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Teu nome é Natureza...

     
      Olhar teus verdes campos, o tom mesclado de tuas terras, sinfonia na primavera, cheia de flores belas. Pássaros cantam em tom maior pelos ninhos em árvores frondosas pedindo socorro por elas. O céu é o limite, a terra a firmeza e o arco-íris uma aquarela.
      O mar, grande santuário, total relicário que não hesita renovar. Tudo parece perfeito: o céu, o mar, a terra, o ar e tudo que a Terra possui para nos alimentar. Somos eternos filhos dela. Reverências damos a ela porque nos recebe como mãe em teu seio a nos amamentar. Em troca suas sombras queremos ao chão jogar. Sem pena, sem dó, sem pestanejar, pegamos os  machados e atingimos o mais alto limiar. Milênios para se alinhar e com gemido profundo reclama a Natureza em um segundo para não continuar.
      Se pararmos para pensar, isto não pode continuar.
Que mal a mãe Natureza nos fez para sofrer em nosso lugar? O destino dela era só nos abrigar, ver seus rios ao mar desenbocar, as aves no céu azul voar... até os peixes nos oceanos nos deu para pescar. Enfim tudo nos ofereceu do bom e do melhor. E nem assim seus filhos agradecem. Ao contrário, o coração enrijece e os dias seguem iguais. Anoitece e amanhece e a sábia mãe gentil se entristece, mas ela também percebe que perdão seus filhos merecem porque não sabem o que acontece se a Terra se emudece...
       
Pretacosta
Enviado por Pretacosta em 02/10/2005
Reeditado em 03/10/2005
Código do texto: T55938
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Sobre a autora
Pretacosta
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 64 anos
236 textos (32733 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/16 02:41)