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QUAL deus É DEUS? 2

Posso estar falando para uma pessoa que vive despreocupada ou ocupada apenas em preocupar-se com as coisas que lhe parecem comuns à vida – a inflação, o trabalho rotineiro, as dificuldades financeiras, a família ou o seu mundo peculiar. Quem sabe esse alguém alguma vez até se inquiete com a morte inexplicável de um parente chegado ou um amigo. Talvez tente entender por que o mendigo não muda de vida. Decerto fica com raiva quando um figurão frauda um órgão público ou quando não entende por quais razões governantes aparentemente impopulares perpetuam-se em seus cargos. Entretanto, o tempo passa e essas coisas da vida vêm e vão – a pessoa vai se acostumando e já não se inquieta; nem mesmo pára para pensar o por que de tanta contradição e contravenção ou, até mesmo, se tudo isso pode ser mudado. Já não pondera se, existindo algo que se pudesse fazer, faria algo para mudar a ordem das coisas.
Outro dia, porém, um carro de som anunciando culto de “crente” passa por sua rua falando que Jesus morreu para lhe salvar. Talvez algum amigo religioso, daqueles inoportunos, algum dia, querendo confortá-lo, num momento de tristeza fale sem muito jeito que Jesus veio à terra e morreu para lhe salvar. No Natal, assiste nos meios de comunicação o repetir-se que Jesus Cristo deu o Seu sangue na cruz pela humanidade.
No início quase não dá atenção. Mas os anos vão passando. Vez que outra uma mensagem dessas surge para importunar e finalmente a insistência vence. A sentença “morreu para me salvar” suscita um bom esclarecimento e o indivíduo já não consegue ter paz.
Mas a vida segue seu curso. Tem lutado com todas as forças por essa vida normal. Sua vida até lhe parece normal. Deve ser mesmo normal, pois não é muito diferente da vida de seus vizinhos. Muitas vezes tem se sentido prisioneiro de um sistema que lhe exige tudo, mas vira-lhe as costas no momento de angústia. Aliás, o próprio sistema o angustia. Todavia, mesmo isto lhe parece normal. Sua vida é cheia de doenças, dificuldades financeiras, desprezo por parte da sociedade – às vezes, da parte dos próprios amigos –, além de tantas outras calamidades, mas ele já aprendeu a conformar-se. Convenceu-se que tudo é normal. Afinal, pondera: “já nasci assim; cresci sofrendo tantas restrições; vivo dessa maneira há décadas. É este o estilo de vida que conheço desde pequeno. Já percebi que com todo mundo é assim, por isto sinto-me conformado. Melhor é seguir vivendo”.
“Este é mesmo o meu quinhão. Daqui para frente não há muito que se esperar da vida. É criar os filhos, embalar os netos, depois aguardar a velhice com paciência, esperando a morte aos sessenta, setenta ou oitenta anos, quando muito.”
Então suspira. Este pensamento o conforta e tranquiliza. Embala-se na certeza de que a morte é certa e pela vida até à morte dispõe-se a lutar e conformar-se, pois é somente essa a vida que conhece. Talvez fosse essa a vida que conheceu nos velhos tempos de sossego, quando ainda não tinha ouvido falar em pecados. Todavia, sem qualquer aviso, ouve pela rua aquela sentença que vem para tumultuá-lo mais ainda. Talvez alguém bate a seu portão e entrega um impresso de igreja que insiste que Jesus morreu para perdoar pecados dos seres humanos. Perplexo e inquieto, pensa: – Como perdoar meus pecados, se eu nem sabia que tinha pecados?! Até achava que levava uma vida ordeira!
Realmente tem feito tudo para não ser incômodo a ninguém. Segue a mesma rotina desde sempre: do trabalho para casa, de casa para o trabalho. Sequer olha para os lados a fim de evitar mal entendido.
– O que é isto agora de perdoar meus pecados?! – exclama assoberbado dessa insinuação inquietante.
Vencido, sai a procura de respostas. Quer inteirar-se do assunto. Ouviu falar que se não se arrepender dos pecados vai para o inferno ou passará uma temporada no purgatório.
– Mas que inferno?! – sobressalta aturdido. Que fiz de tão grave que mereço inferno?!
Um dia, sem propósito, passa em frente a uma igreja. Na placa, junto à parede, lê-se: “um dia de oração para tirar o mal olhado; outro dia de oração para curar doenças; outro dia para ficar rico; dia para desfazer trabalhos malignos; etc. Vendo a placa, raciocina. Conclui finalmente que sua vida é cheia de entraves porque comete muitos pecados.
– Não prospero materialmente porque sou um grande pecador. – Pensa: minha família vive doente por causa de meus pecados que são muitos.
Se convence que encontrou a resposta para as velhas indagações e a solução para todos os males. Tudo agora parece muito lógico. Eliminando os pecados, que até a pouco nem sabia que possuía, com certeza Deus se agradará e lhe dará prosperidade.
Na igreja, ouve testemunhos apaixonados de pessoas que já usufruem das bênçãos de Deus. Então os inveja. Pensa em como eles devem ter uma vida exemplar para serem tão beneficiados assim. Imagina o quanto estudam à Bíblia e, com base em suas lições, levam essa vida abençoada. Decide seguir tais ensinos claramente benéficos. Envolvendo-se com algo tão fascinante, espera oportunidade para dizer sim. Mais adiante descobre que nem terá que estudar a Bíblia tanto, como pensou antes. Para alcançar a prosperidade, basta seguir a orientação do pastor. Aliás, em tudo, quem tem a última palavra é o pastor.
Prepara-se para o batismo. Selará sua fé com Deus entrando para essa congregação de irmãos tão abençoados. Será o fim de todos os problemas. O sermão de dez minutos termina e a pessoa pensa quão pouco terá que aturar para que sua vida mude. Então o pastor passa ao ofertório e ocupa os próximos quarenta minutos constrangendo os membros da assistência a doar quinhentos reais. Suas palavras deixam-no com um profundo senso de culpa. O indivíduo se emociona e chora. Dizem-lhe então que isto foi o batismo do Espírito Santo. Tocado assim, sente que jamais receberá as bênçãos de Deus se não der a oferta financeira de coração. Outra vez raciocina:
– Que são quinhentos reais diante das tantas bênçãos que estou para receber? Afinal o que é bom custa caro!

Passaram-se alguns meses desde que começou a freqüentar a igreja. Percebe que a vida realmente prospera. Finalmente o dinheiro já não é mais problema, mas a solução. A saúde da família vai bem. Aliás, a família, vai bem em tudo. Todavia, sente que existe algo que ainda não mudou. Vez que outra uma voz surge a lembra-lo que Jesus morreu para perdoar-lhe os pecados. De novo se indaga: – Mas que pecados?!
Achava que até já tinha resolvido esse assunto.
Mais crítico porém, ele olha agora para si mesmo e percebe que sua vida não mudou em quase nada. Exceto a parte material, a qual melhorou bastante. Isto até lhe parecia ser tudo o que tinha que ser mudado. Mas aquela voz inconveniente vai e vem. Percebe que sua conduta é a mesma. Continua egoísta e descuidado com os semelhantes. Segue sua vida sem regras substanciais, que o façam estar certo de que faz as coisas do jeito que o Mestre esperava que fizesse para que tudo fosse bem. Ao contrário, tem feito basicamente tudo o que fazia antes. Nada lhe foi exigido até aqui, além dos quinhentos reais de vez em quando.
– Será que meus pecados eram não doar aqueles quinhentos reais todo mês?
A questão fica a ressoar em sua mente. Mas o tempo vai passando e nada muda. Todavia aumenta a certeza de que uma pergunta não foi respondida. A inquietação não lhe poupa e a pergunta insiste: – Porque morreu por mim se eu nem tinha nascido? Salvar-me dos meus pecados, Mas que pecados?”
Por outro lado, essa pessoa pode ter encontrado a espiritualidade, o que aos olhos de muitos parece bem mais racional. Alguém lhe explica o por que de tantos karmas, frustrações, doenças, dificuldades financeiras e outras tragédias. O indivíduo até acha que não comete faltas tão graves que mereçam castigos tão severos, como reencarnações intermináveis, mas o amigo espiritual ensina-lhe que as dificuldades são trazidas de outras encarnações. Ou seja: a pessoa já teve uma oportunidade de crescimento, mas, porque não se comportou bem, não foi aprovado na esfera mais elevada. Rodou, portanto, voltou para esta “esfera dolorida” a fim de receber a doutrinação digna de seres superiores, como os ET’s, por exemplo. Sendo reeducado, estará apto para, na próxima vez que morrer, elevar-se ao nível superior, a iluminação, a vida eterna. Logo a situação adversa que se encontra nesta vida não resulta dos percalços atuais, ou mesmo erros que comete nesta vida, mas pelos percalços e erros de outra vida, que ele não pode consertar, porque está fora de seu alcance.
Embora o indivíduo indagador fique a questionar-se de como pode um recém-nascido ser predestinado a sofrer conseqüências de falhas de adultos – tendo em vista que não possui consciência –, ele aceita a explicação e, por fim, também abraça a causa. Até pondera convencendo-se de que só pode ser essa mesma a razão de tanta adversidade em sua vida, afinal não recorda de nesta existência ter cometido falhas tão tenebrosas capazes de acarretar tantos castigos – pelo menos é o que indicam seus parâmetros de conduta. Afinal, não existe uma explicação mais lógica.

Logo descobre que não é preciso muitas mudanças de atitude para reverter o quadro lastimável que se encontra. Basta evoluir no plano espiritual, e ele está nesta evolução. Entretanto, essa evolução ainda não foi bem explicada. Ficou claro, porém, que precisa praticar caridade. Bom, no entanto, é que essa caridade jamais requererá desprendimento dos seus bens materiais em favor dos pobres. Isso já é um grande alívio. Apenas terá que usar sua mediunidade aguçada para curar as dores da alma e do corpo das pessoas, que vêm até o centro espírita. Nem terá que ir atrás delas. Essas curas também são um pouco ambíguas. Na verdade geralmente a cura dá-se em nível psicológico apagando os sintomas, algumas vezes. Mas, se a pessoa se sente bem, possivelmente foi feito caridade.
Questiona se não estaria enganando a si mesmo e mascarando doenças terríveis. Todavia, não possui parâmetros para tomar uma decisão confiante. Foi dito que o contraditório é preconceito. A pessoa não quer ser preconceituosa – é antiquado. Ela é moderna – inteligente. Melhor: está evoluindo no plano espiritual – todos estão. Precisa apenas de alguém que o oriente e o ajude a alcançar esse estado evoluído. Após essa evolução, não terá mais que se sujeitar a esta vida terrena miserável. Para tanto, basta praticar caridade.
Mas existe alguma contradição. O indivíduo, as vezes, no íntimo, questiona-se por que há tantas religiões que não aceitam a doutrina espiritualista, mas também praticam caridade. Em algumas, inclusive, médicos convencionais tratam de graça pacientes carentes em hospitais verdadeiros. Muitas dessas igrejas têm trabalho efetivo de assistência às necessidades materiais, como a fome, o vestuário e o abrigo, chegando até à educação. Entretanto, não se vê seus membros pedindo dinheiro de casa em casa todos os dias, ou através de telemarketing. Será mesmo que estão totalmente errados ou somente os espíritas estão certos?
Outra questão o intriga e inquieta: são tantas maravilhas na esfera espiritual, mas nada se pode provar em vida, apenas depois da morte. Os entes que as comprovam, aparentemente são pessoas que morreram. E se não for verdade? Ter-se-á entrado numa canoa furada.
Mas não é nada disto – tranqüiliza-se. Na congregação da comunidade espiritual que freqüenta existem muitas pessoas bem-sucedidas. Isso prova que se pode alcançar uma vida melhor aqui mesmo. Muitos deles já são médiuns. Aliás, quando foram pela primeira vez no centro espírita à procura de solução fácil para seus problemas explicou-se-lhes que possuem uma mediunidade aguçadíssima e foram convencidos que, sem uso, essa abundância de dom humanitário os estaria prejudicando. Logo restou-lhes apenas uma saída: tornar-se membros ativos do centro espírita ou sofrer as conseqüências da negligência para com a caridade. Diante de tais alternativas, não se atrevem a contrariar – impõe as mãos em ato de transmissão de energias cósmicas; recebem espíritos de médicos de séculos passados – quando a medicina precária mais matava do que curava – e fazem cirurgias pelo espaço, injeção pelo espaço, dão conselhos de saúde através desses médicos; são levados a questionar “por que a medicina convencional, se a espiritual (ou a terapia alternativa) é mais eficaz?”; psicografam mensagens enviadas por seus parentes, amigos, conselheiros e tudo mais.
Com tudo isso, o novo membro, intrigado com a vida e suas discrepâncias, já está mais aliviado. Afinal, aqueles a quem ama não morreram de fato. Está aí também a prova de que não existe morte. A morte não é morte. Também não existe culpa, apenas obsessão – bem, pelo menos nesta vida não se é culpado dos erros desta vida, mas na próxima encarnação sofrer-se-á a culpa de agora. Mas, até lá, vai-se conformando com as culpas da vida passada, que nem se sabe mesmo quais são. Como aqueles erros da vida passada são impraticáveis nesta vida, porque arrepender-se deles? Não adianta mesmo – não se pode sequer parar de praticar aqueles erros para evitar suas conseqüências, pois já não são praticados desde que supostamente morreu-se naquela vida. Entretanto, agora, depois que aqueles erros estão esquecidos, é que se vai pagando por eles. Pô! Que inferno, então?! Pagar por erros que sequer se sabe que praticou! Qual é o sentido desse castigo?!! É didático isto?! O serve apenas para fazer sofrer? Para que, se não é didático? Se não leva a pessoa a arrepender-se e retroceder de seus erros para caminhar por caminhos melhores e acertar, de que serve esta lição, que acarreta pessoas que levam vida exemplar?
“Calma! Não é bem assim: as pessoas possuem defeitos de caráter apenas porque ainda não são espiritualmente evoluídas” – dizem, “mas não há necessidade de preocupação quanto a isto, pois quem conheceu o espiritismo já encontrou o caminho”. Não o da mudança de comportamento ou de caráter, mas o da evolução espiritual, que se dá sem parâmetros. Talvez tenha que desencarnar e encarnar várias vezes – pagando conseqüências de erros que disseram que praticou em vidas das quais não tem consciência – até alcançar a evolução perfeita. Decerto terá que sofrer por muito tempo em esferas de trevas piores do que a vida que tem agora – o que é muito cansativo e tenebroso, incerto também, mas não tem problema, não terá, para isto, que seguir “tabus” ou normas bíblicas, o que já é um grande alívio. Então já está livre de um karma. Afinal a Bíblia é cheia de conselhos de saúde, de conduta social, de caráter elevado, etc., e, sendo seguida, até se alcança uma qualidade de vida superior, mas tem que abster-se de muitos prazeres. Para que viver privando-se de tudo, se as doenças não possuem causas materiais nem externas, tampouco são resultantes de acontecimentos atuais, pois estão no espírito, que não é matéria, mas é afetado por agentes irreconhecíveis, que são trazidos de outras vidas – não através do DNA – e acabam por afetar a matéria, o que é improvável cientificamente? Portanto, não temos como evitar ter doenças, mas podemos tratá-las através do espírito e só através do espírito, mas sem aprendizado teórico, apenas prático e a prática é a caridade.
Mas a vida da pessoa parece melhorar de fato. Ela já é um médium. Pode ajudar pessoas a conviverem e dominarem suas obsessões – não a fome, tampouco a miséria material, que decerto são também sintomas do espírito debilitado. Até porque as dificuldades materiais das pessoas que vão nos centros espíritas, embora de pouca cultura, são relativas a contas atrasadas, como a prestação do carro, da máquina de lavar louça, do vídeo, do celular, etc.. Dificilmente trata-se de falta de alimento, moradia ou vestuário. Por isto a ajuda humanitária no centro espírita restringe-se às curas – embora os médiuns vivam em médicos e clínicas convencionais – e ajudar as pessoas a controlar os espíritos irreverentes que surgem em suas vidas.
Quanto à culpa, essa não existe mesmo. As pessoas no centro espírita estão evoluindo, embora não lhes tenha sido apresentado qualquer parâmetro de evolução. Mas um dia cada um poderá viver eternamente no paraíso, ou no nirvana, ou lugar para onde vão as almas elevadas, ou até mesmo no seio de Abraão, mesmo que não tenham aprendido o sistema de vida de lá.
Segue fazendo o bem – o que Jesus mandou. Olha de vez em quando ao redor e percebe que as pessoas que não aceitam sua doutrina, muitas delas, também praticam a caridade.
– Será que estão evoluindo também? Mas como estariam, se não conhecem o caminho para isto, q se aprende no centro espírita? Existem outras doutrinas que podem levar à evolução espiritual? Será que eles são piores ou melhores? Onde Jesus entra nisto?
Diz-se muito que Jesus é o inspirador da doutrina espírita, embora no centro espírita Ele somente tenha alcançado o papel de profeta e santo, como os outros. Porém, apesar de que Cristo é evocado lá, percebe-se que muito se evita o estudo da Bíblia para ver quem Ele é. De onde se conhece Jesus senão da Bíblia? Como posso conhecê-lo se não o ver na Bíblia?
– Mas, afinal, questiona: porque Jesus morreu se Ele não é o único que pode salvar? Buda também pode. Ou não pode? Maomé pode; São Cipriano; eu mesmo posso, através da evolução espiritual. E, se Jesus pode me salvar, salvar-me-ia do quê, se nem mesmo a morte, que eu tanto temia, existe? Salvar-me por que, se estamos evoluindo e aprendendo a salvar-nos? Um dia seremos perfeitos, santos e merecedores. Mereceremos viver eternamente. Seremos como Deus, pois temos o conhecimento de tudo. Aliás, Deus mesmo é meramente uma energia dentro de cada um de nós e solta no universo – não é uma pessoa que pensa. Apenas precisamos domar essa energia, como domamos a água dos rios. Estamos inclusive aprendendo a manipular a energia de Deus. Se aprendemos a manipular a energia do fogo, da água, do sol, a energia nuclear, enfim, aprenderemos também a manipular a energia de Deus e a usaremos em nosso favor e teremos tudo o que quiser-mos, resolveremos todos os nosso problemas de relacionamento quando formos deuses. Isso será o resultado de nossa evolução espiritual.
Mas e os meus pecados, onde entram? Por que essa voz me inquieta? Por que minha consciência não me deixa em paz? Será que existe afinal pecado? Afinal, porque eu sempre faço as coisas certas, mas o resultado é negativo? Será que estou fazendo tudo certo? Se não estou, como poderei saber?

Por Wilson Amaral
Wilson do Amaral
Enviado por Wilson do Amaral em 14/08/2006
Reeditado em 14/08/2006
Código do texto: T216345
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Wilson do Amaral
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