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Amizade traída.

Amizade traída não é de verdade amizade.
Amizade traída é um mal sem cura.
Você não esquece aquele que se dizia seu amigo e pelas costas lhe enfiastes uma facada.
Você não esquece aquele que te recebe com um sorriso falso de hiena traiçoeira.
Você não esquece aquele que te deu um abraço de tamanduá: aquele abraço forte que parece que é de carinho, mas no final o que ele ou ela quer é sugar toda sua força, energia e vida.
Você não esquece a mão que aperta a sua, mas que na verdade no futuro será a mesma mão que te atirará pedras.
Você não esquece a língua que na sua frente recita palavras bonitas e de força, mas no final sai esbravejando veneno sobre ti pelas suas costas.
Não, você não esquece o amigo ou amiga falsa que quer saber da sua vida somente para usar tudo contra ti depois.
Não, você não esquece aquele que te estende a mão, querendo na verdade te atirar na lama: te atirar no limbo do esquecimento e no fosso do sofrimento.
Você não esquece aqueles que fingem ser uma luz na sua vida, para mais tarde lhe mostrar a escuridão das trevas.
Os falsos amigos são a serpente que atentou o pobre Adão.
Os falsos amigos que levam a alegria e te trazem em troca a agonia e a dor sem fim.
Os falsos amigos te fazem esvair em puro sangue e no mais doloroso puz.
Os falsos amigos te dão falsos conselhos, péssimas orientações e muitas... muitas tristezas.
Os falsos amigos ou amigas te levam um pedaço da alma.
Eles ou elas te devoram a carne, mutilam seu espírito e te cutucam a ferida até não haver mais sangue nem pus.
Ali onde foi plantada a semente da desamizade, só reina a secura de carne esvaída de sangue e repleta de dor borbulhante.
Nada mais resta além de um corpo moribundo: um pobre esqueleto com a carne grudada nos ossos tentando se levantar e com a cabeça erguida tenta caminhar.
Quem é vítima de uma falsa amizade jamais será o mesmo, pois os falsos amigos e amigas te levam quase tudo.
Quase tudo de bom e precioso como a confiança e esperança no próximo se esvai no momento da fatídica traição.
Ouças bem o que digo: pois que eu sou um peito magoado, dilacerado pelo preconceito e discriminação.
Sou um sujeito marcado pelo flagelo da doença crônica e pelas piores das doenças: a solidão.
E a solidão, meu caro amigo, nada mais é que fruto da desconfiança trazida pela traição do falso amigo.
Por isso invista nas amizades, mas corra das desamizades, fuja dos desamigos.
Fuja desses lobos em pele de cordeiro que só querem levar sua alma para as trevas.
Pois, que o bom amigo é como uma luz que te eleva até as nuvens, já o falso amigo é como um cão do demônio que vem até a Terra somente para levar sua alma para o inferno.
E dentre tudo que puder dizer a quem interessar possa: eu digo tome cuidado com o falso amigo ou amiga, tome cuidado, confie, desconfiando.
Ame muito seu amigo, mas deixe um espacinho em seu coração para a dúvida, assim se por acaso esse meliante vier a ti trair ficará mais fácil atirá-lo no limbo do esquecimento.
E se por acaso for traído por um miserável que se dizia seu amigo: Reze para esquecer e ser esquecido por ele ou ela, e lembre-se: a única coisa que se deve esperar de uma criatura tão amaldiçoada como essa é o esquecimento.
Vá, irmão e siga seu caminho.
Sim, eu sei que dói ser tão odiosamente traído por pessoas que não valorizam o ser humano de verdade, pessoas que tratam os outros como se fossem coisas.
A maior de todas as doenças é a amizade traída, pois ela te rouba a fé no mundo e a esperança nos outros.
Mas, vá, pobre alma traída, siga seu destino e tente sobreviver a essa dor.
Sim, eu sei que dói.
Oh, eu sei que sangra.
Estou sentindo sua dor agora.
Meu corpo doloroso e inlfamado pela mágoa se compadece de ti.
Que Deus lhe dê alívio para suas e as minhas feridas.
Vamos ter fé, irmão.
Que o Pai de nós tenha compaixão.
E que acima de tudo Cristo nos dê forças para jogar todos aqueles que tanto nos magoaram no limbo do esquecimento.
Deixe estar meu amigo, a justiça divina tarda, mas não há de falhar e Jesus conosco sempre estará, para com sua luz, nossas feridas para sempre curar.
Marcos Welber
Enviado por Marcos Welber em 21/02/2011
Reeditado em 16/12/2011
Código do texto: T2806586

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Sobre o autor
Marcos Welber
Cássia - Minas Gerais - Brasil
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