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Sexta-feira Santa

Uma noite de chuva, era sexta-feira Santa e eu me encontrava na casa de meu primo.

No rádio-gravador rolava um som do Dire Straits e eu tinha em minha companhia a presença de uma japonesinha muito linda que estava ainda com seus 16 anos. Na época eu tinha 21 anos e não via maldade em seduzir a tal moça. A sedução não passou de uma longa noite de beijos.

De longe foi uma das minhas melhores noites de amor. Parecia que estávamos ligados na musica e cada acorde, cada refrão, era um motivo para encontrarmos mais disposição num beijo que não queria cessar. Nossas cabeças estavam conectadas naquele momento louco de nossas vidas, não cabia mais ninguém na sala, por sorte, meu primo se encontrava no quarto com sua namorada. A sensação era de que estávamos sozinhos no mundo.

Nossas línguas derretiam-se uma na outra, e a cada momento a troca de saliva tornava-se mais intensa.

Mas a menina estava a descobrir o mundo, não estava pensando em manter um relacionamento com ninguém. Este foi meu azar.

Este acontecimento foi em 1994, estamos distantes daquela data em aproximadamente 12 anos. E se porventura esta menina, que hoje é uma linda mulher, aparecesse em minha vida, com certeza eu iria querer outras noites de paixão com nossas bocas coladas uma na outra.

A nota triste foi esses doze anos que se passaram, eu poderia realmente estar amarrado nesta mulher, eu gostaria de talha-la e lapidá-la como um verdadeiro diamante. Eu me sentiria honrado em ser pai de seus filhos.

Mas, como se passaram doze anos e ela nem me procurou, é porque eu não fui tão importante para ela como ela foi para mim. Eu lembro muito bem daquela noite, como se fosse hoje: eu a pedi em casamento, vocês acreditam? Numa única noite de amor e eu já me encontrava totalmente envolvido com aquela menina.

A solidão deu seu jeito em minha vida, hoje sou bem mais maduro, mas tem certas mulheres que me deixariam de quatro novamente e tornar-me-iam seu animalzinho de estimação.

Portanto, eu posso dizer seguramente, que, a minha vontade pela libertinagem chega até onde se encontra a postura da nova mulher. Uma mulher que com sua sabedoria e seu lirismo me encantaria como encantaria um jovem de 21 anos desesperado e sedento de uma eterna companhia.


Vinicius Caetano.
Vinicius Caetano
Enviado por Vinicius Caetano em 22/11/2006
Código do texto: T298088
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Sobre o autor
Vinicius Caetano
Amparo - São Paulo - Brasil, 43 anos
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