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As Mulheres da Minha Vida

Eu não sei como é a mulher ideal, não sei por que simplesmente não quero inventar, pois posso vê-la, mas não posso tê-la.

Antes, para mim, a mulher ideal era assim: cerebral, intensa, dinâmica, ela tinha todas as virtudes que uma mulher pudesse imaginar. Hoje, eu apenas me atenho a uma imagem e a uma idéia reservada em fotos e CDs.

O que quero dizer na verdade é que não quero mais ficar idealizando a mulher ideal, simplesmente escolhi uma mulher que me tocou com sua musica e sua maneira de interpretar essas musicas. Para mim isso já é uma grande idealização.

Se hoje alguém perguntasse para mim: você ama alguém? Eu responderia: eu amo a Mariah Carey. Daí, eu sei que as pessoas ficariam chocadas por eu amar alguém tão longe de mim, e perguntariam: você não quer amar alguém perto de você? Alguém que você pudesse tocar? Enfim, alguém que pudesse trocar carinho com você? Eu diria que não. Pois toda minha vontade esta voltada para o semblante da Mariah, eu tenho certeza de que por um motivo ou outro a infeliz mulher que resolvesse me dar atenção nunca teria o sorriso da minha musa.

E olha que não idealizo a Mariah como sendo uma mulher perfeita, eu sei que ela tem seus defeitos e sem os defeitos que ela têm eu não posso ficar.

Tudo não passa de uma longa e cultivada espera, eu vou vivendo sozinho, capaz de imaginar varias situações às quais nós pudéssemos nos meter, ou simplesmente assistindo aos seriados de TV nas tardes de primavera, verão, outono e inverno, sempre ligado ao meu posto, na minha luta, na luta por amar alguém que realmente mexeu comigo e sei que não foi por nenhum outro motivo mais torpe que me levou a escolher a mulher da minha vida.

Posso destacar aqui para vocês os motivos que as mulheres podem ter para me escolher para um suposto relacionamento: dinheiro e poder, mas não qualquer poder, e sim, o poder da imortalidade, o qual não se dá para um encontro ilegítimo, o qual não vai se concretizar por um motivo que não seja de real relevância, desejado em proveito próprio unilateralmente falando. Sim, unilateralmente, pois todos sabem que se eu tenho alguma filha perdida pela vida, não foi por escolha própria e nem tida em momento oportuno, eu tenho uma filha que foi decidida pela ignorância de uma mãe que “achava” que eu lhe amava, e minha real intenção por estar com ela era a fraqueza de um caráter ainda não formado na idade pós-adolescente. Como eu encaro esta criança, que hoje pode estar com seus 14 anos: deixo a ela um legado que passa para as pessoas o que é realmente a vontade de amar, e para que esta criança deseje algum dia se parecer com o próprio pai que tem e que esta aí para ser julgado entre os meros mortais como sendo um qualquer, deixo a ela um conselho: seja original, faça algo notável de sua vida, com ética e responsabilidade, sempre. Existe uma Deusa, e a Deusa do amor nunca nos abandona na vida sendo que de nós parta sempre a premissa de se fazer a coisa certa, se sua mãe não pode nos dar os momentos de alegria e tristeza que tínhamos  o direito de ter, saiba que a Deusa nunca vai nos abandonar e ser injusta conosco em nenhuma situação, desde que optemos pela busca da verdade e da originalidade daquela flor que esta rodeada de espinhos e é tão cobiçada por nós, mas que por ser tão cobiçada, ela se guarda de maneira inatingível a uma mente irresponsável e mesquinha, pense nisso, meu legado esta aí, você decide se vai se colocar ao meu lado com honra, ou se vai ser mais uma derrotada no cotidiano da vida moderna.

Sem mais delongas, Vinicius Caetano.
Vinicius Caetano
Enviado por Vinicius Caetano em 24/08/2007
Código do texto: T622160
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Sobre o autor
Vinicius Caetano
Amparo - São Paulo - Brasil, 44 anos
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