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Onde Está Aquele Que se Perdeu?

Onde Está Meu Filho?

A notícia estourou como uma bomba no seio daquela família. A criança que saíra de casa para ir ao shoping com sua mãe, não se sabe como, perdeu-se. Por um momento de distração da mãe, a criança se afastou e, agora, ninguém sabe qual é o seu paradeiro. A mãe aflita, desesperada recusa-se a ser confortada, culpando-se pela tragédia. O pai, após receber a notícia, não menos aflito, agora é um andarilho, buscando, sem sucesso, encontrar o seu filho nos hospitais, nas delegacias e até no IML. Os irmãos daquela criança visitam os amigos mais próximos onde, possivelmente, poderiam encontrar o garoto. Nada. Onde está? Como está? E com quem está? Perguntas que ninguém responde. Só uma certeza toma conta daquela família: O seu ente querido desaparecera. O desalento aflige a todos.
Esta é uma estória que pode ser ou já foi realidade em muitas famílias brasileiras. Quantos por este Brasil a fora não estão lamentando os seus queridos que, de uma hora para outra, desapareceram. E uma pergunta inevitável surge: Onde está aquele que se perdeu? De fato, um acontecimento como este causa consternação mesmo em quem não é membro da família atingida pela tragédia. Num momento a criança estava segura na companhia da mãe, em outro, está desaparecida. Só quem perde tem reais condições de medir a profundidade da dor que toma conta do coração. O desespero e o sentimento de culpa daquela mãe revelam o seu amor pelo seu filho. É uma parte dela que está desaparecida. A aflição que gerou incertezas no coração daquele pai o faz questionar e a duvidar e, desorientado, caminha de um lado para outro em busca do seu amado filho, no entanto, ele também se encontra perdido. Para os irmãos do desaparecido o sentimento de perda é como uma ferida aberta na alma. Aquele que fazia parte das brincadeiras, agora está ausente.
Contudo, ao analisarmos esta estória aplicando verdades espirituais ela se torna mais dramática, pois, diante de Deus, segundo a Bíblia, que é a sua Palavra, toda a humanidade está tal qual aquela criança: perdida. A tragédia da perdição humana, segundo a Palavra da Verdade, a Bíblia, recai sobre todos: “Porque todos pecaram e estão destituídos da Glória de Deus” (Rm. 3:23).
Se uma criança que se perde causa consternação, aflição e desespero (como gerou no coração daquela mãe a perda de seu filho), como não pensar naqueles que caminham para uma vida futura sem desfrutar da presença de Deus. Só quem pode medir o peso do pecado é quem está sob o seu peso. Quem peca conhece o seu fruto. Aqueles que caminham para o abismo conhecem a dor e o peso da culpa. Jesus Cristo tem uma palavra de conforto para estes: “Vinde a mim, todos os que estais carregados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt. 11:28).
A aflição e a incerteza que atormentava aquele pai é o mesmo sentimento daqueles que caminham nesta vida sem direção, sem paz e sem esperança. Desesperados e perdidos vagueiam sem rumo nesta vida. Jesus é o nosso guia nas horas difíceis: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai se não por mim” (JO 14:6).
O sentimento de ausência dos irmãos daquela criança que se perdeu é semelhante ao sentimento daqueles que rejeitam a graça salvadora do Senhor Jesus Cristo. A ausência neste caso é o vazio da ausência de Deus. Desorientados, buscam Deus aqui e acolá. Diante da experiência negativa, não encontrando Deus onde Ele não está suas vidas torna-se um deserto. Mas o Senhor Jesus Cristo veio para saciar a nossa sede de Deus: “aquele, porém,que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (JO 4:14).
Na passagem da primeira multiplicação dos pães, o evangelista Marcos registra a compaixão de Jesus Cristo para com as ovelhas sem Pastor que estavam desgarradas, perdidas e sem esperança (Mc. 6:34), e passou-lhes a ensinar muitas coisas.
A humanidade não precisa mais permanecer destituída da presença de Deus, pois, Jesus declara que sua missão é justamente a de encontrar todos os que estão perdidos e trazê-los à presença de Deus: “Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mt. 15:24).

Paulo Cezar Santos
Enviado por Paulo Cezar Santos em 31/10/2007
Código do texto: T717413

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Sobre o autor
Paulo Cezar Santos
Aracaju - Sergipe - Brasil, 60 anos
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Paulo Cezar Santos