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A PORTA NEGRA

A PORTA NEGRA

Era uma vez, no país das mil e uma noites...
Um Rei muito polêmico por causa de seus atos. Ele pegava os prisioneiros de guerra e levava para uma enorme sala.
Os prisioneiros eram enfileirados no centro e o Rei gritava, dizendo:
- Eu vou dar uma chance para vocês. Olhem para o canto direito da sala.
Ao olharem, os prisioneiros viam alguns soldados armados de arcos e flechas, prontos para agir.
- Agora - continuava o Rei -, olhem para o canto esquerdo.
Ao olhar, todos os presos notavam que havia uma horrível e gigantesca porta negra. Crânios humanos serviam como decoração e a maçaneta era a mão de um cadáver. A cena era horripilante!
O Rei posicionava-se no centro da sala e gritava:
- Agora escolham: Morrer cravados de flechas ou abrir rapidamente a Porta Negra e entrar, enquanto tranco vocês! Agora decidam, vocês têm livre arbítrio! Escolham!
Todos os prisioneiros tinham o mesmo comportamento: na hora de decidir, chegavam perto da grande Porta Negra, de mais de cinco metros de altura, olhavam para os crânios, sangue humano, esqueletos, aspecto infernal... E imploravam: “Queremos morrer flechados!”
Um a um, todos agiam assim: olhavam para a Porta Negra e para os arqueiros da morte e diziam ao Rei:
- Prefiro ser atravessado por flechas a abrir a Porta Negra e ser trancado lá.
Milhares optaram pela morte por meio das flechas!
Mas, um dia a guerra acabou e, passado algum tempo, um daqueles soldados flecheiros estava varrendo a enorme sala, quando o Rei adentrou o salão. O soldado, com toda reverência, disse ao Rei:
- Sabe, ó grande Rei, não se zangue com seu servo, mas, eu sempre tive curiosidade e agora que acabou a guerra... O que existe além da Porta Negra?
Ao que o Rei respondeu:
- Lembra que eu dava aos prisioneiros duas escolhas? Pois bem, vá e abra a Porta Negra!
O soldado, trêmulo, virou cautelosamente a maçaneta e sentiu um raio puro de sol beijar o seu rosto e o chão da enorme sala. Abriu mais um pouquinho a porta e mais luz e um gostoso cheiro de verde inundaram o local. O soldado notou que a Porta Negra abria para um caminho que apontava para a grande estrada. Foi aí que o soldado percebeu que a Porta Negra levava para a liberdade!
fabiano da cunha
Enviado por fabiano da cunha em 28/10/2006
Código do texto: T275738
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Sobre o autor
fabiano da cunha
Volta Redonda - Rio de Janeiro - Brasil, 41 anos
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fabiano da cunha