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Um Mar Sem Calma!

Carta para uma poetisa.


Estou procurando, estou inspirado, um herói eu vi, falando do inesperado. Quero ser um catalisador, essa é minha angústia, essa é minha dor, a muitos quero falar, sobre as perguntas que não querem calar, na minha mente a sondar.

A salvação não é para todos, muitas incertezas, muitos conflitos, não sonho com o impossível, não sou papai-noel, sou impassível.

Leio muitos de vocês, como perdem o seu português, é tão chulo e vulgar um idealismo a divulgar. Não preciso ler duas vezes, o que os gênios tem a nos dizer, como falta discernimento às vezes, da maioria que insiste em não ver.

Por isso digo: não é para todos, me livrem disso, eu corro por todos, mesmo que não tenham real idéia, do que é essa epopéia.

O mito quero questionar, aos mitos não vou dobrar, como sou eu impassível, ao que diz respeito ao impossível. Homens-bombas, seqüestro, pragas, pombas, quero ao novo mundo acoplar, o apocalipse a chegar...

Com manto negro me cubro eu, minha espada não é de Orfeu, fogo e lava vou lançar, aos ímpios arrastar. A esta gente que me via, como pobre eu parecia, não desprezo nem uma via, daquele olhar que me espia, ao seu desprezo eu me rio, de manto negro desço o rio, como se fosse um pescador, das almas que se infiltram na dor.

Urgentemente é minha alma, tragada num mar sem calma, se não pulo de meu barco, é por que sei donde parto. Não tenho dor, não sofro por ninguém, minha alma vai mais alem, uma resposta parte do meu crânio, apoiada por seres humanos. Não digam que não avisei, há muito tempo eu sei, do destino da humanidade, após a cruz da crueldade...

Uma historinha muito infantil, parte de uma mente nem um tanto viril, à sua ótica eu engulo, na minha exótica goela, que nem um pouco fraqueja. Degluto, ingiro, mal mastigo, e não vomito, com essa raça vou acabar, num simples impacto a estourar.

Poucos vão resistir, a essa ideologia que vai porvir, o caminho da nova raça, se fará com graça, ao impossível passamos, é impassível, convenhamos. Quanto menos dor eu sinto, mais forte me sinto, com essa ideologia vou clamar, aos heróis do novo mundo quero levantar.

Obrigado Castro Alves, você foi e será sempre, com fadigas não te cansas, quem vem com tudo balança, minha mente vou armar, para no fim restar, uma, duas, três, quatro, ao fim de cada ato.


 
Vinicius Caetano
Enviado por Vinicius Caetano em 28/11/2006
Código do texto: T304171
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Sobre o autor
Vinicius Caetano
Amparo - São Paulo - Brasil, 43 anos
44 textos (3447 leituras)
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