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DOZE RAZÕES PARA VIVER

Quando Janeiro chegar,
Deixa que a água das inundações
Possa lavar tua alma,
Levar tuas mágoas para os rios
E dali para os oceanos,
Destino final dos nossos desenganos!

Quando vier Fevereiro
Lembra-te que a vida
Pode ser um eterno carnaval
Se em teu semblante estiver
A máscara do riso e da alegria
Mesmo que haja tristeza por baixo escondida.

Quando Março te encontrar,
Que seja um encontro transitório
Onde a vida deixa a alegria do verão
E, no outono, prepara-se para os dias frios.
Deixa que Março te diga que
Sempre é tempo, enquanto há tempo!

Se Abril te parecer monótono
E vier temperado de incertezas,
Lembra que em tua natureza
O Criador plantou a semente da esperança
Para que pudesses acreditar
Que a vida está sempre recomeçando!

Se os primeiros ventos gelados
Vierem em fins de Maio
Lembra que ele tem um céu azul
Como se o infinito viesse fazer-te
Uma visita. Se termina frio, com noites belas,
É porque parte do infinito ficou por aqui
Para lembrar-te que viestes das estrelas.

Junho é o típico mês de outono
Onde a vida se encolhe para receber
O inverno. É o mês das últimas folhas caindo
Onde a Natureza te ensina que na vida
É preciso também abandonar certas coisas
Para que possas aumentar tua força.

Quando Julho chegar não te encolhas!
Sai para as ruas para contemplar
O tempo e o vento em rodopio.
Festeja o inverno como fazes no verão
Afinal, estás vivo e a ciência está em saber viver.
O inverno também faz parte dos teus dias. Aprenda!

Se Agosto chegar sem alarde,
Não te surpreendas! Agosto é mês de transição.
É o mês onde o inverno dá os
Últimos espasmos.  Faz frio, faz calor,
Depende do ciclo do planeta.
Tens também os teus ciclos. Respeita!

Quando Setembro vier, que venha florido!
Setembro é o oposto de Maio. Se um começa
Quente e esfria, o outro vem frio e esquenta.
O mesmo céu azul te contempla para
Avisar-te que as estrelas vão-se afastar um pouco
Para que possas florescer e explodir em vida.

Outubro é um mês de busca de equilíbrio.
Os ventos começam a trazer as nuvens
Que podem trazer chuvas, enquanto
Noites de frio intenso se revezam às quentes.
Assim lembram-te das incertezas que a tua vida
Está sujeita, já que vives para buscar os teus caminhos.

Sabe aquela fragrância doce de uma noite
De verão? Aquela mesma que te arrebata a
Alma e avassala os teus sentidos? É Novembro!
O mês em que percebes que o amor pode chegar.
Borboletas passeiam entre flores levando pólen.
Assim teu coração se deixará ser polinizado.

Dezembro chega com festas! Celebras o fim
Do ano, o Natal e teus dias de descanso.
Dezembro não pára. É onde a agitação te
Seduz. Luzes piscam em todas as casas.
Fogos estouram nos céus. E tua alma se entristece
Porque não vivestes tudo o que pudestes.

Um novo Janeiro virá com as mesmas chuvas.
Outros meses se sucederão.
Virão os de frio, os de vento, os de plantio,
Os de colheita. Os de flores e os de borboletas.
Os de festas e os de transição. Assim passam-te
Os anos. De ciclo em ciclo.
Olha a tua volta. Vê como tudo muda!
Muda o tempo. Muda o clima.
Tudo é transição. Tudo é mudança!
Tudo dura apenas um momento.
Somos como o tempo: fragmentos!
Não és nem de longe quem pensas ser.
Nem serás quem planejas ser amanhã.
Nem as coisas que te afligem permanecerão,
Como as que te encantam não te encantarão!
Viva os dias que te cabem viver.
Quem te deu o tempo, deu-te na medida exata!
Não te queixes do fim dos teus dias.
Tens vida em suficiência, mas se
Não tiras dela o proveito, para que queres mais?
Desperdiças como se tivesses mais para viver.
Não é a abundância que te tornará imortal
Mas o bom uso que farás dos teus dias.
De Janeiro a Janeiro. De Fevereiro a Fevereiro.
Enquanto houver tempo, terás teus dias de viver!

18.11.06


Pensamento Rosacruz:

"Sabes como empregar a vida melhor do que o sábio? Se é assim, ela te bastará menor!"
Paulo Sergio Medeiros Carneiro
Enviado por Paulo Sergio Medeiros Carneiro em 18/11/2006
Reeditado em 24/05/2011
Código do texto: T294671
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulo Sergio Medeiros Carneiro
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Paulo Sergio Medeiros Carneiro