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Beijos, Amor, Sexo...

Uma musica toca meu coração, Patrícia, Patrícia, você passeia nos meandros do meu cérebro... penso e logo vejo você envolvida numa luta com Valquíria, duas mulheres de grandezas desiguais, lânguidas, úmidas, infinitamente ligadas ao meu ser...

Nesta luta não vejo facas ou tapas, mas uma perturbação do meu ser em atender à necessidades que flutuam entre beijos, amor, sexo, e ética...

“Ah, Puta de outra esquina, existirmos, a que será que se destina?”

Estou em desespero sofrendo uma ausência, duas, dez, cem, no máximo mil, e me perdendo por entre tantas bocas, a ética me repreende, mas quero gozar nas mais distintas bocas, com lábios dos mais diferentes formatos. Ver, sentir, ousar, e chegar a uma conclusão que na minha pequena ótica ainda não foi possível visualizar o amor, flutuando entre ser dois ou mil...

Ah, Puta de outra esquina, como você é?

Creio no amor, e sei, que na hora certa vou pender por uma ou outra mulher, sempre alternando e tendo em mim a certeza que estando ali, vou poder ouvir uma nova musica ou uma musica conhecida, bastando escolher de acordo com a artista o tom de voz que mais nos emocionou...

Branca, uma página branca, não é mais branca, ela é mais clara, mas tem volume, conteúdo, e devo dizer que veio a baixo à certeza de que um dia foi único.

A clareza é única. Tem suas características, mas não foge da verdade de que é impossível não atender às vontades humanas, se assim não fosse, muito sacrifício em vão seria ditado e uma onda de tristeza e emoções negativas contaminariam o caminho da pureza e da saudade.

Saudade, você passa pelo olhar de uma mulher que canta que a beleza volta pra nos encantar. Beijos, amor, sexo e muita musica Pop...

Meu coração diz: que assim seja... Em busca do primeiro amor à deslizar pela dor, mas uma dor suave e delicada que mais vêm me amparar na doce brincadeira de esconder e se perder...

Mas o que é o amor? A que se destina? O bem... sem esquecermos, do contrario podemos julgar, condenar, mas nunca podemos esquecer de que o mal participa do nosso dia a dia sem sequer ser visto nas mais ínfimas decisões, por mais que nos esforcemos ele continua ali, querendo ser visto com olhos de fúria, ou com olhos mais infantis, deixando ser, apenas ser, a pura vontade de se satisfazer de uma vida ainda não vivida em toda sua plenitude, por que temos medo do desconhecido e ao termos medo desta natureza, aí sim, nasce a estupidez.

Amando, sempre amando e em nome do amor, vamos empurrando as necessidades com a barriga, traindo, carneando, esbulhando, corneando. Até que tudo tenha fim...



Vinicius Caetano sexta-feira, 24 de novembro de 2006
Vinicius Caetano
Enviado por Vinicius Caetano em 24/11/2006
Código do texto: T300075
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Sobre o autor
Vinicius Caetano
Amparo - São Paulo - Brasil, 43 anos
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