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A importância do Chamado!

“A Importância do Chamado ao Ministério Extraordinário da Sagrada Comunhão”

                      I Parte

       Queridos Irmãos e Irmãs, mais do que nunca se faz necessário pararmos para ouvirmos e meditarmos sobre esta nova fase de nossa vida, este novo rumo a qual damos à nossas vidas nessa caminhada pela face da terra.
Ouvirmos e meditarmos para melhor compreendermos este chamado o qual estamos respondendo com o nosso sim; pessoal, particular e íntimo para DEUS; e o fazendo, estamos assumindo nossa condição real e verdadeira de Filhos de DEUS, condição esta assumida em nossa Batismo. Mas, como sabemos todas as mudanças trazem sempre receio, confusão e um pouco de insegurança, principalmente quando se trata de um aumento de intimidade para com o Cristo Eucarístico, um apego ao Cristo Palavra e uma cumplicidade de  vida e doação do Cristo Sacerdote. Bem, como vemos uma nova fase, cheia de mudanças e novidades para aproveitarmos e Evoluirmos no sentido mais amplo desta palavra. Sabemos que a princípio são maiores os medos e os receios, pois estamos falando de tocarmos, carregarmos, tratarmos e conduzirmos o próprio Cristo; e quando falamos de Cristo, isso já basta para nos balançar bem lá no fundo da alma; e acredite, estes são os principais motivos que nos leva a dizer de imediato quando do convite à sermos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão: -“Eu, eu não sou digno desta função”, ou “Eu não sirvo para isso” e Talvez alguém diga ainda: - “Não tenho vocação para isso”, mas também é o principal motivo que nos leva a aceitar a este chamado, e além do mais não podemos esquecer que não nos devemos julgar indignos ou não merecedores de tamanha graça, a graça deste chamado, pois quem chama é Cristo e Ele nos quer exatamente como DEUS nos fez. E para podermos compreender bem o que está acontecendo e o porque de sermos nós os escolhidos para esta função tão sublime no seio da comunidade, basta lembrarmos que: - Se em Jeremias 1,4-5, DEUS nos fala que: “- Antes mesmo que no seio fossemos formados, Ele nos conhecia; e antes de nosso nascimento, Ele nos havia consagrado e destinado a ser profeta das nações”, nos mostra claramente que fomos gerados e agraciados com nossos dons pelo Amor que DEUS tem aos filhos seus e por este Amor e em nome Dele fomos gerados e se fomos gerados pelo Amor, somos fruto dele e por ele estamos dispostos a atender e a servir, servir com Amor. E em Isaias enquanto o Profeta dizia: “- Ai de mim! Estou perdido porque sou um homem de lábios impuros, e habito com um povo também de lábios impuros”, essa passagem nos mostrava que muitas vezes também nos julgamos incapazes para atender ao Cristo que Clama nosso auxílio: seja se julgando um pecador ou um incapacitado físico pela idade ou limitações; incapacitado intelectual por falta de cultura ou pelo desacostume de usa-la; mas se DEUS tem a humildade de se fazer precisar de nós, em contrapartida nós temos a humildade de nos reconhecermos pecadores, Indignos, mas mesmo assim aceitar e esperar no Senhor a providência, que a nós vem em forma de Brasa que tirada do Altar da vida, do próprio Cristo, vem nos auxiliar e nos mostrar a servirmos com Amor e Humildade  ao Senhor DEUS dos exércitos que socorre, e se DEUS já nos preparará desde antes do tempo ser tempo, oferecendo ainda seu espirito para nos purificar, enviando um serafim em nossa direção, trazendo na mão uma brasa viva, que tinha tomado do Altar com uma tenaz, apricando-a em nossos lábios,  tirando o pecado e apagando nossas faltas, realmente só faltava nos chamar para sermos exatamente aquilo que Ele quer que nós sejamos, e em nosso caso, Ele quer que cada um aqui possa fazer parte de sua família de Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão, necessitando para isso apenas que evoluamos e assumamos nossa vocação com amor e carinho à qual ela merece e levando sempre em conta o Amor e a Humildade visando a Glória de DEUS. Para tanto deveríamos lembrar sobre o chamado dos apóstolos e em especial o chamado de Simão, pois nos mostra bem como acontece conosco passo a passo, e nos mostra a necessidade de Evoluirmos constantemente, sempre estudando, praticando e nos aperfeiçoando na comunidade e no serviço aos irmãos, fazendo Igreja e sendo Igreja.( Texto do Evangelho de Lucas 5, 1-11 ). Vejamos, quando Cristo chega ao lago de Genesaré, o povo se comprimia ao seu redor para ouvir a palavra de DEUS. Vendo duas barcas estacionadas à beira do lago, Cristo Subiu em uma delas que era a de Simão. Simão Pedro, era uma pessoa segura de si, sentia-se competente em sua profissão, conhecia profundamente a arte da pesca e da produção de redes, era um chefe nato, competente e cativador. E enquanto Jesus ensinava e pregava para aquele povo, Simão ouvia a tudo. Quando acabou de falar, Jesus disse a Simão “Faze-te ao largo, e lançai vossas redes para pescar”, Simão seguro de si e conhecedor da arte de pesca; diz a Jesus: “Mestre, trabalhamos a noite inteira e nada apanhamos”, tentando mostrar à aquele Homem que de nada adiantaria pescar ali e naquela hora; mas diante das maravilhas que Cristo dissera a multidão; Simão completa: “mas por causa de tua palavra, lançarei a rede”, fugindo assim das responsabilidades de uma pesca que com certeza para Simão seria um fracasso total. Quantas vezes nós homens, agimos sem prestarmos atenção ao que realmente está acontecendo em nossa volta e quantas vezes realmente nós acreditamos saber de todas as respostas, chegando a acreditarmos que nossa palavra tem que ser a última, que aquilo que acreditamos realmente “é”; chegando a nos levar a atitudes realmente repulsivas, a fazer julgamentos errôneos, a tomarmos decisões prejudiciais a nossa vida e a nossa comunidade, pondo em risco todo o trabalho de formação e Evangelização, não só das pessoas, mas de uma comunidade inteira e o que é mais grave ainda; magoando filhos de DEUS que poderiam estar agindo melhor que nós, se não tivéssemos julgado sem conhecimento de causa, que poderiam estar convertendo muito mais Cristãos do que nós convertemos; se nós não tivéssemos feito nossa inquisição particular, levando a perder tamanho Dom que DEUS plantou na terra para nos ajudar, e agindo assim só fazemos  provar que somos atrasados e sem evolução alguma; como a Simão, que confiante no que acreditava disse à Cristo que não adiantaria nada pescar pois naquele dia não haveria peixes ali. Mas uma luz, a Luz do Cristo palavra que acabara de ser acesa dera frutos e por causa das palavras de Jesus, Simão armou suas redes e tamanha foi sua surpresa e sua pesca, que as redes se rompiam. Simão acena aos companheiros da outra barca que vem em seu auxílio, mostrando a nós que as palavras da formação da Igreja Cristã começaram a fazer efeito e em função da palavra de Cristo se uniam barcas, se fazia comunidade. Se fizermos uma parada e avançarmos no tempo até após a ressurreição de Cristo e pararmos no lago de Tiberíades veremos esta cena da pesca se repetir, mas desta vez as redes não se partiam; passaram mais de três anos para que as malhas da Igreja adquirisse força, para que os apóstolos, em especial Simão Pedro adquirisse maturidade e força para levar o Cristo e Sua Igreja adiante; a Igreja Apostólica precisava crescer e evoluir; da pescaria do Lago de Genesaré ao Lago de Tiberíades; no princípio o despreparo não nos dava forças, mas com o caminhar junto ao Cristo, a convivência diária com seus ensinamentos, a meditação e os estudos de tudo aquilo que Ele nos deixou, a perseverança e o Amor ao Mestre tornaram seus discípulos fortes e capazes de pescas muito mais fartas e proveitosas, e assim acontecerá conosco, não será apenas com um curso que estaremos prontos e maduros o suficiente para realizarmos nossos trabalhos qual o Cristo nos chamou, mas será um aprendizado lento e constante, que perdurará por todos os dias de nossa maravilhosas vidas. A rede fraca precisava ser fortalecida, mas o primeiro passo foi crer e obedecer ao que Jesus dissera: “Vá ao Largo, e lançai vossas redes a pescar”; no plural, não apenas a um Simão, mas a todos os “Simão” que pudessem ouvir e reagir às ordens de Cristo; e crendo e obedecendo ao Cristo damos o primeiro passo para nossa Evolução e multiplicação dos ideais Cristãos, Filhos do Amor de DEUS, que se empenham em atender seu chamado como nós Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão que servem com Amor, Humildade e Obediência, fechando e formando assim o lema de nosso ministério.
Mas, muito mais que atender ao chamado, Simão nos mostra que para ser Pedro é necessário muito esforço, doação e amor. Para alcançarmos a plenitude de nossos dons, é necessário pratica-los, força-los a se mostrar, fazer com que eles não sejam sufocados pelos prazeres da vida, mas que junto com os prazeres da vida eles também possam proporcionar prazeres, Alegrias a nós e tantos outros que conosco convivam. Ser Pedro é saber que mesmo quando erramos, por sermos humanos, Santos e Pecadores; somos capazes de nos reerguermos e retomarmos à nossos trabalhos de onde paramos, é ser capaz de ouvir e detectarmos a Palavra de Cristo e a Ela nos rendermos, mesmo acreditando que temos razão, é sermos capazes de experimentar  essa boa nova de Salvação lançando nossas redes em águas que nem mesmo nós acreditamos que possa pegar algum peixe, é reconhecer o Mestre mesmo quando estamos nus, é aceitar a nós mesmos como somos, por que é exatamente isso que DEUS quer. Pedro ainda nos ensina que devemos deixar as redes velhas, redes que romperiam e que romperam, é preciso confeccionar redes de malhas muito mais resistentes, como aquelas usada na pescaria do lago de Tiberíades: redes que só puderam ser confeccionadas pelo apego, esforço, dedicação e entrega individual e particular de cada apóstolo a seu aprendizado. ( Tiberíades: - Lago onde os discípulos pescaram após a ressurreição).
Por mais impressionante que isso possa parecer, os apóstolos só conseguiram ser o que foram, porque eles tiveram espaço para participar, mesmo errando a principio, mas eles estavam lá; aprendendo, opinando e fazendo aquilo que aprendera, até que Jesus os coloca a prova para caminhar sós, os envia com uma ressalva: \" Levem apenas uma túnica, um cinto e uma sandália...\" e quando voltam, alegres e felizes contam – nos as maravilhas que puderam fazer com tudo aquilo que aprenderam com seu Mestre. O envio dos 72 nos acaba deixando bem claro que todos são chamado, mas poucos os que realmente acabam escolhidos; na maioria das vezes nós mesmos acabamos por nos excluirmos: uns por limitações próprias, tais como cultura, idade, condicionamento físico e saúde; outros por alguma imposição da vida como, trabalho, família, amigos e vícios; em alguns casos por incompreensão, ou pela não aceitação de determinada regra ou colocação recebida que em sua maioria não passa de mal entendidos, valendo deixar como exemplo o fato de que dos 72 discípulos enviados só ficariam os 12, os mesmos que acompanhariam Jesus até sua Morte, isso pelo fato de que em determinado momento Jesus diz que só poderiam ser salvos aqueles que comessem sua carne e bebessem de seu sangue, e isso dito taxativamente, não como metáfora, mas como realidade incontestável. Este envio nos mostra também que a melhor maneira de se aprender e crescer é justamente termos oportunidade para mostrar o que sabemos, embora para isso dependa muito de quem está no comando ou na formação destas pessoas. Um comando, ou uma coordenação que é totalitária, onde só quem está no poder manda, acaba gerando coordenados inseguros, assustados e amedrontados incapazes de tomar atitudes por si sós, ou incapazes de agirem corretamente em uma inevitável ausência da coordenação. Basta pensar que Cristo instruiu e preparou todos seus discípulos para o dia em que Ele não mais estivesse presente fisicamente em nosso meio, fosse Lembrado e transmitido todos Seus ideais e Suas Palavras; pelo fato de saber que: tendo os discípulos preparados,  Cristo poderia permanecer em nosso meio eternamente, como realmente está; na Eucaristia, Sacramento e Sacrifício; no Evangelho, palavras e ensinamentos do próprio Cristo; e em nossa memória, como verdadeiro Senhor, filho do Amor de DEUS Pai para conosco, nosso Irmão, Amigo e Companheiro, redentor da humanidade. Assim também ocorre conosco, quando um coordenador prepara seus coordenados para o substituí-lo e representa-lo em qualquer lugar e em qualquer circunstância, certamente sua presença jamais morrerá e sua memória, seu jeito, suas palavras e seus ensinamentos se manterão acesos pelos restos dos dias. Ninguém substitui ninguém, mas com certeza poderá representa-lo, personifica-lo, transmitir tudo aquilo que ela mais desejava que fosse transmitido à posteridade ajudando em muito no crescimento da Comunidade.
Como Simão que por Cristo se tornou Pedro, também vamos crescer, e em alguns momentos vamos errar, tropeçar e cair; correremos o risco até de negar o Cristo. Mas muito mais que errarmos, vamos aprender a nos reerguermos, sabemos que vai ser difícil, mas em muitos casos será para o nosso bem e o da Santa Igreja. O importante para nós é aprender a crescer, descobrir que estamos nus, reconhecer o Cristo, Dele nos aproximarmos recebermos o convite para auxiliarmos na divulgação de seu Reino, trabalhando lado a lado de seu SER, para isso provando nosso Amor dia a dia, e como a Pedro Cristo Pergunta a nós: - “ Ministro Pedro, tu Me Amas mais que aqueles?”- E humildemente respondemos: -“Sim, Senhor, tu sabes que te Amo.” – E Cristo com um infinito Amor nos diz:- “Auxilia Meu Sacerdote à Apascentar meus Cordeiros”, e mais uma vez Cristo pergunta “Ministros, Vós me Amais?”- E humildemente respondemos: -“Sim, Senhor, tu sabes que te Amamos.”- – E Cristo com um infinito Amor nos diz:- “ Leva meu Corpo e Meu Sangue à meus Cordeiros”, e ainda mais uma vez Cristo pergunta “Ministros, Filhos Escolhidos Meus, Vós me Amais?”- E humildemente respondemos: -“Senhor, Sabes tudo, tu sabes que te Amamos.”- E Cristo com um infinito Amor nos diz:- “Leva – Me a Todo o lugar que encontrar um Cordeiro Meu.” Daí vamos compreender o que era todo aquele ardor que sentíamos e não entendíamos, vamos compreender o que era aquele fogo que consumia nosso peito, aquela ferida que doía na Alma. Descobriremos que era tudo Amor e não mais nos importaremos de sermos questionados dia após dia de nosso Amor para com Cristo; ao contrário, será um prazer confirmar nossa fé e nosso Amor para com nosso Senhor dizendo:         ..
-   “ Sim, Senhor, nós Te Amamos, e com o teu Sacerdote apascentamos seus cordeiros!”
- “ Sim, Senhor, nós Te Amamos, e na  tua Igreja Divulgamos Tuas Palavras!
-     “ Sim,  Senhor,  nós  Te  Amamos,   e   Te   levamos   a   todos   os   lugares ..onde tem  um Filho Teu!”

                         II Parte
\"O Chamado e suas Conseqüências.\"
Muito mais que responder ao chamado e acabar descobrindo que fomos chamados justamente por ser quem somos e que isso acarretará em uma infindável seqüência de passos evolutórios; queiramos ou não, e é justamente as conseqüências que estes passos trarão em nossas vidas daqui para frente que gostaríamos de tratar.
Por exemplo.
Uma borboleta é um Dom  que a natureza nos dá, um espetáculo de beleza, leveza em uma chuva de cores e  harmonias. Mas pensemos no caminho que ela percorreu para chegar a ser o que ela é neste momento. Primeiro um pequeno ovo, depois uma pequena lagarta, que por compulsão vai comer, e comer muito, a lagarta vai começar a crescer e comer mais ainda, vai acumular energia e força para o momento em que ela procurando um abrigo se cobrirá com uma crisálida para se transformar naquilo que tanto nos enche os olhos: uma borboleta. A lagarta terá morrer para que a borboleta possa nascer, e em instante nenhum a borboleta poderá fazer seu caminho evolutivo ao contrário; pelo contrário só poderá caminhar para frente em seu processo evolutivo, também a borboleta que precisou ser lagarta um dia; foi lagarta não porque o quis ser, mas por que DEUS à criou assim. Para a lagarta, se transformar em borboleta faz parte das conseqüências que ela assumiu quando nasceu lagarta, e por instinto ela precisou adquirir muita força e energia para poder cumprir o papel qual o foi designado: morrer e renascer como uma bela borboleta. Por sua vez, para a borboleta Ter sido um dia uma lagarta faz parte de uma passagem evolutiva necessária para que ela atinja os preceitos, quais foram lhe dados. Para ambas, seus estágios evolutivos, posterior e anterior fazem parte das conseqüências de suas naturezas.
Se para as lagartas e borboletas as conseqüências de suas existências já são complicadas: imaginem para nós seres humanos, homens e mulheres criados a imagem e semelhança de DEUS, dotados de espírito e sabedoria: qual não é a necessidade de se viver as conseqüências da nossa existência., e em  particular agora, nesta nova fase de nossas vidas. Quando comparamos nossa existência com a de uma borboleta, nós não estamos dizendo que ao evoluirmos ficaremos mais belos fisicamente e muito menos que renasceremos aqui um dia melhores do que somos agora, provavelmente para muitos de nós, nosso estágio aqui na terra não passará da lagarta que esta acumulando energia para morrer, e morrendo gerar, renascer em um corpo glorioso, como uma borboleta. Renascermos com um corpo Glorioso, faz alusão a ressurreição de cada um de nós lá no céu \" Paraíso \".  Poderemos até ficar melhor fisicamente com a evolução espiritual a qual nos referimos quando dizemos que a lagarta vai comer compulsivamente,  acumulando energia para sua transformação, acumulando sabedoria para completar nosso estágio nesta terra. E até por que, quem é que disse que uma lagarta não acha outra lagarta bonita.

(Como para a lagarta; nossa evolução está intimamente ligada a nossa natureza, aproveitemos bem estes dias que estamos passando juntos, comamos e acumulemos energia suficiente para podermos completar nossa transformação; usemos aqueles que nos ensinam de Alimento.
(Crisálida: s.f.- Ninfa dos lepidópteros, etapa intermediária entre a lagarta e a borboleta. Invólucro ou casulo dentro do qual se opera a transformação da ninfa em borboleta. Coisa latente. _“ Encicl. ZOOL.- Imóveis, freqüentemente protegidos por um casulo ou escondidos em abrigos, as crisálidas repousam em sono aparente durante um tempo variável segundo a espécie [ de alguns dias  a quase um ano ]. Quase todos os órgãos da lagarta são destruídos enquanto os órgãos da borboleta se formam. A eclosão por fim,
se faz através  de uma fenda dorsal longitudinal.)

Paremos um instante, imaginemos um  inseto de aparência tão repugnante, que logo ao nascer, come os restos do ovo qual o formou. Inseto tão repugnante que causa medo e enoja muitas mulheres e a maioria dos homens, tem em sua aparência tudo aquilo que nos desagrada, mas que mesmo por tudo isso se transforma modifica, torna-se um dos poucos insetos que o homem realmente aprecia.
O Inseto que nasce para comer, comendo se prepara para se transformar e mudar; nossa vida e o meio em que ele vive. Um inseto que incomoda muita gente, e que para nós hoje vai ser alvo de estudos e comparações com nossa vida e suas conseqüências.
Tanto para o inseto em questão como para nós, nascermos para evoluir já faz parte da conseqüência de nosso nascimento, um pela conseqüência da natureza animal, outro pela natureza humana, mas os dois pelos dons e graças de DEUS nosso criador. Para nós, que nascemos homem e mulher, ganhamos de DEUS a condição e graça da Vocação humana. Por nascermos nesta graça já ganhamos o direito ao Amor de DEUS, amor que gera a vida, não a morte, e se nascemos para viver, viveremos eternamente ao lado Daquele que nos criou. Por fazermos parte deste projeto de DEUS desejamos acompanhar evoluir e fazer juz a esta graça, graça da vida. E pela procura desta evolução que é uma conseqüência de nosso nascimento no projeto de vida de DEUS, nós encontramos os ideais de Cristo e a partir daqui começamos a segui-lo de forma progressiva com uma entrega total e confiante em suas palavras, e participando de seus ideais pela busca de nossa evolução e evolução dos irmãos, dando assim início a nossa vivência na vocação Cristã.
Estas duas etapas de nossa vida são comparadas às etapas do nascimento da Lagarta, em uma quando rompe para a vida e logo descobre para que veio e já começa sua tarefa, e vai comendo, vai comendo da casca de seu ovo, até as folhas mais suculentas da natureza; a outra com seu reconhecimento de seu ser, parte em busca de seu ideal de evolução, isto quando se dá a sua partida para encontrar o alimento que lhe vai dar energia para sua transformação. Vejamos:
O homem lagarta quebra a casca de seu ovo ao romper o cordão umbilical para a vida, seu choro que para nós pais é um símbolo de alegria, pois a vida mais uma vez venceu dando esperança; a vida que venceu vai perdurar agora eternamente e eternamente vai levar nossa evolução a frente. O homem lagarta que agora descobre que é filho do amor, parte em busca de sua resposta íntima ao desejo de evolução, vai comer e assimilar tudo o que tiver ao alcance de sua fome voraz de conhecimento, da sua fome de conhecimento até a sua necessidade de fome fisiológica. Mas muitas vezes, nesta procura constante pelo alimento e conhecimento; procura qual promove a evolução natural das espécies e o aprendizado para nosso viver diário, o homem e a lagarta acaba por encontrar e passar por caminhos difíceis, e em alguns casos até intransponível, situações de extremo risco tanto para a evolução, como para a perpetuação da espécie. Em alguns casos ambos se desviam tanto do seu ideal principal que não mais conseguem chegar ao seu destino final que é a evolução, a metamorfose em borboleta.
Podemos dizer que de um modo geral, homem e lagarta em sua maioria jamais chegam a borboleta, poucos em crisálida, em sua maioria ficam no estado de lagarta; uns porque se perderam nesta mudança de caminho e não mais encontraram o caminho de volta, outros porque em um momento trágico veio as aves do céu e se alimentaram deles, outros porque foram pisados e esmagados por aqueles que eram maiores e mais fortes, fazendo com que desistissem e parassem pelo caminho, e alguns ainda pelo puro comodismo de acharem que não precisa evoluir, e que do jeito que está, está bem, preferindo ficarem a sombra vendo o jogo da vida, ou a novela da busca dos outros pela evolução.
Os poucos que chegam a crisálida, são os que tem mais visão, e que desde de o início parecem ser mais bem preparados e dispostos que os demais. São aqueles que entenderam qual era sua missão, e assumiram suas conseqüências. Entenderam ou procuram entender, pois a buscas pelas respostas qual necessitamos, é uma busca constante e incessante de todos seres em evolução.
Aceitar e assumir estas conseqüências nos mostra a verdadeira capacidade de compreensão da missão de cada ser nesta terra, e em especial para nós lagartas ou humanos que precisão se transformar. Podemos dizer então que aceitar sua missão, não é vê – La   como um Status, mas como serviço, serviço é trabalho, e o trabalho enobrece, e olhando bem para a tarefa da vida que cada um aceitou ao nascer, descobriremos que é muito trabalho.
O trabalho é uma conseqüência daquilo que necessitamos para atingirmos um determinado lugar, ou conseguirmos determinado objetivo.
Para a lagarta, chegar até à uma horta, um canteiro, uma árvore ou um arbusto é um trabalho necessário em sua trajetória no processo de evolução. O trabalho já faz parte de sua trajetória evolutiva, quando ela cumpre esse trabalho, consegue seu alimento e consegue também manter – se ativo em sua evolução.
Para nós o trabalho também faz parte de nosso processo evolutivo, mas muito mais que parte deste processo, o trabalho para nós é uma conseqüência deste processo. Para podermos comer e comer em todos os sentidos precisamos estar sempre trabalhando em busca de um ideal, ou em busca de nossos objetivos.
Lagarta, ou borboleta?
O que realmente importa é que para elas tanto faz a aparência de uma como da outra, mas sim aquilo que são capazes de fazer e representar neste mundo.
Agora façamos uma parada e separemos os passos das Conseqüências de nosso chamado a vida e ao Ministério Extraordinário da Comunhão Eucarística.
O Primeiro é o Reconhecimento:
Eu sou filho do Amor de DEUS, tenho o Dom da vida, da vida em abundância, o Dom da vida eterna e um dia voltarei para este Amor. E se sou filho do Amor e um dia à Ele voltarei, em prova de meu amor e gratidão por tamanho Dom, vou ajuda-lo a transmitir esta boa nova a todos aqueles que não a viram e nem a sentiram.
O Segundo é a Busca.
Se me reconheci filho do Amor de DEUS e em prova de minha gratidão vou transmitir sua boa nova aos irmãos, tenho que me preparar para esta jornada, Tenho que buscar forças Físicas, intelectuais e espirituais para dar início a minha jornada, e o melhor lugar para se começar e dentro de minha casa, na casca de meu ovo, no seio da minha família.
O Terceiro é a Evolução.
Desde quando comecei no seio da minha família para cá, tive a impressão de que; tudo o que eles podiam me oferecer como aprendizado imediato, uma hora iria se esgotar; A casca de meu ovo já estava quase toda comida, senti então que necessitava de mais conhecimento, mais dados reais para que eu pudesse começar a transmitir a boa nova do Pai. Desde de então saímos comendo as folhas mais suculentas pelas escolas da vida e de tudo que era bom aproveitamos, com isso cresci, cresci e cresci. Descobri que tudo o que eu conseguira não mais cabia em mim e não mais condiz com meu atual ser, estávamos precisando então de mudar, nos transformar para podermos ir ao encontro daquilo que buscávamos.
O quarto é o Encontro.
Dentre muitas coisas que realmente eu pude aprender na vida, e acredito que é aquilo que mais encanta as pessoas, que sem perceber começam a enxergar desta maneira, ou começam a percebe assim a presença Divina. Aprender que não precisamos criar métodos de busca e procura, viajarmos ao longe procurando onde está, criar um modo de se achar “Encontrar” a DEUS; Lembre-se, todos nós vivemos a procura de um método para encontra-lo, e acabamos esquecendo que não se faz necessário uma busca por Ele. Ele incontestavelmente não está escondido, ou muito menos está em um lugar de difícil acesso, complicado. Ele esta presente bem mais perto do que imaginamos, bem mais acessível do que merecemos e menos descomplicado do que sonhamos. Quando aprendermos a ver DEUS nas pequenas coisas, nos pequenos lugares; como na aranha que confiante na força interior de seu fio, joga-se sobre a imensidão dos abismos, ou na graça e na leveza de um beija-flor. Quando aprendermos a ver DEUS em tudo, aprenderemos que não necessitamos de buscar DEUS; ao contrário, Ele incessantemente vem até nós, se oferece, se faz presente, manda recados, nos protege, nos socorre, nos seduz e nos alimenta. Por isso dizemos que é o Encontro. Não se faz necessário procurá-lo, mas apenas ir ao seu encontro.
Quando a lagarta parte para o encontro de seu lugar, lugar onde ela se transformará. Lá bem no silêncio, nos seus instantes de solidão, consolidará este encontro, e num ato de entrega total a DEUS, Sua Natureza e Seus desígnios; vai ocorrer a transformação.
Uma boa comparação para nós com a lagarta, comparação que ilustra a frase que foi dita antes: \" Podemos dizer que de um modo geral, homem e lagarta em sua maioria jamais chegam a borboleta, poucos em crisálida, em sua maioria ficam no estado de lagarta...\", é a Quaresma:
Na quarta-feira de cinzas, o homem é levado ao seu reconhecimento: \"Lembrando-se, somos pó e ao pó voltaremos\" e chamados a trabalhar pelo reino e em Sua Palavra: \"Convertei - vos e Crede no Evangelho.\"; Durante os outros quarenta dias restantes, o homem estará se preparando em uma busca para acumular Sabedoria e prudência; nas quartas e sextas-feiras, disposto e já mais preparado e Evoluído, o homem faz jejum e abstenção em honra, glória e amor a DEUS; Na semana Santa, o homem vai a procura de seu canto, seus momentos de solidão, vai para se encontrar com DEUS; tem em seu canto a quinta-feira Santa e o ápice de seu encontro na sexta-feira da Paixão, é quando o homem em profunda oração e adoração, se reveste de sua crisálida e se propõe a mudar, se transformar. Mas, no momento mais importante, onde o homem teria que ressurgir junto ao Cristo e seu Corpo Glorioso, ele para e... Volta ao estágio de lagarta, se preocupando em comer, e comer; deixando o ressurgir para depois.


                         III Parte.
O Sofrimento.
Mesmo falando nas Lagartas e em toda sua trajetória até chegar a beleza de uma Borboleta, não conseguimos deixar de notar uma falta nas comparações: “Tudo o que foi mostrado, não transparece sofrimento algum.”
Claro que não poderíamos deixar de tocar em um assunto de tamanha relevância, pois é no sofrimento que completamos nossa transformação, sofrimento este que nos acompanha desde nosso nascimento. Desde o nascimento também nos acompanha a idéia que o sofrimento é ruim e por comum costumamos culpar a DEUS por eles: “Por que DEUS deixou essa doença incurável entrar na minha família”, ou: “Por que DEUS permitiu que isto acontecesse em minha casa.”, ou também: “Por que comigo meu DEUS, justo eu que lhe era tão fiel” e ainda: “Por que meu DEUS, porque isso comigo e justo agora que estava indo tudo tão bem.”, mas em sua maioria, acabamos por esquecer que Paulo: “Agora eu me regozijo nos meus sofrimentos por vós, pois completo, na minha carne, o que faltava à paixão de Cristo pelo seu Corpo, que é a Igreja.” ( Col 1,24). Por mais que queiramos entender o porque do sofrimento, vamos nos debater com um modo de sofrimento, onde sofremos  por amor:
- Tobias, um justo e sofredor do Antigo Testamento, que obtêm do anjo Rafael este esclarecimento: “...Porque eras amado por DEUS, foi preciso que o sofrimento te provasse. ( Tb 12,13 – Vulgata ).
- O livro dos Provérbios também nós dá essa idéia de sofrimento por amor: “Javé repreende os que Ele ama, como um pai ao filho preferido...(Pr 3,12).
- Na Carta ao Hebreus, poderemos ver bem este conceito: “É para a vossa educação que sofreis. DEUS vos trata como filhos. Qual é, com efeito, o filho, cujo pai não educa? Se estais privados da educação da qual todos participam, então sois bastardos e não filhos..(Hb 12,7-8).
Embora todos estes textos nos mostre que o sofrimento tem para nós um valor educativo e até corretivo, ele ainda assusta muito; por exemplo: - Quando Jesus dá a entender que deverá subir para Jerusalém e lá ser preso, sofrer muito e morrer crucificado, assusta a seus apóstolos, principalmente a Pedro, que ficou horrorizado com esta idéia.( Mt 16,21-23).  Todavia, apesar de tantos textos e tantas pessoas nos dizendo que o sofrimento é isso ou aquilo, continuará existindo dentro de nós o hábito de encarar sempre o sofrimento como um castigo por alguma falta cometida. Se olharmos em Jo 9,2 veremos que até os apóstolos partilhavam de tal opinião: “... Rabi, quem pecou, ele ou seus pais, para que este homem nascesse cego...”, de certa forma e como foi dito antes, nem sempre o sofrimento é aceito ou entendido pelos seres humanos, principalmente se levarmos em conta que em sua maioria homens e mulheres acreditam que estão neste mundo para serem felizes, e que o sofrimento de nada ajuda na felicidade.
Mas no final acabamos por descobrir o valor do sofrimento; o próprio Jó reconhece e se retrata: “Sou aquele que denegriu teus desígnios, com palavras sem sentido. Falei de coisas que não entendia, de maravilhas que me ultrapassam... Por isso, retrato-me e faço penitência no pó e na cinza ( Jó 42,3.6). Lembrando o que foi dito na II Parte: “Que é na Quarta feira de cinzas que o homem se reconhece...”
Agora, se  pensamos que estamos livres dos sofrimentos só por que somos Cristãos, e em especial só por que fomos chamados por Cristo a sermos seus Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão, estamos inteiramente enganados. Pelo contrário do que possamos pensar, ao aceitarmos este trabalho, estamos aceitando também todos os seus sofrimentos, e olhe que não serão poucos, mas a Alegria de poder Tocar, Conduzir e Distribuir o Cristo a todos aqueles nossos irmãos necessitados e famintos; SÓ ISTO BASTARÁ E VALERA A PENA. Por isso em cada vez que tomar o Cristo Eucarístico em tuas mãos, lembre-se que é um momento único e a cada irmão que você disser: “O Corpo de Cristo”, será único e lhe valerá uma vida inteira em Cristo.
Para nós povo eleito de DEUS, sofrer transcende em muito tudo aquilo que poderemos dizer; o que vale a pena, e além de tudo é muito gratificante para cada um  é meditar os sofrimentos redentores de Cristo e compara-los aos nossos. Lembrando sempre, foi somente através da meditação dos sofrimentos redentores de Cristo que os apóstolos, iluminados por Pentecostes, chegaram à ciência da Cruz, que detém a chave de todo o mistério. E se trata de uma verdadeira conquista: “Perdi tudo aquilo que considero como esterco, para ganhar a Cristo...para conhecê-Lo, para conhecer o poder de sua ressurreição e a participação dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte, para ver se eu alcanço a ressurreição de entre os mortos ( Fl 3,8.10-11).
E se assim formos capazes, iremos ainda mais longe: atingindo a ciência da Cruz, como os apóstolos, alcançaremos também a alegria da cruz. E ai sim teremos uma verdadeira revolução e evolução, não só de conceito mais espiritual! Aquilo que antes nos apavorava, como apavorava os discípulos desestruturados, agora nos enaltecerá como enalteceu os apóstolos: “Chamaram de novo os apóstolos e mandaram açoitá-los com varas...mas eles deixaram o sinédrio muito alegres por terem sidos julgados dignos de sofrer ultrajes pelo nome de Jesus ( At 5,40-41).
Para podermos entender melhor a necessidade do sofrimento em nossa vida e principalmente em nossa caminhada cristã, prestemos atenção na parábola do \"Filho Pródigo\"(Lc 15, 11-32)
Um ser que descobre qual é o tamanho de sua herança pelos bens que seu Pai possui. Ser que nasce nesta terra e tem tudo que foi criado para si como herança e dele usufrui, em determinado momento acha que usufruir aos poucos não o satisfaz, ele quer mais, na verdade ele quer sua parte de direito, toda de uma única vez. Toma sua parte e vai fazer dela aquilo que bem entender, mesmo que isso faça outros sofrerem, mas ele assim mesmo vai fazer aquilo que tanto deseja, brincar de \"PODER\", poder igual seu Pai pode, e ai encontramos a fonte do pecado, o egoísmo, a nossa capacidade de acharmos que somos melhor de que DEUS, ou que somos iguais a ELE. Mas nosso filho pródigo não vê este fato dessa maneira, ele apenas quer viver e aproveitar seu poder, mesmo que para isso precise passar por cima de seus amigos.
Nós temos muito em comum com o nosso filho pródigo da parábola, achamos que podemos, que sabemos e que fazemos, mas na verdade não vemos que nada somos. Sempre estamos preparados para os prazeres, procuramos pelo prazer, vivemos em função do prazer, não acreditamos na possibilidade do sofrimento em nossa vida; mas em nome do prazer, deixamos o aconchego da casa de nosso Pai, até por não gostarmos muito desse negócio de trabalhar nas terras Dele, e não nas nossas, ou ainda, trabalhar para que, se tenho tanto poder, se assim eu mando e desmando, na verdade acho que não necessito Dele. Mas basta o sofrimento começar a nos rondar para que nossa vida comece a tomar um outro rumo. Embora que, para a mudança ser completa, se fará necessário que o sofrimento atinja em cheio nosso filho pródigo de  cada dia. Conta a parábola, que o poder \"dinheiro, ou parte da herança\" do filho pródigo acabou, e que naquela região assolou uma grande fome, com isso nosso jovem foi obrigado a procurar trabalho para não morrer de fome. Mas mesmo trabalhando como alimentador de porcos, ele não conseguia o suficiente para se alimentar, ele até queria a comida que era dada aos porcos, mas nem isso lhe deram, e seu sofrimento começou a aumentar até que ele foi levado a pensar: \"Quando estava na casa de meu Pai, nem o mais simples dos empregados comia isso, pelo contrário existia uma grande fartura de alimento e alegria\" e esta idéia o consumia, ele o filho do poder, estava entregue a própria sorte, sofrendo e abandonado, abandonado por todos aqueles que faziam parte de seu ciclo de poder, aqueles que usufruíram de sua herança.
Quantos de nós, acabamos acreditando que tudo aquilo que sabemos, que somos e que fazemos é o centro de tudo e de todos, fazemos o que fazemos somente para mostrar que estamos aqui ou ali, sempre passando um ar de superioridade, mas que na verdade só fazemos se tivermos a certeza de que estaremos sendo vistos pelos demais, e que o feito nos trará algum tipo de vantagem. Quando descobrimos que na verdade tudo o que fizemos não tem valor algum e o que queríamos mesmo era aparecer, e que talvez por isso tenhamos sido abandonados por aqueles que estavam ao nosso lado. O que gostávamos mesmo era de estar sempre aparecendo, por cima dos fatos e acontecimentos, em outras palavras, gostávamos mesmo era de comermos as folhas mais suculentas, do prazer de aparecer sempre e de sempre sermos lembrados como o melhor, mas quando caímos em nossa realidade, descobrimos que lá atrás, bem lá onde mudamos nossa caminho natural da evolução, como a Lagarta em busca das melhores folhas, nós não imaginávamos que em algum lugar, um pássaro poderia vir a se alimentar de nós.
Esse sofrimento que se faz necessário em nossa caminhada nos leva a refletir: \"Meu Pai, não trata um servo assim\". E este reconhecimento nos leva a fazermos um profundo exame de consciência, descobrindo todos os erros cometidos em nossa caminhada, e como todo exame de consciência, nos mostra qual o melhor caminho de volta. O caminho que será tão difícil quanto assumir o erro, será confessar o erro ao Pai, Pai que magoamos e abandonamos e que com certeza, não nos aceitará de volta como filhos, mas se pelo menos Ele nos aceitar como um servo, um simples empregado já nos fará felizes e satisfeitos, pois nos daria a certeza de estarmos amparados e seguros, sem sofrimentos nem dores, apenas a mais sutil alegria de podermos estar vivos e saudáveis.
A parábola do filho pródigo mostra nos a necessidade de voltarmos ao Pai, a necessidade de nos reconciliarmos, de buscarmos o perdão. Quando confiantes naquilo que aprendemos, voltamos até nossa casa e profundamente arrependidos nos entregamos aos pés do Pai e clamamos pelo perdão, reconhecendo-nos indignos de sua filiação, pedimos apenas a servidão. Quando então da nossa surpresa, o Pai alegre e feliz por nossa volta, nos recebe em sua casa dando nos uma túnica nova, recebe-nos em sua família colocando um anel em nosso dedo reforçando e renovando sua aliança conosco, e convida a todos para se alegrar com Ele numa grande festa onde temos até um novilho cevado como alimento, dança para a alegria, musica para anunciar a chegada nossa, um simples filho Seu.
Poucos são as pessoas ou as lagartas que conseguem fazer o caminho de volta, abandonar aquela vida que lhes davam tanto prazer e se prepararem para as mudanças, onde para tanto só necessitaríamos assumir nosso erro. São alguns tombos, algumas quedas do cavalo da vida que normalmente nos auxiliam nestas decisões tão importantes, normalmente tomadas junto ao Sacramento da  Reconciliação. E a estes fatos chamamos de Conversão: “Momento em que mudamos os rumos de nossa caminhada e a direcionamos, convergimos para o ponto principal de nossa vida, o Pai Celeste”.
Se por um lado voltamos a casa do Pai, por outro corremos o risco de nos depararmos com a renegação, a não aceitação nosso perante nossos irmãos, aqueles que vão nos apontar e dizer que estavam aqui a mais tempo, que nunca partiram, que não agem assim, ou nunca agiram e que nem por isso o Pai lhes deu uma festa, nem sequer um cabrito para festejar com os demais que aqui permaneceram. Irão criticar, não aceitaram estar conosco em nossa festa de retorno, sequer querem nosso retorno. O retorno nosso a casa, chama-se conversão. Mas pior do que ser aquele que volta, é ser aquele que não quer o retorno do irmão que partiu, e por isso temos que tomar muito cuidado para não nos tornarmos aquele inquisidor. Lembre-se somos referências em nossas comunidades, podemos ajudá-la a crescer sendo exemplo de Cristãos, mas podemos ajudá-la a afundar num poço de egoísmo, quando somos egoístas. Até por que não existe conversão se não permitirmos a volta dos convertidos, daí nossa passagem por esta terra terá sido em vão.
Ao Contrário do que possa parecer, nós temos que ser o Pai, aquele que acolhe o filho que partiu, pois para ele este sim estava perdido. Temos de ser o Pai que acolhe sem restrições, acolhe com amor aquele que aprendeu pelo sofrimento a dar valor à aquilo que tinha de tão especial e não reconhecia. Por mais estranho que possa parecer, o sofrimento é o último estágio de nossa transformação em belas borboletas, este estágio que culmina com o nascimento, o ressurgimento da lagarta em borboleta, o sofrimento de estarmos chegando a uma nova realidade, em uma nova verdade para podermos voar, e muito mais do que sermos felizes, será a Alegria de trazermos a felicidade a outros que estão apenas iniciando a caminhada a qual estamos bem mais adiantados.
Depois, quando tudo estiver consumado, e nós formos capazes de borboletear por ai. Seremos os Pais, tal qual o pai da nossa parábola do filho pródigo. Seremos aqueles que com uma capacidade incrível irá receber, acolher nossos irmãos, seja em nossa casa, nossa paróquia, nas portas das Igrejas durante a chegada do povo de DEUS que vem para participar das Santas missas. Seremos para todos que a nós chegarem um banho de Alegria em uma chuva de Amor Divino. Seremos a Alegria da Vida estampada na Alma. Estaremos prontos para continuar nossa Evolução em um nível muito diferente daquele a qual começamos. Seremos aquele pai que acolhe o filho que estava perdido, dando lhe uma nova túnica de esperança e possibilidades de acolhimento em nosso meio e no meio desta nova comunidade que o recebe. Seremos aquela aliança de ligação entre a Igreja, os Sacerdotes e os filhos de DEUS. Como uma boa borboleta, seremos aqueles seres que voam pelos caminhos do mundo e pousando de flor em flor leva o pôlem da palavra da vida que vai fecundar outras flores em outros lugares.
Sejamos felizes e bons vôos.
Quirino Cochi Júnior
Enviado por Quirino Cochi Júnior em 04/09/2005
Código do texto: T47649

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Sobre o autor
Quirino Cochi Júnior
Lençóis Paulista - São Paulo - Brasil, 47 anos
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Quirino Cochi Júnior