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ALÉM DE MIM - TATO E PAULA - VIII

                             TATO E PAULA – Capítulo VIII

                                          Renato estava tirando o fone do gancho quando a campainha tocou. Ele estranhou que alguém fosse visitá-los tão perto de sua chegada, mas foi atender a porta.
   Eram um rapaz que ele conhecia e uma moça.
- Oi, Renato! Viemos dar as boas vindas, falou o rapaz, já entrando. – O Lúcio avisou que vocês viriam. Quando tempo, hein?
- Nem fale... Como vai, Tato?
- Bem, essa é minha irmã Paula. Acho que você não chegou a conhecer ela. Ela era pequenininha quando a gente fez a festa do Lúcio, tinha só treze anos e lá se vão quase seis, não é?
- É... Oi, Paula, ele cumprimentou beijando a moça no rosto.
- Oi, Renato. Deus sabe o quanto eu esperneei pra ir àquela festa. A desculpa dele é que eu era muito criança, mas eu lembro que a sua atual esposa tinha uma ano só a mais que eu na época. Por falar nisso... meus parabéns pelo seu casamento.
- É, a gente soube do casório, mas não deu pra ir, disse Tato. – Tivemos prova na faculdade ontem. O Lúcio falou que você teve que vir pra cá a trabalho. Que chato ter que deixar a mulher no dia seguinte do casamento, não?
- Ele disse é...? Pois é... mas ela entendeu tudo direitinho. Afinal, a gente tem a vida toda pela frente e depois... eu vou ter duas semanas de férias quando voltar.
- Mas cadê o seu amigo? O Lúcio falou que você vinha com o irmão dele... Eu nem sabia que o Lúcio tinha um irmão...
   Andreia apareceu na porta da cozinha e encostou-se no batente, com um pano de prato no ombro.
- Oi...
   Os olhos de Paula se iluminaram quando viram o rapaz em que Andreia tinha se transformado. Renato percebeu e tossiu.
- Tato... Paula... esse é... o André, meu amigo e... irmão do Lúcio.
- Oi, André. O Lúcio nunca tinha falado de você pra gente.
- É, eu... sou só irmão de criação dele. Não morava no Brasil.
- Poxa! Você morou no exterior?  - perguntou Paula, interessada, aproximando-se dele.
- É... Argentina... falou Andreia sem jeito, olhando para Renato que estava quase dando um grito de desespero.
- Bem, a gente ainda não tem nada pra oferecer pra vocês. Que tal se... fôssemos... comer alguma coisa fora, hein?
- Mas eu estava... começou a falar Andreia, parando quando percebeu a intenção do marido. – Bom... mas acho que seria uma boa sim.
- Eu conheço um lugarzinho gostoso na ponta da praia, disse Paula. – Você já conhece Paquetá, André?
- Não... quer dizer, sim. Já vim com o Lúcio aqui uma vez, há uns... cinco anos.
   Renato estava quase morrendo de ciúme, nem ele sabia por quê.
- Vamos indo?
- Vamos. Eu vou tirar o carro da garagem, falou Tato. – Vocês esperam lá embaixo. Num instantinho a gente está lá.
- Certo.
 
                 
                           ALÉM DE MIM - CAP. VIII
Velucy
Enviado por Velucy em 13/09/2017
Reeditado em 16/09/2017
Código do texto: T6113142
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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