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Divagando...Assim Caminha a Humanidade

Divagando...Assim Caminha a Humanidade

“E Jesus, respondendo, disse-lhes: Daí, pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Marcos, 12;17

...Já me sentia cansado, olhei à volta e vi uma frondosa árvore. Rapidamente me dirigi até ela para gozar da sombra benfazeja que ela oferecia...Só, então, notei que não me encontrava sozinho naquela estrada, e bem naquele ponto havia bifurcações. Passavam inúmeras pessoas por ali, eram homens, mulheres, jovens, crianças e velhinhos, dentre eles notava-se raça, credo e posição social diferenciada, como também, enfermos e sadios, alegres e tristonhos, orgulhosos e humildes, ricos e maltrapilhos. Todos caminhavam em uma só direção, mas por caminhos diferentes.
Uns buscavam os caminhos protegidos por árvores, buscando se abrigarem em suas sombras; outros queriam passeio agradável florido, que enchiam de promessas seus corações; uns caminhavam como se nada vissem, nada percebessem apenas caminhavam, em passos arrastados sem vida, muitos claudicavam com grandes dificuldades e , meu Deus, quantos se arrastavam no solo sem poder se erguerem...
Mas, vi uns que paravam e ajudavam a quem não mais conseguia seguir em frente, ou os carregavam em seus braços, embora, o peso, lhes dificultassem à jornada.
Outros passavam chorando, envolvidos em grandes sofrimentos, outros em bandos riam, riam por tudo e por nada, como se estivessem alucinados...
Crianças com olhares temerosos, jovens de olhar vazios, velhos  com olhar de sabedoria, mulheres discretas, outras muito elegantes, umas frívolas ou indiferentes, sonhadoras, despudoradas...
Havia os que blasfemavam, os que oravam com os lábios, sem expressão, outros mantinham o olhar sereno e o semblante tranqüilo, mas quantos em desespero.
Alguns olhavam a Natureza a sua volta com olhar de agradecimento, outros suarentos e apressados nada viam...
Muitos cobiçavam, agrediam se por qualquer coisa, com desejo de posse...
Alguns apenas caminhavam, enquanto outros corriam sem direção como querendo fugir, esconder-se...
As crianças, a maioria sorria demonstrando alegria, feliz percorria as estradas na companhia de suas mães, outras sozinhas de semblantes tristonhos, alguns jovens se aproximavam e eles também sorriam, amavam-se; famílias que caminhavam alegres reunidas e outras separadas, sem mesmo   se olharem seguindo rumos diferentes...
Os velhinhos em sua maioria caminhavam quase arrastados, cansados e marcas profundas em seus semblantes mostravam o sofrimento do abandono, da ingratidão e da saudade...
Mulheres-mães choravam a perda de filhinhos amados ou pelo remorso de não terem aceitado a maternidade, e mães abandonadas pelos filhos amados... mães sofredoras...
Quantas trilhas, quantas estradas, quantos caminhos, uns floridos outros pedregosos ou lamacentos...
Mas, vagando meu olhar mais adiante, vi que muitas criaturas procuravam subir ao monte, iam devagar, lentamente, se afirmando por vezes em algum companheiro, outras paravam para depois recobrar o passo. Era uma subida íngreme, difícil, pois o solo era cheio de cardos e espinhos, que feriam lhes, mas continuavam bravamente, muitas vezes retirando–os com as mãos, mas todas com o olhar fixo à frente, em seus olhos luziam a esperança e o desejo de alcançar o final da jornada.
No alto do monte uma intensa luz brilhava, mas era muito diferente, azulada, indescritível, de onde emanavam energias balsâmicas, suaves...
De repente ouço uma voz: - “Sim, filho, está é a Humanidade...Assim caminha a Humanidade...
Mas, um dia descobrirão que esse caminhar tem que ser com e por Jesus, através dEle e de seu Evangelho redentor, pois Ele é (...) “a Porta” ... “O Caminho, a Verdade e a Vida e ninguém chegará ao Pai senão por Ele”...
A multidão está sempre à espera em receber graças, poucos os que se dispõe a doar, porque recursos espirituais todos têm para dividir, e não se deve receber e gastar as bênçãos insensatamente, porém usando de critérios de prudência e retidão, para não perdê-las pela desordem e pela injustiça.
“E sedes agradecido” Paulo 3:15
Agradecidos nas fileiras dos trabalhadores fiéis a Jesus, significa aplicar com proveito as dádivas recebidas, ao próximo e a si mesmo...Por isso, enquanto às criaturas viverem por viver, estarão caminhando a esmo, perdidas em si mesmas, buscando o efêmero, que os algemarão a reencarnações dolorosas...
Os poucos que sobem o monte, estado de espírito, na busca pelas Verdades da Vida, não se deixando levar pelos sentimentos inferiores, ainda caminham com as dificuldades pretéritas e que irão superando aos poucos, com firme propósito de alcançarem a Evolução Espiritual em sua jornada redentora”...
De repente a voz se cala e nada mais restava...Teria sido apenas um sonho? Um triste sonho? Não o sei... (Psicografia -Irmã Clara)
maristella barros
Enviado por maristella barros em 07/10/2007
Reeditado em 26/06/2008
Código do texto: T684254

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Sobre a autora
maristella barros
Amparo - São Paulo - Brasil
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