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TEM MISERICÓRDIA DE MIM

"O FARISEU, POSTO EM PÉ, ORAVA DE SI PARA SI MESMO, DESTA FORMA: Ó DEUS, GRAÇAS TE DOU PORQUE NÃO SOU COMO OS DEMAIS HOMENS,ROUBADORES,INJUSTOS E ADÚLTEROS, NEM AINDA COMO ESTE PUBLICANO; JEJUO DUAS VEZES POR SEMANA E DOU O DÍZIMO DE TUDO QUANTO GANHO.O PUBLICANO, ESTANDO EM PÉ, LONGE, NÃO OUSAVA NEM  AINDA LEVANTAR OS OLHOS AO CÉU, MAS BATIA NO PEITO, DIZENDO: Ó DEUS, SÊ PROPÍCIO A MIM, PECADOR". ( Lucas, 11 a 13).
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O fariseu quer estar certo de que não faz nada que se aproxime da transgressão da lei. Mas em sua oração, DEUS que quase ficou esquecido e somente o "EU" predominou: "NÃO SOU COMO OS DEMAIS HOMENS, ROUBADORES, INJUSTOS E ADÚLTEROS; JEJUO DUAS VEZES POR SEMANA E DOU O DÍZIMO DE TUDO QUANTO GANHO".(Lc. 18: 11 a 12).
Os demais homens são o fundo escuro do magnifico auto-retrato. Nessa oração manifesta-se alguém que é justo por si mesmo e despreza os outros.
Já o publicano conserva-se ao lado em pé. Não ousa sequer levantar os olhos para DEUS, pois aquele que não é santo não suporta o olhar de DEUS. Bate no peito, onde se localiza sua consciência, pois chora sua culpa. Sua oração consta de poucas palavras da invocação de DEUS, do pedido "SE PROPÍCIO A MIM".
O publicano apenas podia esperar que DEUS aceitasse seu coração humilhado e por sua misericórdia lhe perdoasse o pecado. É interessante observar que o fariseu e o publicano manifestaram uma atitude diferente para com os seus semelhantes, e não meramente uma atitude diferente para consigo mesmos. O fariseu pensava muio a respeito dele mesmo, mas desprezava a todos os outros, especialmente àquele publicano. Sim, ele se elevava acima dos seus semelhantes, longe do grupo principal de adoradores, e assim procurou distinguir-se deles. O publicano, por outro lado, ao mesmo tempo em que depreciava a si mesmo, por avaliar corretamente a sua vida pecaminosa, não fez acusação contra quem quer que seja, e nem mesmo contra o fariseu, que era justo aos próprios olhos e muito  pior do que ele.
Assim, cada um desses homens, talvez inconscientemente, falou do que pensava sobre sobre os seus semelhantes, como também do que pensava sobre si mesmo. Todos os nossos preconceitos de raça e classe aparecem no primeiro desses homens, a indiferença para com a miséria  generalizada, pela qual provocamos a revolta. A pessoa contente consigo mesma não se importa em como as outras pessoas do mundo estão vivendo, pelo que também essa negligência se transmuta em uma crueldade amarga. O fariseu louvava a si mesmo, condenando a outros, ao passo que deveria ter pensado acerca do pecador. Ali, se não fora à graça de DEUS, estaria eu.  Mas o publicano dizia, a culpa toda reside em mim mesmo, o fariseu poderia ter-se mostrado  muito gracioso se tivesse vivido humildemente, o publicano  demonstrou humildade de alma, e por isso mesmo os seus pecados foram perdoados.
Além dessas observações, vemos que cada qual também revelou o que pensava acerca de DEUS. O fariseu pensava em DEUS em termos capitalistas, pensando que havia merecido, por suas ações, grande consideração por parte de DEUS, tendo obtido largo acúmulo de recompensas no céu, pelo que julgava que a qualquer momento poderia ser convidado a rornar-se um diretor.
Por sua vez, o publicano contemplava a santidade de DEUS, e tão-somente pedia purificação, de conformidade com a graça divina. Assim sendo, o fariseu era como uma colina fria, onde não medravam flores, enquanto que o publicano era como um vale suficientemente baixo no tocante ao pecado, de modo a conter o riacho fluente da misericórdia de DEUS. Não encontramos aqui uma narrativa sobre o dom que abre os portões do céu? O primeiro dom foi uma gota de de sangue patriota, mas o portão não se abriu, o segundo foi o suspiro de um amante, e o portão também não se abriu, e o terceiro foi a lágrima penitente de um homem maduro que converteu mediante uma oração própria de um infante, e esse recebeu entrada.
O publicano batia no próprio peito, um ato de tristeza estrema, que demonstrava a sua sinceridade na oração. Lembramo-nos que aqueles que contemplaram a cena da crucificação de JESUS sairam batendo no peito. (Luc. 23:48). Embora as palavras "..SÊ PROPÍCIO A MIM, PECADOR..." possam indicar algum conhecimento, por parte daquele publicano, sobre o sacrifício de sangue por cauda do pecado, e embora talvez se lhe tivesse atravessado na mente o pensamento do sacrifício designado e purificá-lo do pecado, parece melhor aceitar essas palavras simplesmente como expressão do desejo de perdão, baseado na misericórdia de DEUS, e não no sistema de holoucaustos. Contudo, pensar que ele compreendia acercado do CORDEIRO DE DEUS, o CRISTO, como esse sacrifício, equivale a descobrir nessa parábola muito mais do que o autor tencionava que compreendêssemos. "SÊ PROPÍCIO A MIM" neste caso, significa simplesmente "Tem misericórdia de mim".
Por derradeiro, quem é justo no critério de DEUS? O fariseu é escrupulosamente exato no cumprimento das muitas e rigorodas prescrições da lei; o publicano colabora com os inimigos do povo e com os impostores.
As Escrituras nos transmite que o publicano volta, para casa, justo, diferente daquele, pois, DEUS encontra mais agrado no pecador penitente do que no justo com seus muitos méritos e sua auto-segurança. "DIGO-VOS QUE ESTE DESCEU JUSTIFICADO PARA SUA CASA, E NÃO AQUELE; PORQUE TODO O QUE SE EXALTA SERÁ HUMILHADO; MAS O QUE SE HUMILHA SERÁ EXALTADO". (Lucas, 18: 14).
Mas, o que aproveitam então as obras? CRISTO quis entender suas palavras assim:
"...AQUILO QUE É ELEVADO ENTRE OS HOMENS É ABOMINAÇÃO DIANTE DE DEUS".
(Lucas, 16:15).
O homem alcança justiça não por obras, mas por dom gratuito de DEUS. A fome e a sede de justiça é o dom do poder de DEUS que as sacia. (Mat. 5:6). Quão frágeis são toda justiça e santidade humana. (Mat. 5:2O) quando não intervém DEUS e concede sua justiça.
Quem compreende esse fato não despreza mais os outros.
"ARREPENDEI-VOS,PORQUE ESTÁ PRÓXIMO O REINO DOS CÉUS".
(Mat. 3:2).

FONTES:
Bíblia Sagrada
Livros: N.T.Introdução e comentários
N.T. Interpretado e Mensagens e Comentários.

Wilson de Oliveira Carvalho
Wil
Enviado por Wil em 16/01/2006
Código do texto: T99666
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Sobre o autor
Wil
São Paulo - São Paulo - Brasil, 81 anos
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