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OS ABNEGADOS PROFESSORES

Professores... Heróis incompreendidos...
Não são os culpados pelo niver do noçu inçinu...
Osculos e amplexos,
Marcial

OS ABNEGADOS PROFESSORES
Marcial Salaverry
 
Dia do Professor... São prestadas homenagens aos professores. Beleza pura. Ninguém mais do eles para merecer homenagens, pois são autênticos heróis dos tempos modernos.  Aliás, sempre o foram.  Agora, mais do que nunca. Vamos falar um pouco deles.
Sempre, quando vai começar o novo ano letivo,  recomeça o drama dos professores brasileiros, mal remunerados, mal compreendidos, tendo que dar um duro danado, matando alguns leões por dia (com vontade de substituir os leões por alunos...) para poder sobreviver.
São eles  realmente  a ligação entre as gerações, entre Pais e Filhos. São os incompreendidos e abnegados professores e professoras.  Ainda me lembro do que aprontei em meus tempos de estudante... perdoem-me, tá? Na época não sabia que a vida de vocês era essa batalha...  Se soubesse, teria sido bem comportado...
Muita gente acha que é muito fácil ser professor. É só decorar as aulas, e despejar matéria em cima dos alunos.  Depois, corrigir as provas, dar as notas, e pronto. É verdadeiramente uma maravilha ser professor.  Beleza pura.  Vai lá.  Experimenta.
Agora, esqueçamos as utopias, e vamos para a realidade.  É uma das classes mais mal remuneradas que existe.  Se não tiver outras fontes de renda, tem que correr feito doido atrás da bola, em 3 e 4 empregos, para tentar morrer de fome com dignidade.
Não podemos esquecer os longos anos de estudo para chegar ao Magistério.  Realmente, Professor não é uma profissão, é um estado de espírito.  É uma vocação.
Agora entra em pauta a parte mais delicada do que é ser Professor, ou seja, o que deveria ser a complementação da educação iniciada nos lares.  Deveria, mas na maior parte dos casos (principalmente no curso primário), não é apenas isso, pois as crianças chegam para as salas de aula sem a mínima orientação de vida, sem sequer saber com exatidão o que foram fazer na escola.
Nesses casos, o Professor tem que fazer a coisa desde o início.  Precisa burilar a criança. Trabalhar a cabecinha, “trazendo-a” para o ambiente escolar.  Esse trabalho nem sempre é compreendido pelos pais, que acham ser uma “interferência” na educação familiar, que inexiste.
E quando numa sala de aula existe um ou mais “adolescentes rebeldes”, fruto de uma “deseducação familiar” total e completa, a coisa fica complicada.  Os professores, em casos como esse tem que fazer “das tripas coração” para não deixar que o mau aluno deteriore o ambiente da sala de aula.
Procura os pais que nem sempre colaboram (nunca tem tempo para ir às reuniões).  Enfim, não é fácil lidar com esse tipo de adolescentes.
É preciso muita psicologia para lidar com crianças, dada a heterogeneidade que se encontra em uma sala de aula, mas as crianças pequenas são mais maleáveis.
O problema principal são os adolescentes, que já trazem mais arraigados os problemas domésticos, são por natureza revoltados contra alguma coisa, que nem mesmo eles sabem definir, e que os professores procuram “consertar”.  Sempre procuram cativar os líderes da turma, que muitas vezes colaboram para “acertar” a classe.  Enfim... haja paciência, e muita sabedoria para contornar certas situações.
Enfim, temos que registrar aqui uma homenagem a estes que são o verdadeiro elo que pode unir as diferentes gerações.  É um trabalho de “sapa”, nem sempre compreendido, mal remunerado e super sacrificado.  Afinal, estão lidando com o futuro das crianças.  Muitas vezes crianças-problema são “consertadas” na sala de aula, graças ao trabalho psicológico lá desenvolvido pelos professores.  Muitas vezes o trabalho dos professores é estragado pela falta de uma complementação doméstica. E vem aquela tremenda vontade de ser estivador... jogador de futebol... garçom... qualquer coisa menos professor.
Terminando, sigam o conselho deste seu mestre: TENHAM UM LINDO DIA.

Marcial Salaverry
Enviado por Marcial Salaverry em 14/10/2005
Código do texto: T59553
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Sobre o autor
Marcial Salaverry
Santos - São Paulo - Brasil, 77 anos
19846 textos (1961902 leituras)
3 áudios (855 audições)
6 e-livros (2134 leituras)
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Marcial Salaverry