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Manifeste se

Se ainda há poesia em mim,
que se manifeste com urgência.
Se há, que ela me venha logo,
em meio a toda teorização e racionalismo;
em meio ao ateismo; à desesperança;
à crença única e exclusiva nas condições materiais de existência.
Manifeste-se com urgência, se ainda o trago comigo,
o sorriso daquele garoto adolescente que um dia fui,
cheio de sonhos e de crenças, e de amor.
Manifeste-se agora e traga de volta
a crença na ordem das coisas
e me faça esquecer esse caos.
Que me entorpeça,
e que eu me perca em delírios,
em sonhos novamente.
Que eu me afogue numa enchente de fé,
aquela que não se explica, apenas se sente.
Que eu me entregue a esse único instante de felicidade febril,
posto que estou em oposto
e me canso do racionalismo.
Ele me oprime.
Não me deixa ser como todos os outros.
E que tal loucura,
assim como o efeito de uma droga,
modifique toda a percepção que possuo das pessoas e do mundo.
Arpejo
Enviado por Arpejo em 29/09/2007
Reeditado em 14/11/2007
Código do texto: T674108

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Sobre o autor
Arpejo
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 39 anos
83 textos (3512 leituras)
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Arpejo