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Texto

Imitadores do Apóstolo Paulo – 2 Coríntios 6
 
Tudo o que Paulo vinha dizendo aos coríntios tinha em vista, principalmente, convencê-los de que deveriam viver em santidade para o Senhor, uma vez que não devemos esquecer dos muitos problemas que estavam ocorrendo naquela Igreja e que foram exaustivamente comentados por Paulo na sua primeira epístola dirigida a eles, notadamente quanto ao que se referia a comer coisas sacrificadas a ídolos nos templos pagãos.
O testemunho da vida santificada do apóstolo é o que deveria ser seguido por eles, e não os argumentos carnais dos seus opositores, que seguiam a inclinação da carne e não do Espírito.  
Como poderiam se sustentar de pé tais argumentos carnais em face da exposição do evangelho que Paulo não somente pregava, como também vivia, e que agora estava recordando aos coríntios por carta?
Assim, ele conclui o 6º capitulo com admoestações, para que os coríntios não se prendessem em jugo desigual com os incrédulos, e que não se associassem a eles em suas obras dedicadas a ídolos e demônios, e que saíssem portanto, do meio deles, porque eram templo do Deus vivo, e não deveriam deste modo, tocar em nada imundo para serem agradáveis a Deus.
Veja que ele está concluindo com base no modo de vida carnal com concessões à idolatria que muitos deles estavam fazendo ou aprovando.
Assim tudo o que o apóstolo havia dito antes, inclusive na parte inicial deste capítulo, tinha o propósito de chamar os coríntios a imitarem o seu modo de vida cristã, que era segundo a verdade, e não segundo os seus próprios pensamentos e vontade. 
Eles deveriam fazer um uso adequado da graça que lhes estava sendo disponibilizada pelo Espírito, de forma que não a tornassem vã, em seus efeitos, por apagarem o Espírito com os seus pecados. 
A chamada à santificação não era uma invenção de Paulo, mas uma chamada do próprio Deus, e todos os ministros do evangelho são apenas cooperadores do testemunho da chamada à reconciliação que o próprio Deus faz através do Seu Espírito. 
Por isso se requer santidade de vida dos que pregam o evangelho, para que o ministério não seja censurado ou que venha a ser motivo de escândalo.
Antes, assim como Paulo todo ministro fiel deve ser recomendável em tudo, seja na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias, nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns, na pureza, no conhecimento, na longanimidade, na benignidade, no Espírito Santo, no amor não fingido, na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, à direita e à esquerda, por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama; como enganadores, e sendo verdadeiros; como desconhecidos, mas sendo bem conhecidos; como morrendo, mas vivendo; como castigados, e não mortos; como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo, e possuindo tudo.
Todas estas coisas estavam em Paulo e devem ser achadas nos demais ministros de Deus, se forem chamados a participarem delas, especialmente daquelas coisas que são comuns a todos eles, porque ainda que alguns não venham a sofrer prisões e açoites como o apóstolo, é certo que serão aperfeiçoados para o ministério, e mantidos humildes, pelas aflições que sofrerão.
Então estas são as marcas de um ministério verdadeiro, as quais são tidas em alta conta e estima somente pelo espírito. A carne e o mundo não podem apreciar tais coisas.
O espírito as aprecia porque é por elas que ele é liberado das amarras do homem exterior, para que possa servir a Deus em liberdade e no poder do Espírito Santo.
É por estas coisas, sofridas com paciência e vividas por amor ao Senhor, conforme a capacitação da Sua graça, que se pode ter o coração dilatado para suportar ofensas, ingratidões, e as fraquezas daqueles que servimos, porque já não mais nós vivemos, senão Cristo vive em nós, e é pelo Seu amor que podemos todas estas coisas.
Mas quando não se tem um coração dilatado, por se estar estreitado em seus próprios afetos, tal como os coríntios, isto é, por se viver pela energia da alma com suas emoções, vontades, sentimentos e tudo o mais que não pertence ao espírito, não se pode viver do modo como vivia o apóstolo, mas importa que se coopere com o trabalho do Espírito em dilatar o nosso coração, para que possamos amar assim como Cristo nos ama.        
 

 
“1 E nós, cooperando também com ele, vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão
2 (Porque diz: Ouvi-te em tempo aceitável E socorri-te no dia da salvação; Eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação).
3 Não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado;
4 Antes, como ministros de Deus, tornando-nos recomendáveis em tudo; na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias,
5 Nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns,
6 Na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade, no Espírito Santo, no amor não fingido,
7 Na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, à direita e à esquerda,
8 Por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama; como enganadores, e sendo verdadeiros;
9 Como desconhecidos, mas sendo bem conhecidos; como morrendo, e eis que vivemos; como castigados, e não mortos;
10 Como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo, e possuindo tudo.
11 Ó coríntios, a nossa boca está aberta para vós, o nosso coração está dilatado.
12 Não estais estreitados em nós; mas estais estreitados nos vossos próprios afetos.
13 Ora, em recompensa disto, (falo como a filhos) dilatai-vos também vós.
14 Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?
15 E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?
16 E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
17 Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei;
18 E eu serei para vós Pai, E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso.” (2 Coríntios 6)
 
 
Silvio Dutra
Enviado por Silvio Dutra em 20/01/2013
Código do texto: T4095411
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Sobre o autor
Silvio Dutra
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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