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OBRIGADA PAI...

"PAI...
...OBRIGADA POR QUE DE UM MODO SOBRENATURAL
TU NOS AMA... OBRIGADA SENHOR PORQUE COM O TEU CUIDADO TU NOS FAZ REPOUSAR EM VERDES CAMPOS;
E COM O TEU AMOR,  NOS LEVA  ÁS AGUAS TRANQUILAS.
                               
                              *  *  *  *  * *

Queridos  poetas, poetisas e leitores do Recanto,

Esta oração é mais uma forma (particular) de agradecimento e de testemunhar aqui sobre o livramento que tive recentemente quando viajava, nas vésperas do feriado do dia 12 de Outubro, para um outro Estado, para encontrar com meus familiares. Na ocasião um carro modêlo Montana, cinza metálico "fechou" o ônibus, em que eu viajava fazendo uma ultrapassagem, forçando o motorista a parar para depois, sair da BR  e entrar numa estrada carroçal, cerca de 05 km, mato a dentro!
Estava anunciado o assalto! No Montana,  06 homens com capuz, armados, de pistola e revólver 38 cromados, sempre em punho. apenas 05 (cinco) desceram. O 6º (sexto) homem, ficou no carro dando cobertura. Ainda não era 01 (uma) hora da manhã, quando tudo começou...porém, eles nos deixaram,  ás 01:48 min, da madrugada! Muitos passageiros,  ficaram, sem seus pertences...malas, carteiras de cédulas, celular, alianças de casamento, bolsas de passeio, dinheiro, brincos, colares, máquinas digitais,  etc...os assaltantes nos faziam ameaças de morte, para poder levar tudo o que viam,  numa abordagem covarde feita a um por um, ainda dentro do ônibus.
Mas...mas, por incrível que possa parecer, eu fui a única que não tive nada roubado...criei coragem, e peguei uma soma em dinheiro o mais discretamente possível, enquanto as luzes do ônibus estavam apagadas ainda, e enquanto o bandido não tinha ainda começado a tirar os perteces dos passageiros, selecionei no escuro a quantia que deveria passar para o assaltante que fazia o "rapa" individual nas pessoas, e quando chegou a minha vez, eu o entreguei sem olhar em seu rosto, conforme ele havia me 'ordenado"...e nem mesmo minha carteira e minha bolsa, que eu tinha posto no colo, ele  não fez pressão para levar. Parecia estar cego, ou quem sabe farto de tantos objetos já ali "arrecadados"... Logo depois tivemos que descer um por um, para sermos "revistados", para que eles pudessem levar o que ainda poderia  estar escondido em nossos corpos. E o pior é que ainda havia o que se roubar escondidos nos bolsos e cuecas de alguns homens...O lugar escolhido para a revista, era  êrmo, e tudo que se via era mato; íamos sendo revistados e  em seguida nos amotinavam num canto fazendo-nos esperar o tempo suficiente para  que  levassem as malas que estavam nos bagajeiros do ônibus, e fossem colocadas na parte de traz do Montana. Alguns passajeiros em estado de choque...paralisados, outros se entre-olhavam não parecendo acreditar...um silêncio mórbido, tomou conta da madrugada, casado apenas com os passos rápidos dos bandidos no vai-e-vem, naquele chão de terra e pedregulhos,  no afã de querer levar o maior número de malas possíveis. E nós apenas observávamos, calados, sem saber o que ainda estava por vir...
...Só quem sabe da dimensão de uma situação dessas é quem passa, e eu jamais conseguiria descrever aqui a sensação, e o que eu sentí, quando ví minha vida, por um "fio".
Cada minuto passado, era precioso, e ao mesmo tempo poderia ser o ultimo...e graças ao nosso bom Deus, tudo terminou...alguem com uma mala contendo a cifra de R$ 10.000,00 no bagajeiro, fez a alegria dos bandidos, ao confessar a quantia guardada lá, e aí, logo  deram-se por satisfeitos...(como e porque alguem leva uma quantia expressiva de dinheiro assim, numa mala, é que eu não sei) Mas o mais importante é que foi  aí, que tudo terminou...depois de sermos liberados, e chegarmos novamente á BR, para seguir nosso destino,  uns choravam, outros riam...e eu ?...Eu apenas, tremia...e ainda abalada,  analizava, tentando compreender, como eu teria saído sem o menor prejuízo (considerando os prejuizos dos demais passageiros); daquela situação humilhante, caótica e infelizmente de difícil esquecimento! Comecei a pensar e me lembrei de todas as orações curtas que eu conseguia fazer, enquanto estávamos nas mãos deles, implorando a Deus, que eles nos deixassem logo em paz...que eles nos deixassem pelo menos, com vida!
E assim, foi feito. Todos com vida. Nenhum ferido! E eu com meus pertences intáctos! Por incrivel que possa parecer não mecheram em nada meu, enquanto estávamos dentro e fora do ônibus. O que levaram de mim, como disse acima, foi apenas o dinhero que Eu mesma separei numa oportunidade delicada, mas por mim, bem aproveitada. O celular tambem foi escondido  nas résteas do assento em que eu estava...até pensei que iriam encontrar...mas não encontraram...Porque será?
Creio que a resposta está aqui...porque Deus cuidou de mim, assim como cuidou dos que com fé, acreditaram ali em Sua forte mão!
"Obrigada Pai...obrigada meu Deus!"
                 (Janete Fernandes - 15/10/07)

JANET FERNANDES
Enviado por JANET FERNANDES em 15/10/2007
Reeditado em 15/10/2007
Código do texto: T695053

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Sobre a autora
JANET FERNANDES
Fortaleza - Ceará - Brasil
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