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AGONIAS DO AFETO DE ESCRIBA

Amigo leitor, que tal a gente pensar?

– Como não ser grato a quem atura nosso choramingar confuso, inquieto, soluçante?

– Existe coisa mais pura no ser humano que o seu coração alado?

– E a poesia não é esta voz cruciante, que nos delata na alquebrada sílaba da confissão?

– Amor: signo dos duendes sem-nome?

– Escrever poemas quase sempre é um pingo de chuva no olho de Eros, justo no dia em que a Grande Dama não está em casa. Ficam suspiros pelos cantos.
 
– Também algumas fugas, flores e ventos em outros quintais, nem sempre a cama.
 
– Por vezes, a dama é a Pátria Grande, vexada de injustiças.
 
– Resta o zelo de nos sabermos pudicos, puros de dinheiros e cóleras. E se deixar beijar, eroticamente, pela liberdade.

Tudo isto são meros detalhes de página de nosso afeto de escriba.

– Do livro CONFESSIONÁRIO – Diálogos entre a Prosa e a Poesia, 2006.
http://www.recantodasletras.com.br/mensagens/297396
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 21/11/2006
Reeditado em 24/05/2008
Código do texto: T297396
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 70 anos
2581 textos (709619 leituras)
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Joaquim Moncks