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O que Deus Ajuntou Não o Separe o Homem

Muitos casais evangélicos têm atravessado momentos difíceis nos seus relacionamentos, alguns chegaram até a se divorciar, e o número de divorciados no nosso meio vem aumentando assustadoramente, e fica no ar uma pergunta: Quais os motivos que levaram os casais que se casaram na presença de Deus, e que receberam o amor divino para se amarem mutuamente a se divorciarem?
Os motivos podem ter sido diversos, mas os fariseus chegaram numa certa feita aos pés de Jesus para lhe tentar e perguntaram se era lícito o homem repudiar a sua mulher por qualquer motivo; e Jesus lhes respondeu que não, pois no princípio não era assim, mas Deus os fez homem e mulher e o que Deus ajuntou não o separe o homem, salvo em caso de adultério.
Os fariseus indagavam o fato de Moisés ter consentido ao homem dar a carta de divórcio à mulher e repudiá-la, mas Jesus disse que assim foi feito por causa da dureza do coração do homem e acrescentou: Eu, porém vos digo qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de adultério e casar com outra comete adultério [e o que se casar com a repudiada também comete adultério] - Mt 19.9. Jesus quis dizer com isto que não existe maneira de se dissolver um casamento, salvo se uma das partes vier a cometer adultério. A vontade de Deus para o casamento é que ele seja vitalício, i.e que cada cônjuge seja único até que a morte os separe (v.v. 5,6; Mc 10.7-9; Gn 2.24 nota; Ct 2.7 nota; Ml 2.14 nota). Neste particular, Jesus cita uma exceção, a saber, a “prostituição” (gr. Pornéia), palavra esta que no original inclui o adultério ou qualquer outro tipo de imoralidade sexual (Mt 5.32; 19.9). O divórcio, portanto, deve ser permitido em caso de imoralidade sexual, quando o cônjuge ofendido recusa-se a perdoar. Quando censura o divórcio em Mt 19.8,9, não estava referindo-se à separação por causa de adultério, mas ao divórcio como o permitido no AT, em casos de incontinência pré-nupcial, constatada pelo marido após a cerimônia do casamento (Dt 24.1). A vontade de Deus em tais casos era que os dois permanecessem juntos. Todavia, Ele permitiu o divórcio, por incontinência pré-nupcial, por causa da dureza de coração das pessoas – Fonte: Bíblia de Estudos Pentecostal – Pág.1427.
Muitas atitudes que tomamos aqui na terra pensamos não serem de muita importância diante de Deus. E muitos dentre nós têm caído num erro fatal que é o de logo após se divorciarem (sem nenhum motivo) contraírem um novo matrimônio, mas por falta de conhecimento não sabem que este novo casamento é nulo diante de Deus e que os mesmos se encontram em adultério. Deus não se condiciona as vontades dos homens, Ele tem um reino e reina, é Ele quem estabelece as regras e elas devem ser cumpridas a risca, independentes de posição social, de cargo eclesiástico, valor do dizimo, norma denominacional, opinião particular, capacidade intelectual e teológica.
O casamento só poderá ser desfeito se uma das partes adulterar, dando assim direito á outra parte de se casar novamente, pois o adultério anula o laço matrimonial concedendo à vítima passiva a liberdade da lei. Jó disse: “Se o meu coração se deixou seduzir por uma mulher ou se eu andei rondando a porta do meu próximo, então moa minha mulher para outro e outros se encurvem sobre ela, pois isso seria uma vergonha, um delito pertencente aos juízes” - Jó 31.9-11.
Certo é que Jó não adulterou. Mas este registro vem nos mostrar que mediante o adultério, Deus anula a responsabilidade da parte ofendida com relação a continuar ligada ao casamento com o adúltero e outorga aos juízes o poder de judicialmente desfazer o laço matrimonial através da carta de divórcio.
No tempo de Jesus havia muita confusão acerca das bases para o divórcio. Os rabinos não estavam de acordo sobre o que constituía o “indecente” de Deuteronômio 24.1. Havia duas opiniões. Os que seguiam o rabino Shammai achavam que o adultério era a única base para o divórcio. Os seguidores do rabino Hillel aceitavam diversas razões para o divórcio, incluindo coisas tais como cozinhar mal.
Os Evangelhos registram quatro declarações de Jesus concernentes ao divórcio. Em duas delas, Ele permitiu o divórcio no caso de adultério.
Em Mateus 5.32, Jesus comentou a posição tanto da mulher quanto a do seu marido: “Qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de adultério, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada, comete adultério”. Em outra declaração, Jesus falou da posição do homem que repudiava a sua mulher: “Quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de adultério; e casar com outra, comete adultério” (Mateus 19.9).
 Essas duas afirmativas parecem permitir o divórcio na base da infidelidade. Contudo, em dois outros contextos, Jesus não parece dar aprovação nenhuma ao divórcio. Em Marcos 10.11,12 Ele disse: “Quem repudiar sua mulher e casar com outra, comete adultério; e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido, também comete adultério”.
Como é que as declarações de Jesus permitindo o divórcio por infidelidade se harmonizam com as declarações que parecem proibi-lo inteiramente?
A primeira pista encontra-se nas conversações de Jesus com os fariseus (Marcos 10.5-9; Lucas 16.18), nas quais Ele insiste em que o divórcio é contrário ao plano de Deus para o casamento. Embora a lei de Moisés permitisse o divórcio, era apenas uma concessão provisória e relutante. Jesus contraditou a lei ao declarar que, mesmo se o casal divorciado não tivesse sido sexualmente infiel um ao outro, aos olhos de Deus cometeriam adultério se agora se casassem com outros parceiros.
Note-se que as declarações de Jesus fazem parte das conversações com os fariseus acerca da lei mosaica, a qual eles acreditam sancionava o divórcio por outros motivos além do adultério (Deuteronômio 24.1-4). O ponto central de Jesus era que o divórcio nunca deveria ser considerado bom, nem deveria ser tomado levianamente. Assim, em sua declaração citada em Lucas 16.18, Ele nem mesmo menciona o assunto do adultério. (Evidentemente, Marcos 10.5-9 registra apenas as palavras de Jesus que se relacionam com o ponto central da conversação).
Nas duas passagens de Mateus (uma delas é um relato completo do que está registrado em Marcos 10), Jesus permite o divórcio por um motivo somente: “Imoralidade”, ou intercurso sexual ilícito. O pensamento de Jesus é claro: Ao criar uma união sexual com alguém que não seja o parceiro matrimonial, a pessoa dissolve seu casamento. Neste caso, o decreto de divórcio simplesmente reflete o fato de que o casamento já foi rompido. O homem que se divorcia de sua esposa por esta causa “não a faz adúltera”, pois ela já o é. O divórcio por imoralidade geralmente liberta o parceiro inocente para casar de novo sem incorrer na culpa de adultério (Mateus 19.9), mas às vezes este ponto é questionado.
Embora Jesus permitisse o divórcio por adultério, Ele não o exigiu. Muito ao contrário: insistindo em que o divórcio rompe o plano de Deus para o casamento, Ele abriu a porta ao arrependimento, ao perdão e à cura num casamento infiel, como fez no caso de outras relações desfeitas pelo pecado. A reconciliação era o método de Jesus para solucionar os problemas matrimoniais.
Deus havia demonstrado esta forma de reconciliação e perdão quando mandou Oséias casar-se com uma prostituta, depois lhe disse que a resgatasse após ela ter-se vendido a outro homem. Deus perdoou a Israel exatamente assim. Quando o povo de Israel continuou a adorar ídolos, Deus o enviou para o cativeiro; mas Ele o redimiu e o trouxe de volta para si (Jeremias 3.1-14; cf. Isaías 54). – Fonte: Vida Cotidiana Nos Tempos Bíblicos - Editora Vida - Pág.54-56.
No velho testamento o adúltero recebia uma pena dura pelo seu pecado praticado - Gn 38.24, Lv 20.10, Dt 22.22, e isto não mudou no novo testamento - I Co 6.9,10, Gl 5.19-21 Ap 22.15, Hb 13.4.
Antigamente o adúltero era julgado e condenado no ato - Jo 8.4,5, mas nos dias atuais todo aquele que adultera Deus os julgará - Hb 13.4-4.13, Rm14. 12.
Infelizmente há entre nós muitos casos de infidelidade conjugal. Num debate de rádio onde se discutia sobre o tema adultério e divórcio, um pastor relatou que uma de suas ovelhas o procurou em seu gabinete e confessou ter traído o seu esposo. Segundo ele, orou por ela e a orientou que pedisse perdão a Deus e não contasse o deslize para o seu esposo, pois a mesma temia que seu esposo se separasse dela ao tomar ciência do fato.
Existem conselhos de certos ministros do Evangelho que nos deixam meios que escandalizados. Já pensaram se esta atitude vira moda? Adulterou, confessa para o pastor e está tudo bem? Discordo totalmente desta orientação. Primeiro porque pastor não é padre, e segundo porque o esposo tem de tomar ciência do fato ocorrido, pois além da esposa ter que assumir as conseqüências de seus atos, há uma responsabilidade conjugal dela para com o seu esposo e não com o pastor, e deixar de lhe contar o seu pecado é incorrer em outra traição, além do mais a mesma deveria sentir medo de perder o seu esposo no momento da prática do adultério e até mesmo do próprio adultério e não pela atitude de pedir-lhe perdão, o ato de confessar é um meio de prevenção deixada por Deus para os casais, pois cria um senso de responsabilidade diante de um possível convite ao adultério, porque o cônjuge tentado reflete antes de pecar que terá de confessar se der lugar à carne.
 Por outro lado, ainda existe a possibilidade do cônjuge traído vir a saber do fato por intermédio de outras pessoas, pois não se sabe qual será o procedimento da outra parte adúltera  e quem ela irá procurar para confessar o seu pecado no momento de amargura. A prática da confissão tem e deve ser ensinada na igreja, para que o pecado não seja banalizado e as pessoas se transformem em crentes insensíveis com relação a ele, sendo incentivadas a se tornarem reincidentes.
A palavra de Deus diz para não julgarmos para que não sejamos julgados - Mt 7.1, o meu objetivo não é julgar, mas sim mostrar o erro para que ainda haja esperança para aqueles que se encontram em adultério como houve para Davi. Após ter adulterado com a mulher de Urias - II Sm 11,1-4, pois o que confessa e deixa alcança misericórdia - Pv 28.13.
Jesus como esposo da igreja virá, e este dia será o dia da vingança do Senhor - Hb 10.26-31 e Ele não consentirá com o pecado ainda que se multipliquem os presentes (o nosso trabalho em prol do evangelho), de nada vai adiantar chegar diante de Deus e dizer: Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios e em teu nome não fizemos muitos milagres? Mt 7.22. Se fizermos tudo isto estando em adultério, pois o Senhor nos dirá abertamente: Nunca vos conheci, apartai-vos de mim vós que praticais a iniqüidade - Mt 7.23.
Estamos rodeados por uma grande nuvem de adúlteros, nunca se viu tanta infidelidade como nos dias de hoje, são toneladas de casos ocorridos em nosso meio. Nossos jovens convivem diariamente em ambientes onde esta pratica é constante e totalmente banalizada. No trabalho, curso, faculdade, vizinhança, filmes e novelas, o diabo vem investindo e infiltrando o adultério na sociedade como uma conduta normal e a igreja assiste a tudo sem tomar uma atitude de prevenção e repreensão, que seria intensificar estudos bíblicos e palestras sobre a posição da igreja e da palavra de Deus com relação a este tão avançado ato de imoralidade e o castigo para quem o pratica e repreender severamente os irmãos que têm servido deste meio para resolver seus dissídios conjugais.
Aqueles que são a favor do divórcio e novo casamento entre os cristãos tomam como base às palavras do apóstolo João que diz: Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis, se, todavia, alguém pecar, temos um advogado junto ao pai, Jesus, e Ele é a propiação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro – I Jo 2.1,2. Eles alegam que todos os pecados diante de Deus são iguais, não havendo, portanto, nenhum que seja maior que o outro. Sendo o divórcio e novo casamento realizado sem motivação proveniente da prostituição - Mt 19.9 um tipo de pecado, os mesmo dizem que o mesmo Deus que perdoa uma mentira, também perdoa quem adultera.
Com certeza Deus perdoa um adultério, afinal de contas foi Ele mesmo quem disse para aquela mulher levada pelos escribas e fariseus: Mulher, onde estão àqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?... Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais – Jo 8.10,11. A chave para o perdão está nesta frase: Vai e não peques mais, ou seja, você produzir em si mesmo frutos dignos de arrependimento, largar o pecado, pedir perdão ao seu cônjuge e prosseguir para uma vida de fidelidade, demonstrando com seus atos a sua mudança e/ou o seu desejo de mudar. Mas infelizmente, hoje em dia as pessoas estão adulterando, pedindo perdão, largando o cônjuge e se casando de novo.
O perigo de não orientarmos os jovens a este respeito é o mesmo que ocorreu com os judeus no tempo antigo, quando eles eram levados cativos, por falta da pregação da palavra eles esqueciam da lei do seu Deus e começavam a praticar as mesmas abominações dos outros povos. Quantos irmãos já se esqueceram da lei de Deus e estão praticando as mesmas abominações do povo desta terra, que não é a nossa (pois somos forasteiros e peregrinos). Muitos adúlteros estão no nosso meio, mas Deus quer levantar outros Esdras para ler a lei diante do povo – Ne 8.1-18, para conduzi-lo ao arrependimento e confissão do pecado – Ne 9.1- 37.
Sei que muitos se casaram e não deram certo na escolha e agora vivem numa vida de confronto dentro do lar, e estão com pensamentos de se divorciarem; outros já se divorciaram e se casaram novamente e acham tudo normal. Mas também a palavra de Deus diz que se nós julgássemos a nós mesmos não seriamos julgados - I Co 11.31. Certo é que muitos estão em erro sem saber, por falta de aconselhamento pastoral, pois os nossos pastores se corromperam e não ministram mais a verdadeira e preciosa palavra. Nossos cultos se transformaram em shows musicais, e nos poucos minutos que são destinados à pregação da palavra, só se ouve falar de anjos, chaves, bandejas, carros, casas e outras bênçãos materiais, deixando as ovelhas perdidas e sem conhecimento, e o povo foi destruído porque lhe faltou conhecimento - Os. 4.6.
Embora haja uma grande necessidade de se reprimir e expurgar a prática sexual ilícita, a fornicação, o divórcio e o adultério na igreja, aqueles a quem são outorgados estes deveres e obrigações insistem em fechar os ouvidos ao clamor do Espírito Santo e tolerar estas visíveis abominações, que tem crescido dia após dia. Só mesmo o juízo revelará o porquê de tantos pastores e obreiros estarem calados e estáticos quanto à ordem divina para a igreja nos dias de hoje: Arrependimento, santidade e obediência!!!
Esdras foi sensível a esta ordem, a ponto de ficar atônito com tanta decadência e imoralidade. Ele ficou confuso e envergonhado para levantar a Deus a sua face, pois as iniqüidades do povo se tinham multiplicado sobre as suas cabeças e as suas culpas crescido até os céus – Ed 9.3-6.
É hora dos ministros de Deus rasgarem as suas vestes e arrancarem os cabelos de suas cabeças, se assentarem atônitos, não comer pão, e nem beber água e sentirem enojados pela transgressão da igreja, levada cativa pelo divórcio e pelo adultério, pois estas práticas, aumentam por causa da própria omissão e falta de coragem dos ministros de Deus em pregar o arrependimento e ordenar (como Esdras), que o povo desfaça os seus casamentos ilícitos.
Casamento é coisa séria. É preciso que sejamos mais diligentes e prudentes na escolha daquele(a) que irá nos acompanhar na trajetória de nossa vida (as vezes muitos casam por já terem uma história de vida com alguém ou por causa de filhos obtidos nestes relacionamentos passados, mas devemos casar por amor e na direção de Deus), pois depois que entramos na casa de Deus e votamos viver em união perfeita e em fidelidade, teremos que pagar o nosso voto até o fim de nossa vida, pois ele foi votado diante de Deus e Ele não se agrada de voto de tolos - Ec 5.4-7. Reflita antes de fazer o voto, o “sim” dado diante do altar de Deus é um voto que deve ser cumprido até que a morte os separe - Pv 20.25 e o que Deus uniu não separe o homem.
Tenho observado que muitos cristãos estão se casando precocemente, talvez este tipo de casamento apressado se dê pela cobrança da sociedade, da igreja, dos pais, e etc... Tome cuidado, não se apresse, faça tudo com calma e na direção de Deus, pois aqueles que te cobram hoje serão aqueles que te condenarão amanhã se alguma coisa não der certo e o teu relacionamento fracassar; e você irmã(o) inconveniente que fica azucrinando a paciência dos outros com suas perguntas tolas, inquirindo-os quando irão casar, pare um pouco e deixe de ser um instrumento do cão e seja um vaso de Deus para abençoá-los com suas orações e jejuns, pois mesmo que você não pergunte por mal, a sua pergunta juntamente com as de outros curiosos, traz um pouco de desconforto para os casais de noivos que recebem estes tipos de perguntas como cobranças e muitos se casam apressadamente para dar satisfação a terceiros e ficarem livres das pressões e acabam não se organizando melhor e tomando atitudes precipitadas que poderão influenciar no futuro do casal.
A decisão de morar de aluguel e na casa dos sogros tem que ser pensada com muito discernimento e visão do futuro, pois "podem" se tornar causas de brigas, tomem cuidado ao se casarem com irmão(ã) de outra denominação, mesmo que ele(a) concorde em abrir mão da sua igreja para congregar junto contigo depois do casamento, esta decisão tem de ser tomada antes do casamento e deve ser observada a adaptação dele(a) à nova denominação, seu ânimo e principalmente à aceitação aos usos e costumes da igreja e liturgia dos cultos, pois bom seria que não fosse assim, mas na maioria dos casamentos de irmãos de denominações diferentes, há com o passar do tempo a recaída de querer voltar para a antiga denominação, por isto é recomendável à observância da adaptação.
Tenho visto muitos casais congregando separados e alguns irmãos saindo ou viajando por três ou mais dias sem suas esposas para pregarem em lugares distantes. É necessário priorizarmos o cuidado com a família em nossos dias. Estes casos podem acontecer, mas tudo feito em comum acordo e não com a insatisfação de uma das partes, pois Deus une um casal para viverem numa sintonizada cumplicidade.
Muitos relacionamentos não vão bem e/ou não dão certo por que não são assumidos como o deveriam ser, assumidos nas responsabilidades que lhes são devidos. Este negócio de dividir responsabilidades com amigos e parentes tem de ser freado, como por exemplo: Tem filha que leva as roupas do marido para a mãe ou a sogra lavar e tem marido que depende da mesada ou aposentadoria dos pais para sustentar o próprio lar, existem casais que vivem o dia inteiro na casa de parentes e só vão para casa pra dormir, não há uma assunção de responsabilidades. A família é a base, a célula da sociedade e para que haja uma sociedade bem ajustada, devemos ter uma família bem ajustada, controlada, educada, moderada e responsável.
Costumo dizer que existem pessoas que querem casar, mas não sabem o que isto significa, muitos pensam que casamento é chegar em casa, deitar na cama praticar o ato sexual e pronto. Falta maturidade para compreender que num relacionamento conjugal existe toda uma engrenagem que se uma peça não vai bem o todo não funciona. Um dia deste eu estava observando uma pessoa usando uma batedeira para bater um bolo, então de repente os dois dentes (ou garfos) móveis da batedeira começaram a trincar, a entrar um no outro. Tentando solucionar o problema, eu abri a batedeira e constatei que uma peça interna se desgastara por ser de um material de péssima qualidade, a batedeira era de boa marca, mas a peça pela sua importante função que era de empurrar outra peça para fazer o movimento dos garfos era de material frágil e desgastou. Do mesmo modo procede a um relacionamento, o casamento é bom, mas se você continuar tendo dentro da engrenagem do teu relacionamento atitudes (peças) de péssima qualidade, ele se tornará desgastante e acabará com os garfos entrando um no outro, ou seja, em brigas e futuras separações, que são atitudes totalmente contrárias à vontade de Deus, que deseja que os casais que Ele ajuntou, não os separem o homem, mas que estes relacionamentos durem para sempre.

Paulo Sabino
Enviado por Paulo Sabino em 25/01/2008
Reeditado em 29/09/2008
Código do texto: T832202
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Sobre o autor
Paulo Sabino
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 46 anos
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