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ARREPENDIMENTO

"OU DESPREZAS A RIQUEZA DA SUA BONDADE, E TOLERÂNCIA, E LONGANIMIDADE, IGNORANDO QUE A BONDADE DE DEUS É QUE TE CONDUZ AO ARREPENDIMENTO?"
(Rm. 2:4)
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A palavra bondade é usada por duas vezes neste versículo, tendo por intuito ser um termo geral e compreensivo, dentro do qual devemos incluir todos os demais termos mencionados, como paciência e longanimidade, porquanto essas duas qualidades fazem parte da manifestação geral da bondade de DEUS. Como adjetivo, essa palavra significa útil, aprovação, digno, bom. Indica uma benevolência e uma generosidade em geral. Dessa maneira, pois, DEUS é destacado como o grande benfeitor dos homens. Em termos cristãos, lembramo-nos especialmente da salvação que nos é outorgada por meio de JESUS CRISTO, a qual conduz os remidos à posição de co-herdeiros com CRISTO, participantes de tudo quando ele tem e é, em sua natureza moral e metafísica, e, através disso participantes da natureza divina.
"PELAS QUAIS NOS TÊM SIDO DOADAS AS SUAS PRECIOSAS E MUI GRANDES PROMESSAS, PARA QUE POR ELAS VOS TORNEIS CO-PARTICIPANTES DA NATUREZA DIVINA, LIVRANDO-NOS DA CORRUPÇÃO DAS PAIXÕES QUE HÁ NO MUNDO"(2 Ped.1:4)
Os homens remidos são assim elevados da posição de meras criaturas, quando melhor, abaixo dos anjos, e em seu pior aspecto, abaixo dos animais irracionais, que não são tão moralmente corruptos, a seres superiores aos próprios anjos, participantes da natureza essencial de CRISTO, que sabemos ser o Rei dos anjos. Ora, essa é a demonstração suprema da bondade de DEUS, de sua misericórdia, de sua generosidade, de sua benevolência. Os judeus desprezavam exatamente essa bondade de DEUS - ignorando a sua verdadeira natureza, as suas condições, os seus privilégios e a oportunidade que lhes fora especificamente dada, como uma nação, para que pudessem participar plenamente dessas bênçãos, a fim de que anunciassem essa mensagem ao resto do mundo, pelo menos naquilo que lhes foi entregue. Eram ricos, e, no entanto, agiam como paupérrimos depravados. Assemelhavam-se ao filho pródigo. Dotados de grandes riquezas, a viverem no deboche, em companhia dos personagens mais imundos que se poderia encontrar. Essa atitude, pois, os tornava desprezadores da bondade de DEUS.Neste ponto de nossas considerações, como ilustração, precisamos tão-somente pensar na história de Israel. Quantas infrações cometidas por aquela nação contra a lei, quantas desobediências nacionais, quanta negligência no tocante aos privilégios espirituais que lhes foram dados, quantas rebeliões. Os juízos de DEUS realmente lhes sobrevieram, mas não na frequência que a justiça estrita exigia deles, porquanto essa justiça aparecia temperada pela misericórdia e pela contenção da ira.
O propósito dessa bondade divina expressa particularmente através da tolerância e da longanimidade, é declarado aqui. Mas quanto a isso precisamos considerar o seguinte:
 1 - Isso não significa que os pecados que requerem disciplina e retribuição poderão prosseguir incólumes para sempre.
2 - Também não significa que a justiça perfeita de alguma maneira será anulada, e que o pecado não será devidamente punido.
3 - Também não está em vista que o julgamento divino será parcial, incompleto ou mesmo não-existente.
4 - O que significa é que os homens, ao perceberem enfim as riquezas da misericórdia de DEUS, vendo que essa paciência e benevolência divina operam dia após dia, serão levados e se arrependerem, mediante a gratidão.
Por oportuno, vamos agora examinar a natureza do arrependimento. O arrependimento é divinamente inspirado e operado, porquanto o homem se afastou para tão longe de DEUS que somente um ato divino é capaz de estabelecer diferença em sua condição.
"RESPONDEU-LHES PEDRO: ARREPENDEI-VOS, E CADA UM DE VÓS SEJA BATIZADO EM NOME DE JESUS CRISTO PARA REMISSÃO DOS VOSSOS PECADOS, RECEBEREIS O DOM DO ESPÍRITO SANTO".
(Atos, 2:38).
Mas o livre-arbítrio humano deve cooperar com isso, pois a graça geral, exibida na cruz, possibilita a todos os homens ao arrependimento. Sem o livre-arbítrio, a chamada ao arrependimento seria tanto um absurdo quanto uma zombaria. DEUS não está escarnecendo dos homens em CRISTO, mas chama com seriedade os homens ao arrependimento. Por outro lado, a questão tem dois lados. Pelo lado divino, DEUS inspira os homens a se arrependerem, capacitando-os a tal. Pelo lado humano, o indivíduo responde, porquanto é capaz de faze-lo. Como essas coisas se combinam entre si, não sabemos explicar: mas o fato é que agem em conjunto, e isso é tudo de quanto precisamos saber. O arrependimento é o primeiro passo na transformação da alma humana, o que a conduz à plena transformação segundo a imagem moral e metafísica de CRISTO. É a esse alvo que o homem é conduzido pelo arrependimento, se ele tiver a coragem de prosseguir. A glória nos espera ao longo do caminho, e, de fato, muitos estágios crescentes da glória. O arrependimento é que abre a porta para a glória.
"E TODOS NÓS, COM O ROSTO DESVENDADO, CONTEMPLANDO, COMO POR ESPELHO, A GLÓRIA DO SENHOR, SOMOS TRANSFORMADOS, DE GLÓRIA EM GLÓRIA, NA SUA PRÓPRIA IMAGEM, COMO PELO SENHOR, O ESPÍRITO". (2 Co. 3:18)
O arrependimento é uma mudança radical da alma, uma mudança no caráter e na natureza básicas, e não mera resolução mental. A resolução mental, entretanto, pode imitar o arrependimento, por algum tempo. Dessa forma, em tudo isso se observa que o Espírito é o Agente. A realidade do contacto com o Espírito Santo, por parte da personalidade humana, como um acontecimento espiritual verdadeiro, e não meramente como uma doutrina em forma de palavras. A personalidade humana pode ser transformada e elevada, sendo verdadeiramente transformada, isto é, convertida para DEUS. Isso pode suceder e realmente sucede no caso dos indivíduos cuja vontade coopere com essa influência divina. O indivíduo que não permite que isso tenha lugar em seu intimo, propositadamente ignora a razão da manifestação da bondade divina, desprezando os benefícios que DEUS lhe tem feito; e não há que duvidar que a questão é de extrema seriedade. É um sinal entristecedor da depravação humana aquele em que tudo quanto tem por desígnio amolecer, somente endurece o coração. Os judeus eram supremamente culpados dessa atitude, por serem eles o povo supremamente privilegiado pela bondade de DEUS.
"NÃO RETARDA O SENHOR A SUA PROMESSA, COMO ALGUNS A JULGAM DEMORADA; PELO CONTRÁRIO, ELE É LONGÂNIMO PARA CONVOSCO, NÃO QUERENDO QUE NENHUM PEREÇA, SENÃO QUE TODOS CHEGUEM AO ARREPENDIMENTO". (2 Ped. 3:9).

FONTES.
Bíblia Sagrada
Livro - NT Interpretado.
Wilson de Oliveira Carvalho



 "Não temos  problemas, somente oportunidades"

The Grea test Psychologist Who Lived: Jesus and the isdom of the soul

Mark W. Baker



                                                                                                                                                                   





 










































Wil
Enviado por Wil em 16/09/2007
Código do texto: T655380
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Sobre o autor
Wil
São Paulo - São Paulo - Brasil, 82 anos
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