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O QUE VEM A SER PAZ


PAZ... No fundo todos a querem...
Ou quase todos...
Osculos e amplexos,
Marcial
                     
O QUE VEM A SER “PAZ”
Marcial Salaverry

Atualmente não existe uma pessoa no mundo que não esteja desejando obter esse artigo tão raro, chamado Paz.
Apenas os métodos para consegui-la é que são diferentes, pois enquanto muitos acreditam que a paz seja a vida sem violência, sem maiores ameaças do que uma epidemia de gripe, outros acreditam que a paz somente será conseguida após a destruição do mundo.  Aí então, teremos aquela paz gostosa, eterna, pois não haverá mais ninguém, para quebrá-la.
Simplesmente é uma questão de pontos de vista. Mas o objetivo é a PAZ.  Seja entre os vivos, seja entre os mortos, sempre será paz. E convenhamos, essa outra maneira de encará-la, talvez seja mesmo a melhor para consegui-la. Talvez, com a extinção da raça humana, a paz nunca mais seja ameaçada.
Desde que o mundo é mundo, nunca se conseguiu viver pacificamente.
 Nunca houve um período de paz integral no mundo.  A História registra uma seqüência impressionante de guerras, guerrilhas, revoltas, revoluções, sempre mostrando a predisposição do bicho homem em buscar a auto destruição, e uma grande incompetência para consegui-la...
Em países onde não existe essa tendência de guerras ou revoluções, não se pode dizer que seja pelo fato de seu povo ser pacífico.  Talvez não se preocupem muito com isso, por uma questão de comodismo.  Convenhamos que dá muito trabalho organizar uma revolução, ou então planejar invadir um outro País.
Então, na falta de revoluções, reúnem-se alguns grupos apenas para promover desordens, agitações. Sempre soltando a belicosidade interior, aquela fera sedenta de sangue que habita o corpo de alguns que não conseguem viver sem violência.  Então, explode a violência urbana, através da ação de grupos, cujo único objetivo é quebrar o clima de ordem e paz que deveria imperar.
E falta força para que as autoridades possam coibir tais ações.  E tem que faze-lo violentamente. E a cada ação mais forte, existe uma reação igual... E a coisa continua se complicando.
Estive observando o noticiário mundial.  Em todas as partes do mundo organizaram-se passeatas pela Paz Mundial.  E quanta violência nessas passeatas pacíficas...
Vi manifestantes agredindo outras pessoas por não pensarem igual.  Ora, isso não pode ser uma manifestação pela Paz. Agredir por que? Porque não pensa igual? Onde está o livre arbítrio?  O direito de eu manifestar minha opinião, termina ante o seu direito de manifestar a sua.  Poderemos eventualmente dialogar, um tentando convencer ao outro.  Nunca porém, usar da violência para isso... Que raio de Paz é essa que estou defendendo se tento impor minha opinião pela força? Enfim, parece que a violência faz parte da natureza humana.  Aliás, somos os únicos espécimes vivos que praticamos a violência gratuitamente, mesmo sem ameaça.  Apenas pelo prazer de impor nossa vontade, de mostrar nossa força, nosso poder.
Para tanto, não hesitamos sequer em atacar quem não terá forças para reagir.  Aliás, essa história de “bater em bêbado” , é o ideal, pois mostramos nossa força, sem maiores riscos. Eventualmente poderemos sofrer alguma surpresa, mas nem sempre.
Bem, pacificamente tentei mostrar que a Paz é a coisa mais utópica que existe.  Para consegui-la, primeiro teremos que vencer nossos “bichos interiores”, que nos incitam à violência.
E existem tantas formas de violência que usamos e sofremos cotidianamente, que seria enfadonho enumera-las.  Numa auto análise todos saberão do que falo.
Podem acreditar que é muito difícil vencer essa briga interior.
Para uma tentativa de Paz... vamos nos imaginar formando um grande círculo em cujo centro estão frente a frente os dois personagens do momento. Vamos mantê-los lá dentro, nem que seja à força... Até que eles decidam suas pendências particulares, sobre quem é mais feio...
E quando isso acontecer, poderemos então ter UM LINDO DIA.


Marcial Salaverry
Enviado por Marcial Salaverry em 07/11/2005
Código do texto: T68253
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Marcial Salaverry
Santos - São Paulo - Brasil, 78 anos
19867 textos (1963634 leituras)
3 áudios (855 audições)
6 e-livros (2134 leituras)
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Marcial Salaverry