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Auto-canibalismo


Comendo a si mesmo,o homem está.
Vamos ver até quando ele agüenta.
Começa roendo as unhas e
depois passa a comer os  dedos.
Primeiro o minguinho, depois seu vizinho,
depois outro e outro.
Em seguida a mão que menos usa. Depois a outra.
O membro? Talvez, as orelhas primeiro.
Deixem que vá seguindo em frente.
Sobreviver a qualquer custo é o que se tem em mente.
A final não é isso que estamos fazendo com a terra.
O corpo de todos Nós?
Nosso, dos animais, das árvores,
das pedras e de tudo que existe dentro, sobre e entre.
Nossas carnes se misturam. Somos um só ser
Mas diariamente comemos toneladas de minérios.
Bebemos milhões de barris de petróleo,
Comemos as rochas, ferro, ouro, diamantes, cristais.
Nosso cruel metabolismo enche os rios de merda, e de graxa.
Poluímos o ar, cobrimos o céu de fumaça.
Enquanto latimos, a caravana  passa.
Fica cada vez mais difícil reverter o processo. Quem se importa?
Ter, Acumular, é o que se impõe.
Qual é o limite? Até quando um homem consegue comer a si mesmo?
Existe literatura a respeito?
Alguém sabe de algum experimento.
Seria interessante um reality show.
Um big brother. Logo depois da novela.
Quem sabe chamaria a atenção.
É isso que está acontecendo a cada minuto com os animais, com as florestas, com as serras e as rochas.
Com os rio e o mar.
Estamos comendo a  nós mesmos.
Grácio Reis
Enviado por Grácio Reis em 14/09/2007
Reeditado em 25/10/2008
Código do texto: T652771

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Sobre o autor
Grácio Reis
São Paulo - São Paulo - Brasil, 64 anos
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Grácio Reis