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Somos filhos da LUZ

A nossa origem segundo a Bíblia está em Deus que nos criou a sua imagem e semelhança. Ao criar a terra e todo o universo, Deus colocou luzeiros que pudessem iluminar cada qual no seu tempo. Toda vez que nos afastamos de Deus, nos afastamos da Luz verdadeira que é o próprio Deus. O pecado faz com que vivamos nas trevas, não porque Deus nos abandonou, mas porque nós o abandonamos, afastando-se Dele.
Neste IV Domingo do Tempo da Quaresma, nos aproximando da Páscoa, somos convidados a refletir sobre a presença de Deus em nossa vida  como LUZ que ilumina o nosso caminho, fazendo com que reconheçamo-nos pecadores e não andemos mais nas trevas. O próprio Jesus diz que “a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz” (Jo 3, 19). Jesus, como Luz, veio ao mundo, mas, cegos pelo pecado, nós preferimos as trevas, e a Jesus, nos o matamos pregando-o numa cruz. Porém, com a ressurreição, Jesus prova que as trevas, assim como a morte, não têm poder sobre Ele. Sua Luz não foi apagada, porque vem de Deus e Deus é Luz eterna. Por mais que tenha permanecido escondida, assim como Jesus foi enterrado no sepulcro e permaneceu por três dias no seio da terra, a Luz brilhou com mais força e intensidade na ressurreição. Jesus mostra toda a sua glória, assim como já havia demonstrado a alguns dos seus discípulos na transfiguração. (cf. Mc 9, 2-10). Permanecer na Luz de Deus é deixar o próprio Deus realizar obras maravilhosas por meio de nós.
Jesus fala a Nicodemos que Ele será levantado na cruz assim como Moisés levantou a serpente no deserto. (cf. Mc 3, 14). Na época de Moisés todos os que eram picados por serpentes venenosas e olhassem para a serpente levantada por ele, eram curados. Jesus será (é) levantado numa cruz e todo aquele que olhando para a cruz crer em Jesus será salvo. (cf. Mc 3, 15).
Aos olhos humanos isso é um absurdo: qual pai entregaria seu filho único para ser morto numa cruz?  Mas o amor de Deus transcende a nossa pobre compreensão e faz com que Deus permita que seu Filho único sofra e morra para que nós sejamos salvos. Não há gesto de amor maior que este: “Dar a vida pelo irmão”. Deus entrega o seu Filho não ao poder da morte, mas deixa Ele morrer para mostrar que a morte não é o fim, mas uma pequena passagem para a vida junto de Deus. Crer em Jesus é um dos pressupostos para que tenhamos a vida junto de Deus, pois fomos resgatados por Ele. Mesmo o que é dito como “insensatez de Deus é mais sábio do que os homens e o que é dito fraqueza de Deus é mais forte do que os homens” (1Cor 1, 25).
Jesus continua sofrendo ainda hoje nas pessoas que são excluídas, naqueles que morrem de fome, sede, ou por falta de atendimento digno em hospitais. A morte dolorosa de tantos não é em vão, ela trará para muitos a salvação. Porém não é correto dizer que Deus quer estes sofrimentos. Jesus sofreu para que todos nós fossemos salvos. O sofrimento é conseqüência de uma sociedade que mata, escraviza, exploro os mais necessitados. Enquanto existir a prepotência, ganância, o sofrimento tende a aumentar ainda mais.
São Paulo diz que “Deus é rico em misericórdia” (Ef 2, 4) e é por sua graça gratuita e generosa que nós somos salvos. Deus não quis que nos perdêssemos e vivêssemos nas trevas e no pecado. Ele, como criador nosso, nos resgatou e o preço deste resgate foi seu amado Filho. Com a ressurreição de Jesus, fomos também arrancados das trevas e transportados novamente para a Luz, para o dia. Permanecer nesta Luz, depende de cada um(a) de nós.
No Domingo passado refletíamos sobre o sentido da Páscoa hoje, e o convite a vivermos a oração, o jejum, a caridade que nos aproximam ainda mais de Deus que é Luz.
A cruz nos aponta para o céu, para a Luz que vem de Deus. Olhando para a cruz de Cristo deveríamos nos comprometer em olhar para a cruz e o sofrimento de tantas pessoas que estão ao nosso lado. A Luz de Deus deve clarear nosso caminho para percebermos por onde estamos andando. Permanecer no pecado é permanecer nas trevas e isso causa muito sofrimento e dor. Saímos de Deus e estamos voltando para Ele. O caminho a ser percorrido deve ser àquele que Ele nos indica, pois Ele nos quer de volta porque nos ama com amor eterno.
Caminhemos nesta Quaresma arrependidos de nossos pecados, confiantes que veremos a Luz da glória de Cristo Ressuscitado e Vivo. A Luz vence as trevas. As trevas existem onde não há luz, onde não há Deus. O pecado existe onde não há Deus, onde a Luz de Deus não brilha porque nós não queremos que ela brilhe. Infelizmente preferimos as trevas à luz, o pecado à vida.
Jesus levantado na cruz nos faz lembrar a ligação definitiva entre Deus e o homem e entre os homens. Que sua Luz brilhe em nossos coração e em nossas vidas. Ser filho(a) de Deus é ser luz para as pessoas.

Hermes José Novakoski
Farroupilha, 23.03.2006
Hermes José Novakoski
Enviado por Hermes José Novakoski em 24/03/2006
Reeditado em 28/03/2006
Código do texto: T127831
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Hermes José Novakoski
Marituba - Pará - Brasil, 35 anos
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