, e neste instante dona Lucélia e atingida por uma forte emoção que a faz chorar desesperadamente. Ana sabe o mal que fez e que bebeu tanto, mas acredita que não é só por isso que sua mão esta tão desesperada.
- Ana porquê você fez isso? – pergunta a mãe.
- Mãe me desculpe eu me descontrolei não queria ter bebido tanto assim, mas é que eu não estava nada bem.
- Filha não estou falando sobre isso.
- Não? – Ana fica sem entender nada.
- Filha você esta grávida. – dona Lucélia mal termina de falar e volta a chorar novamente, Ana não diz nada mas fica totalmente paralisada, com o olhar distante, como se o mundo tivesse acabado para ela, por mais que estivessem falando de um ser especial um filho ou filha, mesmo assim estavam muito mais infelizes que felizes, dona Lucélia por alguns instantes ate ficou contente mas Ana naquele momento se odiava e odiava tudo aquilo que nela pertencia inclusive o filho, este anjinho.
- Mãe terei que abortar-lo, terei que tirar.
- Filha jamais diga uma coisa dessa, agora que vocês fizeram, terão que levar em frente.
- Não, - pensa por alguns segundos e logo continua, - eu posso ate ter esse filho mas terei sozinha – resmunga Ana.
- Mas filha, e seu namorado o que ouve porque esta falando isso? – questiona dona Lucélia sem entender nada.
- Mãe porque a senhora acha que eu estou neste hospital hoje? Porque acha que eu bebi tanto? – fica em silencio logo emenda. – Nós terminamos.
- Mas oque ouve filha?
- Aquele canalha estava me traindo – responde Ana toda sentida.
- Meu Deus – sussurra dona Lucélia.
- E como você soube?
- A Bruna me disse e ontem, eu peguei ele com aquela cadela.
- Como são as pessoas, bom filha vou ate em casa buscar algumas roupas pra você e logo volto – dona Lucélia beija a filha e se retira.
Al cruzar pelo corredor alguém a chama pelo nome,
- Dona Lucélia.
- Bruna – Dona Lucélia abraça a amiga da filha.
- Como ela esta?
- Nada bem Bruna. – suspira fundo e emenda, - eu vou ate em casa mas já volto cuida bem dela ta?
- Pode deixar dona Lucélia.
Segundos depois...
- Paulinha, como você esta?
- Bruna, você não faz idéia do que aconteceu.
- Oque é que aconteceu?, fala amiga.
- Como eu disse ta dando tudo errado, parece que Deus me esqueceu.
- Não fala uma coisa dessa por favor,
- Como é que eu não vou falar isso, você não sabe o que realmente aconteceu.
- Mas então amiga fala logo, você esta me matando de ansiedade.
- Bom Bruna, se prepara para o que eu vou falar – respira fundo, se encoraja e logo continua, - Bruna eu estou grávida.
- Meu não diga.
- Já estou dizendo.
- Nossa mas o que é que você vai fazer agora? – pergunta Bruna.
- Amiga te confesso que eu não tenho a mínima idéia.
- Sua mãe já sabe?
- Sabe sim alias foi ela quem me falou.
- Mas como é que ela ficou sabendo?
- Acho que foram os médicos que contaram para ela.
- E agora com relação al Marcos você ira falar com ele?
- Na verdade nem quero ver aquele cachorro, aliais não quero que fale mas nele. – diz Ana com os olhos cheios de água.
- Com licença meninas – entra o doutor no quarto.
- Doutor como ela esta? Vai poder ir para casa?
- Bom nós fizemos alguns exames nos quais constamos oque acredito que sua mãe já lhe contou, sobre sua gravidez, só que o mais importante e que não a nada de errado com o bebe e este álcool que você consumiu, poderia ter feito muito mal a ele, por isso mocinha, muito cuidado daqui pra frente – diz o medico e logo sorri com um ar de satisfação, fazendo assim que as jovens riam também.
- Ah mais uma coisa hoje mesmo você já poderá voltar para a sua casa,
- Legal – as jovens se abraçam.


Meses se passam, e com eles mudanças radicais acontecem na vida de Ana e de sua mãe, não só o fato da barriga crescer, mas o isolamento dos amigos, fazendo assim que Ana passe a viver alguns momentos de profunda solidão contando apenas com o apoio das duas únicas amigas que lhe restou, Bruna e a própria mãe, pessoas fieis que mesmo nas tribulações não desistiram de apoiar e incentivar a jovem.
Mas por ela não estar totalmente acostumada, em passar muitos momentos sós, de perder a liberdade, Ana começa a ficar cada vês mais doente, uma doença que aparentemente não provoca conseqüências físicas, mas si não for tratada pode levar uma pessoa ate mesmo a morte.
Ana al entrar em um estado profundo de depressão, começa a desanimar e perder o gosto pela vida e tudo o que ah nela, lentamente deixa de viver. Quando já esta as 6 meses de gestação e a 4 dias de seu décimo oitavo aniversario, depara-se com o passado, Ana voltando para casa encontra com Marcos, o jovem vê nos olhos dela medo e a tristeza que ela esta passando, neste instante Ana sente-se boba e sua impressão equivocada, faz com que ela pense que Marcos a despreze, e ambos motivados pelo orgulho perdem a ultima oportunidade dada por Deus para voltar a estar juntos e criar este filhos como uma família, sendo verdadeiros pais.
Em um breve instantes trocam poucas palavras, e a jovem logo se dirige a casa.
Ana chega em casa e sua mãe nota que a jovem esta pálida, e se preocupa, buscando saber o que aconteceu ela interroga a filha.
- filha o que ouve? – pergunta dona Lucélia.
Ana Paula meio que sem jeito responde. – Nada mãe e que hoje eu encontrei o Marcos.
- Mas qual o problema filha?
- Não sei mãe, eu senti uma coisa estranha al ver.
- Filha, sabe o que isso se chama? Amor.
- Mãe, más entre nós não tem mais jeito – e neste momento um sentimento de infelicidade invade o coração da pobre jovem.
No que ela se retira e busca um local isolado na casa para chorar, e assim se acalmar, pois acabou de descobrir que ainda ama alguém que ela não consegue perdoar. A tristeza e tamanha e os maus pensamentos começam invadi-la.
- Oque farei meu Deus? – pergunta ela.
O dia passa normalmente e Ana, de uma forma estranha e melancólica fala com a mãe como se dispidi-se, al escurecer Ana recebe a visita de Bruna, aonde a jovem chora de tristeza por quase uma hora nos ombros da amiga.
Al chegar a hora de ir para casa Bruna tem uma sensação estranha e pressente que não deve ir, mas logo ignora e depões de uma triste despedida ela vai embora.
A noite passa lentamente, parecendo ser uma eternidade.
O dia seguinte amanhece chuvoso, dona Lucélia despedi-se da filha repetindo o gesto que vem efetuando já a quase 18 anos beijando a jovem.
- Tchau filha.
- Tchau mãe eu te amo – Ana Paula engole de seco para segurar as lagrimas, escondendo assim o sentimento de dor.
Dona Lucélia em sem trabalho tem uma reação estranha, a cada minuto que passa olha para o relógio como se tivesse uma presa inexplicável de chegar em casa.
Aos exatos 11:45 horas dona Lucélia chega em casa, al chegar não encontra a filha.
- Será que Ana saio? – pergunta ela.
Pra sua surpresa al entrar no quarto da filha, encontra-a caída, e desacordada.
Meio em desespero, a pobre mãe pede socorro.
Mesmo com a ajuda rápida dos visinhos, que sempre foram caridosos, o socorro foi tarde, quando chegaram al hospital os médicos constataram que a jovem, já estava morta.
Os médicos tentaram de tudo mas não conseguiram salvar a criança, no velório a tristeza era tamanha, pois ninguem podia acreditar no que aconteceu, sendo ela tão jovem e cheia de vida.
Assim acabou a historia de mais uma jovem que não teve forças o suficiente para lutar e enfrentar todas as dificuldades, que a vida nos impõe.
Uma jovem entre tantos outros jovens que sonham com uma vida perfeita, e sempre andam em busca da verdadeira felicidade, mas que na verdade se entregam na primeira dificuldade, e assim não só destroem a si mesmo mas também a tantos outros, como na vida de Ana Paula, alem de ela ter deixado de viver, acabou impedindo a vida de outra pessoa e também fez com que uma jovem perdesse uma grande amiga, e uma mãe ficasse sozinha, sem uma filha que ela tanto amava, e que nunca mais irá voltar...



Sidney Conceição...





Sid Conceição
Enviado por Sid Conceição em 27/10/2006
Reeditado em 27/10/2006
Código do texto: T274753

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Sobre o autor
Sid Conceição
Paraguai, 36 anos
56 textos (3599 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/16 04:27)
Sid Conceição