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um convite...

Hoje é noite de sexta-feira, 17 de novembro de 2006, há muito tempo que eu não ligo o computador, acompanhado de um copo de coca-cola, doce, quase melado, geladinho, no ponto para ser consumido.

Tem um mês que estou entrando na internet, em salas de bate-papo, e, devo admitir que estou fazendo boas amizades. As amizades mais persistentes são femininas. As mulheres se encantam comigo, e eu, me encanto com elas.

Gostaria de poder tomar um copo de coca-cola sempre que eu converso com alguém, mas já faz três anos que estou fazendo regime e agora que estou com o meu peso ideal não posso me dar ao luxo de engordar.

Amanha vou para a minha sessão quinzenal no instituto de beleza. Como é de praxe, de quinze em quinze dias a pedicure faz meu pé, trata das minhas unhas, com carinho e satisfação admiráveis que fazem dela uma bela mulher.

Nos últimos dias tenho ido com mais ímpeto ao instituto, pois a minha pedicure, que é também minha cabeleireira, decidiu alcovitar uma mulher para minha satisfação.

Por enquanto, eu enviei uma carta para a tal pretendida, ainda não sei qual sua reação. Ela ainda não sabe quem sou eu, e a alcoviteira decidiu manter em anonimato minha identidade.

O que será do amanha? Estou ansioso para tal desenlace, pois, já faz cinco meses que estou sem namorada. Mas eu sei que não posso considerar tal intenção como fato consumado, primeiro sei que tenho que usar da minha eloqüência para convencer a pretendida a aceitar minha doce e ilusória companhia.

Hoje ainda entro na internet, vou lançar estas memórias ao deleite do povo interativo. Quero a opinião de minhas amigas e de meus amigos, creio que com tal história posso levar o povo a dar boas risadas e é essa minha intenção.

Não creio que vou cativar os ciúmes de ninguém, pois todos vocês sabem que eu sou de um e sou de todos, mas gostaria de obter inspiração, seja de homens ou de mulheres, inspiração a qual levaria pessoas a se corresponderem comigo para descobrir até onde a mente pode nos levar.

Vocês devem estar se perguntando: o que ele quer com isso? E minha pretensão é grande: quero descobrir em cada um de vocês, que estão a ler-me com atenção, a verdadeira vocação aos delírios da libertinagem.

Por isso vou ficando por aqui, tentando cativar desejos, os mais belos desejos que podem existir entre as pessoas, mas sem o devaneio do sentimentalismo vulgar. De vocês só me interessa a sinceridade de intenções, as quais possam levar a uma noite de gozo e prazer, independentemente de sexo e religião: “raspas e restos me interessam, ME INTERESSAM”.

VINICIUS CAETANO

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Vinicius Caetano
Enviado por Vinicius Caetano em 19/11/2006
Código do texto: T295780
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Sobre o autor
Vinicius Caetano
Amparo - São Paulo - Brasil, 43 anos
44 textos (3447 leituras)
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