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Saudade, palavrinha interessante se analisada de forma gramatical...
Termo "saudade" tem a qualidade de traduzir um sentimento bastante complexo e não é o mesmo que o inglês “home­sick­ness” 
nem o espanhol “nostalgia”. E o "sentir saudade", penso, não é apenas "missing someone". O dicionário francês, creiam, para defini-la, usa um discurso completo: “Désir ardent d’un bien 
dont on est privé; regret de l’absence, doux souvenir” (desejo ardente de um bem do qual se está privado: pesar por uma ausência, doce lembrança).
"Saudade" vem do latim, "solitas, solitatis", que, num primeiro momento, deu "soledade".  "Soledade" estratificou-se em 
espanhol como "sentimento de solidão, de desamparo" e, em português, foi-se transformando em "soedade", "soidade", "suidade" , "saüdade", até a reforma ortográfica de 1971, 
que determinou a queda "dos tremas dos hiatos átonos”, isto é, 
de “vaïdade” e “saüdade”.
A variação etimológica resultou, finalmente, em "saudade", não mais com o sentido original, mas agora expressando algo como o “sentimento mais ou menos melancólico de incompletude, ligado
pela memória a situações de privação da presença de alguém ou 
de algo, de afastamento de um lugar ou de uma coisa, ou à 
ausência de certas experiências e determinados prazeres já vividos e considerados pela pessoa em causa como um bem desejável” (Houaiss). 
Contém em si, semanticamente, a "nostalgia", cujo primeiro significado é a "melancolia profunda causada pelo afastamento 
da terra natal” (Houaiss), mas certamente a supera em extensão e profundidade. Enfim, ainda há muito que aprender sobre as palavras. Mas entre elas, sem dúvida, "saudade" é especial, para todo ser humano, sobretudo para os poetas.
Agora depois de toda esta explicação, como podemos sentir falta do que nunca tivemos...???? De alguém não tocado... ???
Apenas desejado, algo de complexo em demasia para explicar 
com palavras... e vem novamente o tempo, a atracar a bom porto afim de amenizar este sentimento, que causa confusão devido a ter/existir pessoas que ainda teimam em dar se por completo ao desconhecido, mesmo sabendo dos perigos incutidos no mistérios que é decifrar os sentimentos e comportamentos humanos, faz 
me imensa confusão, e por vezes deixa-me com a sensibilidade extremada, algo a flor da pele...
Quantas mulheres desejam homens, ditos o homem dos meus sonhos e vice versa, estou eu cá... a pensar e tentar decifrar o que vai dentro de um alguém, se nem ao menos sei descodificar em mim, Razão, Alma , Coração, mas quem sou afinal? 
O que quero? O que Desejo? ....
São perguntas quotidianas e que martelam o âmago, intrinseco do meu ser... 
Minha caixa de pandora precisa de uma arrumação, 
são decepções em sequência, poderia ser transformada em  uma Progressão Geométrica, ou até mesmo um gráfico específico 
de uma função de variáveis complexas, derivar a saudade em relação a distância, calcular a àrea, o volume de forma a ter as devidas medidas não deixar que de factos alguns sentimentos atingissem-me,...
Caso difícil, pois ainda não tenho este caracter, "gene", que pode ser factor genotípico e ou até mesmo fenotípico, ainda não fiz a análise do DNA ou ADN...
O real caso é que como todas as pessoas, ou pelo menos algumas delas estão na constante busca de ser feliz, mas não em função do complemento, mas no prazer do dar e receber, no encontrar em 
um outro alguém um alguém especial, ai sim seria um doar-se por inteiro em ambas as partes do todo, e a saudade seria um mero acessório momentâneo, até os momentos diários de encontros, telefones e ou contactos quaisquer, num subto desejo
volumptuoso de estar...
Carolzita
Enviado por Carolzita em 26/08/2006
Reeditado em 02/10/2006
Código do texto: T226019

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Sobre a autora
Carolzita
Portugal, 42 anos
453 textos (61652 leituras)
5 e-livros (749 leituras)
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Carolzita