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LITURGIA DA PALAVRA (Missa do Domingo de Ramos dia 05 Abril 2009

FONTE: www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/liturgia/folheto

LEITURAS QUE SERÃO PROFERIDAS NO MUNDO TODO NAS CELEBRAÇÕES DAS SANTAS MISSAS NO PRÓXIMO DOMINGO DE RAMOS 05/04/209

ANIMADOR:
Iniciamos a Semana Santa comemorando a entrada messiânica de Jesus em Jerusalém, montado em um jumentinho, como um pobre, e aclamado pela multidão, como um rei. Esse é o perfil do Filho do homem, cuja realeza tem sua manifestação mais plena na cruz. Por isso, esta semana conduz ao Tríduo Pascal, que comemora o mistério da morte e ressurreição de Cristo, como o maior gesto de amor que a humanidade já recebeu. Neste sentido, hoje, a coleta da Fraternidade é uma demonstração de amor e solidariedade. Como o povo de Jerusalém, comemoremos a entrada triunfal de Jesus na cidade Santa, e, como Maria, fiquemos junto à cruz.

LEITURA PROFERIDA PELO CELEBRANTE
EVANGELHO (Mc 11,1-10)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.

1   Quando se aproximaram de Jerusalém, na altura de Betfagé e de
     Betânia, junto ao monte das Oliveiras, Jesus enviou dois
     discípulos, 2 dizendo: “Ide até o povoado que está em frente, e
     logo que ali entrardes, encontrareis amarrado um jumentinho que
     nunca foi montado. Desamarrai-o e trazei-o aqui!
3   Se alguém disser: ‘Por que fazeis isso?’, dizei: ‘O Senhor precisa
     dele, mas logo o mandará de volta’”.
4   Eles foram e encontraram um jumentinho amarrado junto de uma
     porta, do lado de fora, na rua, e o desamarraram.
5   Alguns dos que estavam ali disseram: “O que estais fazendo,
     desamarrando este jumentinho?”
6   Os discípulos responderam como Jesus havia dito, e eles
     permitiram.
7   Trouxeram então o jumentinho a Jesus, colocaram
     sobre ele seus mantos, e Jesus montou.
8   Muitos estenderam seus mantos pelo caminho, outros espalharam
     ramos que haviam apanhado nos campos.
9   Os que iam na frente e os que vinham atrás gritavam: “Hosana!
     Bendito o que vem em nome do Senhor!
10  Bendito seja o reino que vem, o reino de nosso pai Davi! Hosana
     no mais alto dos céus!”

                        - Palavra da Salvação.
                                    T. Glória a vós, Senhor.

ANIMADOR:
Terminada a procissão de Ramos, entramos no clima da Paixão do Senhor, que, como Servo Sofredor, foi vítima da violência, que soube suportar e superar porque se esvaziou de si mesmo, tomando a condição humana e, por causa do amor, fez a experiência mais profunda da dor. Assim, ofertou a sua vida por nós e mostrou que só o amor pode vencer a violência e o pecado.

PRIMEIRA LEITURA (Is 50,4-7)
Leitura do Livro do Profeta Isaías

4  O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer
    palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada
    manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um
    discípulo.
5  O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei
    atrás.
6  Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem
    a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas.
7  Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador, por isso não me deixei abater
   o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que
   não sairei humilhado.

                      - Palavra do Senhor.
                                T. Graças a Deus!

SEGUNDA LEITURA (Fl 2,6-11)
Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses.

6  Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a
    Deus uma usurpação, 7 mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo
    a condição de escravo e tornando-se igual aos homens.
    Encontrado com aspecto humano, 8 humilhou-se a si mesmo,
    fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.
9  Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está
    acima de  todo nome.
10 Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se  dobre no céu, na terra e
    abaixo da terra, 11 e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o
    Senhor”, para a glória de Deus Pai.

                            - Palavra do Senhor.
                                     - Graças a Deus.

ACLAMAÇÃO
(H2 p. 189 CD XIII Fx 17)

Salve, ó Cristo obediente! * Salve, amor onipotente, * que te entregou à cruz * e te recebeu na luz!

O Cristo obedeceu até a morte,
humilhou-se e obedeceu o bom Jesus,
humilhou-se e obedeceu, sereno e forte,
humilhou-se e obedeceu até a cruz.

Por isso o Pai do céu o exaltou,
exaltou-o e lhe deu um grande nome,
exaltou-o e lhe deu poder e glória,
diante dele céus e terra se ajoelhem!

Paixão DE CRISTO
Mc 15,1-39 (mais breve)
Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo segundo Marcos

LEITURA PROFERIDA POR TRÊS LEITORES, O PADRE E PARTICIPAÇÃO DO POVO.

LEITOR 1:
1  Logo pela manhã, os sumos sacerdotes, com os anciãos, os
   mestres da lei e todo o sinédrio, reuniram-se e tomaram uma
   decisão. Levaram Jesus amarrado e o entregaram a Pilatos.
2  E Pilatos o interrogou:

LEITOR 2:
Tu és o rei dos judeus?

LEITOR 1:
Jesus respondeu: P: Tu o dizes.

LEITOR 2:
3  E os sumos sacerdotes faziam muitas acusações contra
   Jesus.
4  Pilatos o interrogou novamente:

LEITOR 1:
Nada tens a responder? Vê de quanta coisa te acusam!

LEITOR 2:
5  Mas Jesus não respondeu mais nada, de modo que Pilatos ficou
    admirado. 6Por ocasião da páscoa, Pilatos soltava o prisioneiro que
    eles pedissem. 7Havia então um preso, chamado Barrabás, entre os
    bandidos, que, numa revolta, tinha cometido um assassinato. 8A
    multidão subiu a Pilatos e começou a pedir que ele fizesse como
    era costume. 9Pilatos perguntou:

LEITOR 1:
Vós quereis que eu solte o rei dos judeus?

LEITOR 2:
10  Ele bem sabia que os sumos sacerdotes haviam entregado Jesus
     por inveja.
11  Porém, os sumos sacerdotes instigaram a multidão
     para que Pilatos lhes soltasse Barrabás.
12  Pilatos perguntou de novo:

LEITOR 1:
Que quereis então que eu faça com o rei dos Judeus?

LEITOR 2:
13  Mas eles tornaram a gritar:

TODOS :
Crucifica-o!

LEITOR 2:
15  Pilatos perguntou:

LEITOR1:
Mas, que mal ele fez?

LEITOR 2:
Eles, porém, gritaram com mais força:

TODOS:
 Crucifica-o!

LEITOR 2:
15  Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou Barrabás, e mandou
     flagelar Jesus e o entregou para ser crucificado.
16  Então os soldados o levaram para dentro do palácio, isto é, o
     pretório, e convocaram toda a tropa.
17  Vestiram Jesus com um manto vermelho, teceram uma coroa de
     espinhos e a puseram em sua cabeça.
18  E começaram a saudá-lo:

TODOS:
Salve, rei dos judeus!

LEITOR 2:
19  Batiam-lhe na cabeça com uma vara. Cuspiam nele e, dobrando os
     joelhos, prostravam-se diante dele.
20  Depois de zombarem de Jesus, tiraram-lhe o manto vermelho,
     vestiram-no de novo com suas próprias roupas e o levaram para
     fora, a fim de crucificá-lo.
21  Os soldados obrigaram um certo Simão de Cirene, pai de Alexandre
     e de Rufo, que voltava do campo, a carregar a cruz.
22  Levaram Jesus para o lugar chamado Gólgota, que quer
     dizer “Calvário”.
23  Deram-lhe vinho misturado com mirra, mas ele não o
     tomou.
24  Então o crucificaram e repartiram as suas roupas, tirando a sorte,
     para ver que parte caberia a cada um.
25  Eram nove horas da manhã quando o crucificaram.
26  E ali estava uma inscrição com o motivo de sua condenação: “O
     rei dos judeus”.
27  Com Jesus foram crucificados dois ladrões, um à direita e outro à
     esquerda.
28  Porque eu vos digo: “É preciso que se cumpra em mim a palavra
     da escritura: ‘Ele foi contado entre os malfeitores’”.
29  Os que por ali passavam o insultavam, balançando a cabeça e
     dizendo:

TODOS:
Ah! Tu que destróis o templo e o reconstróis em três dias,
30  salva-te a ti mesmo, descendo da cruz!”

LEITOR 2:
31  Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, com os mestres da lei,
     zombavam entre si, dizendo:

LEITOR 3:
“A outros salvou, a si mesmo não pode salvar!
32  O Messias, o rei de Israel... que desça agora da cruz, para que
     vejamos e acreditemos!”

LEITOR 2:
Os que foram crucificados com ele também o insultavam.
33  Quando chegou o meio-dia, houve escuridão sobre toda a terra,
     até as três horas da tarde.
34  Pelas três da tarde, Jesus gritou com voz forte:

PADRE:
Eloi, Eloi, lamá sabactâni?,

LEITOR 2:
que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me
abandonaste?”
35  Alguns dos que estavam ali perto, ouvindo-o, disseram:

TODOS:
Vejam, ele está chamando Elias!

LEITOR2:
36  Alguém correu e embebeu uma esponja em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e lhe deu de beber, dizendo:

LEITOR 3:
“Deixai! Vamos ver se Elias vem tirá-lo da cruz.”

LEITOR 2:
37 Então Jesus deu um forte grito e expirou.

(Ajoelhemo-nos... Levantemo-nos...)

LEITOR 2:
38  Nesse momento a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo,
     em duas partes.
39  Quando o oficial do exército, que estava bem em frente dele, viu
     como Jesus havia expirado, disse:

LEITOR 3.:
Na verdade, este homem era Filho de Deus!

                   P. Palavra da salvação.
                              T. Glória a vós, Senhor.


COMENTÁRIO
O Domingo de Ramos nos introduz na Semana da Paixão do Senhor. A Liturgia de hoje nos oferece dois evangelhos de Mateus; um para a bênção dos ramos (Mt 21,1-11) e outro para a Liturgia da Palavra (Mt 26,14-27,66). Para nossa meditação, vamos nos ater ao evangelho da bênção dos ramos que relata a entrada triunfal de Jesus em Belém. Uma grande multidão se apresenta empunhando ramos de palmeira e de oliveira. Gritam hosanas e aclamam: “Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o Filho de Davi!”

Quando Jesus entrou em Jerusalém, a cidade ficou agitada e todos perguntavam: “Quem é este homem?” Jesus, ao contrário dos reis que andavam em carros de guerra, em imponentes cavalos, entra em Jerusalém montado num jumentinho. Jesus é um Rei manso, humilde e pacífico. Mas, ao mesmo tempo, esse Rei é também forte e firme. Jesus faz justiça devolvendo vida aos excluídos, humildes e necessitados. E o povo o reconhece como seu Rei, seu Salvador. Por isso, estende seus ramos e seus mantos à sua passagem. Enquanto o povo gritava “Hosana!” - “Salva-nos!” os poderosos ficaram preocupados e agitados.

A presença de Jesus é uma ameaça para aqueles que vivem às custas do suor do povo. A simples presença de Jesus já é motivo para sonharmos com a liberdade. Onde Jesus está presente, a opressão está ausente. As atividades libertadoras realizadas por aquele chamado de: o profeta Jesus de Nazaré da Galiléia desafiam o poder opressor. A vinda do Rei-pobre exige opção, exige uma definição, ou o recusamos ou o aceitamos, não existe meio termo. Esse é o grande desafio. Ficar com o verdadeiro ou com o falso. Ficar com o antigo ou aceitar a Nova Aliança. Jesus molda-se ao nosso modo de ser. É como um sapato confortável e, ao mesmo tempo, é também como aquela pedrinha incômoda que aparece não sabemos de onde. Para estar com ele é preciso abrir mão do poder e assumir o serviço. É dificílima essa decisão, por isso ainda hoje essa dúvida nos incomoda.

Não é fácil aceitar a proposta do Salvador. Todos aguardavam um rei vingador e rodeado de soldados para exterminar os inimigos do povo. A decepção é geral, o Rei se apresenta exigente, sem armas e com propostas de mudanças. Mudanças radicais que se trouxermos para os dias de hoje significam abrir mão dos grandes lucros e pensar mais seriamente nos desempregados, nos aposentados, nos idosos e menores abandonados.

O Rei exige preocupação com os índios, com os enfermos, e com os preços abusivos dos remédios e impostos. Todas essas mudanças exigem muito de cada um de nós. Exigem desprendimento e renúncia. Exigem humildade, solidariedade e amor ao próximo. Exigem adesão e muito cuidado para não repetirmos a mesma cena daquela época. Aderir ao Cristo significa mudar e cuidar para não assumirmos a mesma postura daqueles a quem criticamos, e chamamos de assassinos.

É bom lembrar que os mesmos que exaltaram Jesus, também o condenaram. Mudar significa gritar a Boa Nova da presença de Deus entre nós. É recusar ou aceitá-lo. Quem não muda e não assume o compromisso batismal é como aquele que hoje estende o seu manto e grita “Hosana! Hosana!” e que alguns dias depois, lá está, no meio da multidão e gritando: “Crucifica-o! Crucifica-o!”

(fonte: www.miliciadaimaculada.org.br)


Antônio Oliveira
Enviado por Antônio Oliveira em 29/03/2009
Reeditado em 29/03/2009
Código do texto: T1512923
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Sobre o autor
Antônio Oliveira
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