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A vida aquém e além da morte


Sempre que alguém muito próximo de nós encerra suas atividades nesta vida, qualquer que seja a sua crença, vemos pessoas chorando e lamentando a perda daquela companhia que partiu e que, às vezes, foi companhia de muitos anos. É costume ouvir também manifestações de apreço ao falecido, exaltando suas qualidades, virtudes e realizações, augurando que esse possa ser bem recebido na vida além da Terra, conforme seja a sua crença.
Não há nada de errado nisso. Pelo contrário. Devemos chorar com os que choram e alegrarmo-nos com os que se alegram. Todos nós, um dia, haveremos de viver momentos de prazer e de alegria, bem como momentos de tristeza e dor. Não podemos ser insensíveis, nem a uma e nem à outra situação. É de bom alvitre que tenhamos uma palavra branda, que sirva de consolo e de bálsamo para as almas que sofrerem, e também uma palavra alegre e cordial, para aqueles que estejam em festa.
Jesus demonstrou muita importância tanto a um como a outro evento dessa natureza. Ele foi a uma festa de casamento em Caná da Galiléia e também esteve junto de familiares tristes por causa da morte de algum ente querido, como por exemplo, os casos da viúva de Naim e de Lázaro de Betânia.
Normalmente, as pessoas vão com satisfação às festas. No entanto, muitas chegam a dizer que não gostam de velórios. E fazem muito bem. Velório é decorrente de morte. E quem é que gosta da morte? Todavia, gostando ou não, nós temos o dever moral e cristão de apoiar, de confortar e de se condoer com aqueles que sofrem.
Nessa semana eu perdi um companheiro de lutas em defesa da arte e da cultura, membro da União Poxorense de Escritores, da qual também faço parte. E esse foi um velório diferente. Não havia, choro. Havia tristeza, mas não houve pranto. Os amigos e familiares passaram a noite toda cantando. Eu também cantei com eles naquela noite, em homenagem à memória de meu amigo que se foi.
E também, como soe acontecer nessas ocasiões, faço minha reflexão sobre a vida e a morte, a fim de não somente compartilhar a cultura bíblica com meus amigos, mas também para reforçar as minhas próprias convicções sobre o assunto. Afinal, tudo acaba aqui ou a vida continua além da morte?
Antes de tudo, quero dizer que eu sou cristão.  Creio em Jesus Cristo, aquele que conheci através das páginas da Bíblia Sagrada, a qual, para mim é a palavra inspirada que Deus nos deixou como orientação para a condução de nossas vidas. E você, meu amigo... Você crê em Jesus e na Bíblia Sagrada, como sendo a Palavra de Deus? Essa é uma mensagem inspirada na Bíblia. Se você acredita que ela seja a Palavra de Deus, não difícil de entender o desenvolvimento de nosso pensamento. Mas se você ainda não tem essa convicção, rogo-te que abras sua mente e coração para que eu possa compartilhar contigo o máximo possível das ideias aqui discorridas.
Falando de Jesus, é de ver que o tema central de sua mensagem sempre foi o reino de Deus. Ele não somente pregou sobre o reino, mas também enviou seus discípulos por toda parte, a fim de que anunciassem a todos que o tempo estava cumprido e que o reino dos céus estava próximo. Mas, embora o texto falem em multidões caminhando atrás dele, para um e para outro lado, foram bem poucos os que creram, efetivamente, em sua mensagem. O Evangelho segundo João nos informa sobre Jesus, dizendo que ele “veio para o que era seu, mas os seus não o receberam”. E então, para que a missão de Jesus, o Deus Filho, não se esvaziasse de sua objetividade, Deus Pai concedeu a todos que viessem a recebê-lo o direito de se tornarem filhos de Deus, através da adoção, filhos esses que “não nasceram da carne, nem da vontade do homem, mas da vontade de Deus”.
E porque os homens não receberam Jesus, se a sua mensagem e atitudes eram todas em favor dos pobres, dos humildes, dos necessitados, dos enfermos, famintos, sedentos e maltrapilhos? Isso seria difícil de compreender, se a maioria do povo fosse rica e abastada. Mas nunca foi assim. Em todos os tempos, os ricos sempre foram uma minoria. Mas, infelizmente, a maioria de nós que vive nesse mundo está tão alienada pela classe dominante, que pobre, pensa que é rico; dominado, pensa que é dominante; e o empregado, pensa que também é patrão. Como isso é terrível! Como a mentira é vivida como se fosse verdade!
O povo é induzido a uma onda consumerista.  A ordem é consumir, consumir e consumir. Ao invés de buscarem em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça para que, em toda a sociedade, todos recebam um tratamento equânime e igualitário, normalmente, nós nos preocupamos mais com a comida, a bebida e o vestuário.
Jesus disse que não nos preocupássemos em demasia com essas coisas. Dizia ele em seu sermão do monte: “Não pergunteis, pois, que haveis de comer, ou que haveis de beber, e não andeis inquietos. Porque as nações do mundo buscam todas essas coisas; mas vosso Pai sabe que precisais delas. Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas, Lucas 12:29-31.
Meus amigos, a vida é muito mais do que comida e bebida! Segundo o Evangelho de Lucas, “a vida é mais do que o sustento, e o corpo mais do que as vestes”. E Lucas continua, dizendo: “Considerai os corvos, que nem semeiam, nem segam, nem têm despensa, nem celeiro, e Deus os alimenta; quanto mais valeis vós do que as aves?”, Lucas 12:23-24.
A vida é mais do que o vestuário. Em sua mensagem, Jesus disse: “Considerai os lírios, como eles crescem; não trabalham, nem fiam; e digo-vos que nem ainda Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles. E, se Deus assim veste a erva que hoje está no campo e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé?, Lucas 12:27-28.
A vida é mais do que moradia! Àqueles que queriam segui-lo, disse Jesus: “As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”, Lucas 9:58.
Vejam isso meus queridos... Jesus esteve nesse mundo, mas ao atingir sua idade adulta, deixou a casa de José, seu pai na Terra e iniciou a missão que tinha vindo realizar aqui. Como homem, ele também tinha que descansar e se proteger das intempéries, dos vendavais, das tempestades e de tudo o mais que levam os homens a se guardarem entre quatro paredes. No entanto, segundo Ele próprio, ele não tinha nenhuma moradia aqui! Apesar disso, sabendo dessa preocupação dos homens, em um de seus discursos em que, certamente, essa questão tenha sido colocada, ele assegurou aos seus discípulos que no céu havia muitas moradas e que Ele estava indo para lá, a fim de prepará-las para eles. E que, ao completar essa missão, voltaria novamente à Terra para buscar o seu povo, para que este estivesse onde Ele também estivesse. E disse também que, se não fosse assim, ele, certamente, já lhes teria dito. João 14:1-6.
Meus amigos... Buscai antes de tudo o reino de Deus, e todas estas coisas, como comida, bebida, vestuário, moradia e outras dessa natureza, vos serão acrescentadas. Deus sabe que precisamos de todas essas coisas, antes mesmo que lhas peçamos, Lucas 12:31. Desse modo, ele espera que não nos preocupemos mais do que o necessário com as coisas dessa vida terrena, porque o Reino de Deus não é aqui. O mundo é o reino de Satanás, embora Jesus seja o Rei dos Reis e reine, soberanamente, sobre tudo e sobre todos, inclusive sobre Satanás.
Àqueles que não compreendiam seus discursos sobre o Reino dos Céus, ele disse: “Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo”, João 8:23. Em um de nossos hinos e cânticos, nós declaramos que “aqui é o reino do adversário! É contra ele que nós temos de lutar” (Hino 255). Nas palavras de Jesus, segundo o evangelho de João, “agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo, João 12:31.
É costume de se ver nas entradas de várias cidades brasileiras, a mensagens do tipo: “Poxoréu é do Senhor Jesus”. Isso é uma mentira que o Diabo, o pai da mentira, vem induzindo as pessoas a proclamar erroneamente, posto que, na verdade, ele e não Jesus é o príncipe deste mundo. Em uma de suas mensagens sobre esse assunto, Jesus disse o seguinte: “O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui, João 18:36. E quando orou ao Pai pelos seus discípulos, ele disse: “Eles não são do mundo, como eu do mundo não sou”. E continuou: “Não te peço que os tire do mundo, mas que os guarde do mal”,  João 17:15-16.
Meus queridos... Esse mundo vai pegar fogo! Segundo o apóstolo Pedro, “os céus e a terra que agora existem, pela palavra de Deus, se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios”, 2 Pedro 3:7. Não tenhamos muitos cuidados com as coisas desse mundo, porque elas nos afastam de nosso Deus”. Há um corinho que diz: “Quem ama esse mundo, lá no céu não tem nada, mas quem tem Jesus Cristo, no céu já tem morada”. Completando esse assunto, o evangelista Marcos escreveu, dizendo que “os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas e as ambições de outras coisas, entrando [em nossa vida], sufocam a palavra, e ela fica infrutífera, Marcos 4:19.
Portanto, “tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo, Colossenses 2:8.
O mundo não quer saber de Deus. O fim do mundo é o próprio mundo. Nós não somos do mundo. Segundo o ensinamento paulino, “a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, Filipenses 3:20.  E completando o ensino, o apostolo João escreveu em 1 João 4:4-6, o seguinte: “Filhinhos, sois de Deus, e já tendes vencido [os que são do mundo]; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo. Do mundo são, por isso falam do mundo, e o mundo os ouve”.
Jesus é a nossa vitória! Jesus é a nossa força! Jesus é o nosso caminho, a nossa verdade e a nossa vida. Ele é a nossa esperança de nem tudo acaba aqui, principalmente a vida, a qual, sem dúvida alguma, continua além da morte. Amém!
Prof Izaias Resplandes
Enviado por Prof Izaias Resplandes em 14/11/2014
Código do texto: T5034519
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Prof Izaias Resplandes
Poxoréo - Mato Grosso - Brasil, 59 anos
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