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Texto

EUTANÁSIA, somos donos da VIDA?

Seres “terminais”, serão?
Viver ou morrer, quem decide?
A natureza, o protocolo ou o coração?

Assistimos dramas...
Sentimos a dor do outro...
Desgastes físicos e emocionais!

Dói a alma acompanhar o definhar do ente amado.

Desligar aparelhos, injeções letais, somos donos da vida?








 NEU* - Ensaio

EUTANÁSIA?

“Bom dia amiga,eu não sei o que faria... Talvez pedisse para morrer,
ou talvez enfrentasse, sei lá! Que Deus me livre de viver algo assim,
estou impressionada 
 com a força desse homem!  
Obrigada, adorei,bjs””

 
Bastou esse comentário  num texto  sobre  enfretamentos e superações  para que um alerta disparasse em meu cérebro. EUTANÁSIA?   Um pensamento linka (modernismo) o outro. Lembrei do artigo Eutanásia, do Dr. Luiz Carlos D. Formiga[1] em que ele deixa bem claro a sua posição quanto ao tema em questão.
 
Formiga diz: “O outro é o que é. Espero que meus médicos aceitem a minha posição contra a eutanásia. Que aceitem o fato de que o paciente enquanto está morrendo, está vivendo. Precisa de ajuda para ampliar e valorizar o seu passado, uma vez que aparentemente o futuro é muito pequeno. “Sou contra, mesmo na doença em estado avançado, disseminada, com prognóstico severo, onde já se esgotou  todo o arsenal terapêutico, cirurgia, radioterapia, quimioterapia, onde a equipe médica não tem mais nada a oferecer. Onde não há mais lucro. Onde há dor, aparente incurabilidade e inutilidade.”
 
Ele continua com sua argumentação didática: “A eutanásia é, sempre e em qualquer hipótese, um homicídio. O "direito de matar" ou "de se fazer matar" não pode configurar-se diante de uma lógica ou de uma necessidade ético-jurídica, pois direito é aquilo que está cristalizado na tradição; nos costumes e no interesse social.  Desse modo, não se pode falar em "direito de matar" ou em "direito de morrer", pois a racionalização e a humanização do direito tutelou e consagrou a vida como o mais valioso dos bens. “
 
Pelas palavras se percebe o quanto convicto do que pensa está. E ele prossegue: “Difícil conciliar uma medicina que cura com uma medicina que mata. Ensinava Kant que a melhor maneira de se medir a licitude de uma ação era imaginá-la como regra geral. Caso se concluísse pela negativa, a ilicitude seria manifesta. Imagine-se a eutanásia legalizada e nas mãos de todos os interesses: políticos, religiosos, econômicos, eugênicos, entre outros. Os que justificam a prática da eutanásia o fazem baseados na incurabilidade que é um dos conceitos mais movediços e duvidosos. No sofrimento, mas a dor é algo controlável e extremamente pessoal. Na inutilidade, que nestas condições, é mais uma concepção preconceituosa e consumista do que um meio científico de decisão.”
 
Numa linguagem clara expressa o quão determinado está na defesa que faz. “Espero que meus médicos lembrem e aceitem que sou admirador de Kardec e de suas pesquisas. Gostaria de informá-los de que o mestre francês utilizou o método científico das ciências sócio-morais e descobriu que a morte do corpo não mata a vida. "A vida eterna, é um conceito atraente mas fica na dependência de quem serão nossos vizinhos".

Imortalidade é tradição popular, referida por grandes pensadores do passado (Sócrates, Platão, Aristóteles, etc); foi autenticada pela ciência, nas célebres materializações de espíritos, com Crookes. Para os religiosos é pertinente lembrar a enfática demonstração feita a Tomé e também a muitos outros pela conversa que Ele entreteceu com Elias e Moisés. Alias este último quando esteve legislando entre nós proibiu a comunicação com os espíritos dos mortos. Creio que se proíbe só o que é possível!

Ele lembra e cita que com os antropólogos franceses, "La Table, Le Livre et Les Esprits", 1990, que "o fenômeno espírita é hoje de extrema importância no Brasil e sua influência é constantemente crescente" (Reformador, 110 (1958):146, 1992).

Formiga termina o artigo renovando um pedido aos seus médicos e a sua convicção dizendo assim:   “Meus médicos deverão pensar neste fato e aceitar que eu tenha esta "nova visão da realidade ", mesmo que seja diferente da concepção de mundo do pensamento hegemônico. Ainda lembro que acaba de ser criado na Universidade de Brasília (UnB) o Núcleo de Estudos dos Fenômenos Paranormais, a exemplo do que acontece em países da Europa e América do Norte.
Hoje somos obrigados a acompanhar as experiências que trazem "evidências sugestivas" da imortalidade e da reencarnação para não sermos colocados no grupo dos indigentes culturais. Saúde também é informação, ou seja, consciência.”

 
Acredito que esse ensaio possa contribuir para uma maior reflexão daqueles que buscam saber um pouco mais sobre a Eutanásia e suas implicações reencarnatórias
.
 
 
 
[1] 
 FORMIGA, LCD - "Dores, valores, tabus e preconceitos". Edições CELD. RJ. RJ. Professor universitário da UFRJ e UERJ, aposentado.
Eutanásia - O artigo é capítulo do Livro -
 http://www.jornaldosespiritos.com/2007.3/col49.29.htm



Sobre " Talvez pedisse para morrer" LEIA  Mais
169 - Enfrentamentos[...] - Bem- Aventurados os AFLITOS

www.recantodasletras.com.br/mensagens/2051544

NEU*-Links Espíritas I
http://juli.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=1987995

* Núcleo Espírita Universitário

Juli Lima
Enviado por Juli Lima em 28/02/2009
Reeditado em 27/01/2010
Código do texto: T1461721

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